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| Transgênicos |
A
polêmica dos transgênicos
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Os riscos associados à produção e ao consumo
de organismos geneticamente modificados, os chamados transgênicos (produtos que têm o
seu material genético alterado por meio da introdução de genes capazes de gerar plantas
tolerantes a herbicidas, resistentes a pragas, à deficiência hídrica ou,ainda, plantas
que agregam atributos nutricionais e farmacêuticos aos alimentos).
Estima-se que o cultivo de produtos transgênicos no mundo tenha atingido 30 milhões de
ha em 1998, o que equivale a quase toda a área agrícola hoje cultivada no Brasil. O seu
mercado deverá atingir US$ 3 bilhões em 2000 e
US$ 25 bilhões em 2010. Nos Estados Unidos, quase 50 espécies de plantas já contam com
cultivares transgênicos e este ano cerca de metade da área de milho, soja e algodão
daquele país será plantada com estes produtos.
No entanto, enquanto o cultivo de transgênicos cresce exponencialmente em países como
EUA, Canadá, Argentina e China, alguns países europeus e asiáticos ainda relutam em
adotar a tecnologia baseados em diferentes argumentos: segurança qualitativa do alimento,
impactos ambientais, saudabilidade dos produtos, questões éticas e morais,
concentração de
empresas, liberdade de escolha do consumidor, entre outros.
Como diferentes temas estão em jogo na questão dos transgênicos, o Brasil optou até o
momento pela confortável posição de ficar em cima do muro enquanto a briga avança.A
primeira questão diz respeito à avaliação dos
riscos ao meio ambiente (biodiversidade) e à saúde humana. Nesta área, o País já
avançou positivamente com a criação, em 1995, da Comissão Técnica Nacional de
Biossegurança (CTNBio), que tem realizado um trabalho de
qualidade.
No presente momento, ganha importância a questão da rotulagem dos alimentos.
É direito do consumidor ser informado sobre todas as características intrínsecas dos
produtos que está consumindo.
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