Poesia

Ano I - Nº 3 - Junho de 2000


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O olhar

de quem nunca me conheceu

agora se reveste de estrelas

junto às minhas pequenas loucuras

que se fazem constelações:

quando nossas retinas se beijam!

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Nas brigas de meus dias

onde a rebeldia,

a covardia,

e as mentiras

se fazem presentes:

destruo o mito que é você.

 

Guerrilheiro

Era uma saudação, saudade...

Uma imitação, vontade...

A exata e humana vontade de lutar.

Era apenas um grito, ou uma vontade?

Era talvez a extrema coragem perdida num campus

E no campo, a enxada, o voto e a coragem retomada,

Para tudo, ou quem sabe, para nada.

Quem sabe, num canto da história,

Num curso de um rio, no correr das águas de uma fonte,

Criávamos independência ou simplesmente resignação?

Tempo em que teciam-se guerrilhas e vestíamos fantasias.

 Poesias e fotografia de Gilberto da Silva

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