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Poesia

Ano I - Nº5 - Agosto de 2000

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Mortal

Nem tudo é eterno entre a loucura

e a realidade real.

O mal o tal o sal

enfim:

o fim começa no inicio de tudo que é o nosso fracasso.

 

Nem tudo é mortal para além

do bem e do mal diante da minha impotência anti-nietzschiana.

Viver no inferno total

Pode não mudar nada

Mas é a estrada para a vida da caricatura.

É o caminho cruel e fatal.

A vida - esta senhora cansada - desenho num papel: é uma figura.

Raul Prates

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