logo_partes_pqno_w.jpg (11208 bytes)

Poesias e Crônicas

Ano I - Nº9 - dezembro de 2000

Principal
Editorial
Educação
Em Questão
Esportes
Cotidiano
Comportamento
Cultura
Memória
Poesia e Crônicas
Outras Edições
Saúde
Sócio Ambiental
Reflexão
Terceira Idade
Turismo
Expediente
Participe
Tascas
Fórum
Cartas
Esotérico
Econotas
Humor
Pílulas
Nossa Língua
Fale conosco
Serviços
Agenda
Desaparecidos
Casa, Rua e Cia
Fotos
Links
Especiais
Gilberto Freyre
Eleições 2000
Links do mês
Biblioteca Cervantes
Casa da Ciência

Poema de Natal

Para isso fomos feitos:
Pra lembrar e ser lembrados
Para chorar e fazer chorar
Para enterrar os nosso mortos - 
Por isso temos braços longos para os adeuses
Dedos para cavar a terra.

Assim será a nossa vida:
Uma tarde sempre e esquecer
Uma estrela e se apagar na treva
Um caminho entre dois túmulos -
Por isso precisamos velar
Falar baixo, pisar leve, ver
A noite dormir em silêncio.

Não há muito que dizer:
Uma canção sobre um berço
Um verso, talvez, de amor
Uma prece por quem se vai - 
Mas que essa hora não esqueça
E por ela os nossos corações
Se deixem, graves e simples.

Pois para isso fomos feitos:
Para a esperança no milagre
Para a participação da poesia
Para ver a face da morte -
de repente nunca mais esperaremos...
Hoje à noite é jovem; da morte, apenas
Nascemos, imensamente.

Vinícius de Moraes 

 

Natal

Nasce um deus. Outros morrem. A Verdade
Nem veio nem se foi: o Erro mudou.
Temos agora uma outra Eternidade,
E era sempre melhor o que passou.

Cega, a Ciência a inútil gleba lavra.
Louca, a Fé vive o sonho do seu culto.
Um novo deus é só uma palavra.
Não procures nem creias: tudo é oculto.

Fernando Pessoa

Mande a sua opinião

Veja em Crônica : l-a-t-a-n, a visão de Eduardo Berardi sobre o Natal