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Poesia

Ano I - Nº12 - março de 2001

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Carnaval 

A carne maluca treme e geme na avenida.
O samba nem é no pé
é nas partes que mostra a televisão (um festival moderno de silicone).
 

Quebra de tradição, mocidade e velhas guardas unidas num ritmo alucinante.
O império é serrano e vai e vai numa mangueira de aflições.

Em passarelas, quesitos e alegorias
homens e mulheres se perdem entre mestres salas, portas bandeiras e arlequins.
 

Difusão de destaques,
Luzes e cores
Dores e amores e beija-flores. 

Baco e plumas se somam
Baterias e sons travam um duelo de cultura e símbolos
em cantos e encantos. 

Odiar e não amar
Amar e dançar, ver e pular
A carne fraca fria forte dança seus dias de glória. 

puro pecado...

Sempre tem aquele que quer entrar no trenzinho. O diabo está apenas no detalhe... 

Raul Prates é poeta e sempre que pode pula carnaval.
raulprates@bol.com.br

 

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