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Especial Meio Ambiente                                       Novembro de 2001

Pinkaiti

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Pinkaiti

Projeto Pinkaiti

O projeto conta com uma área de proteção máxima de 10.000 hectares localizada a 12 km rio acima da aldeia Kayapó de A'Ukre, na Terra Indígena Kayapó (13 milhões de hectares), bacia do alto Xingú, sudeste do Pará (7o46'14''S, 51 o57'43''L). Nesta área, demarcada pelos índios desta comunidade, a caça e o corte de madeira são proibidos. Lá, foi construída a base de pesquisas do Pinkaiti, que conta com uma casa equipada com um rádio transmissor de longo alcance, um painel de energia solar e um barco com motor de popa. Não há estradas até o local, de forma que a entrada e saída de pesquisadores da estação é feita através de pequenos aviões que fazem a ligação da cidade mais próxima (Redenção) com a aldeia A'Ukre, de onde se vai de barco em cerca de duas horas até a base de pesquisas. Essa área se localiza as margens do rio Riozinho, um tributário de segunda ordem do Rio Xingú. A área da base de pesquisas é marcada por mosaicos de florestas que incluem matas de cipó, matas de palmeiras e pequenas manchas de cerrado, que ocorrem principalmente nas zonas em que a rocha mãe se torna visível. A média de chuvas na área é de 1640 mm/ano (N=5 anos, 1985-1989). As chuvas são claramente sazonais e há déficits hidrológicos em todas as estações secas quando, fato raro na Amazônia, é comum a falta total de chuvas por até 60 dias. Devido a seu perfil climático, seria de se esperar que o Pinkaiti possuísse uma floresta semidescídua. Entretanto, estudos sugerem que se trata de uma mata perenefólia. Isto se deve, provavelmente, à extração de águas por profundos sistemas radiculares, típicos do cinturão seco da Amazônia oriental. A fisionomia geral da floresta é distinta  daquela típica Amazônia em seu núcleo. A área de estudos se enquadra no perfil das florestas de transição que ocorrem no contato das matas fechadas da hiléia com as savanas do planalto central. É uma área de grande valor biológico e interesse científico pois apresenta elementos faunísticos e florísticos próprios tanto do Cerrado quanto da floresta amazônica. Cabe destacar que as matas de transição do cinturão seco do sul da Amazônia são muito pouco estudadas ecologicamente, o que ressalta a importância da existência do Projeto Pinkaiti e da realização de estudos nesse local.

 Visite a página do Projeto Pinkaiti (clique na imagem)


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