A
influência das histórias infantis Por Nina Rocha
"Contar Histórias é lançar um fio de prata do plexo solar que
vai envolvendo o narrador à platéia, criando uma teia mágica,
onde ambos se perdem de boa vontade, pelas tênues tramas da
narração." (Cléo Busatto)
Envolver a criança no
belo e no imaginário é perpetuar o valor do bem e saber que se
está somando para a evidência de um desenvolvimento mais
salutar, menos violento e mais criativo.
As histórias infantis são recordações para o futuro! Quem não
lembra de uma gostosa historinha na cabeceira da cama ou no
colinho da vovó?
Com um trajeto milenar, contar histórias é uma arte atribuída
ao compartilhar de sensibilidades. No caso, tanto a doce e
interpretativa voz do narrador, quanto o interesse do ouvinte,
são metades que se completam.
Assim, uma história passa a ter significados diferentes de
acordo como é trazida aos ouvidos daquele que se concentra para
o espetáculo de sonhos, magias e encantos.
Preocupo-me demasiadamente com o conteúdo das histórias e
melodias que se encaixam aos enredos, já que as histórias são
fontes facilmente armazenáveis e por isso devem ressaltar a paz,
a união, o amor, a alegria e valores educativos, sempre
essenciais!
As informações contidas nas páginas dos livros ou na voz de um
contador de histórias infantis, são desenhos reais do coração e
os seus gestos e a sua dedicação, acariciam a imaginação do
expectador. Este vínculo é o que adiante revela questões da
personalidade adulta em um maior ou menor apego à escrita e aos
livros.
Como vimos, em poucas linhas a história infantil é um forte laço
na arquitetura cognitiva. Sua importância, espessura e cores,
variam muito entre as pessoas que os escolhem.
Para recordar... Sherazade e o Sultão são provas deste texto!
Depois de ouvir as declamações em histórias de Sherazade,
ouvimos a confissão tão esperada:
- “Não saberia viver sem as suas histórias!
Bem contada, uma história infantil é divertida, prazerosa e tem
gostinho de “quero mais!”
Então, que assim seja!
SAUDAÇÕES LITERÁRIAS!
Nina Rocha.
ESTE TEXTO É FOCO DO MEU TRABALHO NO PROJETO DE LITERATURA EM
TELAS E LIVROS PEDAGÓGICOS
“Literatura – arte e cultura- semente que deve ser
cultivada como certeza de herança das crianças de amanhã” e é
também uma homenagem para uma pessoa maravilhosa que tive o
prazer de conhecer quando ingressei na SEB – Sociedade
Escritores de Blumenau. Falo da querida VOVÓ ESCRITORA “TÂNIA
MARIA DA SILVA”, organizadora do livro “VOVÓ CONTA UMA
HISTÓRIA”.
Cláudia Regina Franke Ivanike, (Nina
Rocha), 36 anos, é Professora, Fonoaudióloga,
Psicopedagoga, com Pós-Graduação em Magistério Superior,
Mestrado em Distúrbios da Comunicação, Escritora e
Ilustradora, e, Acadêmica do quarto ano de Direito.