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De suas águas inóspitas
Ouço uma voz
Trêmula, frágil que vem das encostas
Eis uma alma que luta contra o algoz
O pior está por vir
Ao redor tudo parece sem vida
A vista fere a auto-estima
O orgulho fala mais alto, daqui ninguém me tira
Nada pode uma simples alma
Na luta contra a maioria
Procurar uma solução pra que?
Se ajuda ninguém daria?
Quem dera poder ajudar
Pedindo, clamando, até implorando
Só resta uma coisa, sofrer de agonia
Ou lutar pela melhoria
Ali ninguém aparece de dia
Mas na penumbra o que não falta é gente
O perigo ronda a morada
Á noite sossego não há
Quem por ali passa tapa o nariz
Fedor maior não há do que o da negligência
O algoz aparece de tempos em tempos
E diz com toda pompa: que lugar mais bonito!
Mal sabe ele que a beleza se foi
O que resta então?
Aquela alma que luta e não desiste
Arregaça as mangas e clama por solução
Qual a melhor saída?
Conscientização é a palavra chave
Para quem busca uma nova vida
Não se desiste ao primeiro entrave
Autor:
Juliano
Strachulski
Informações sobre o autor
Juliano Strachulski (STACHULSKI, J.) graduando do 4º ano do curso de
Bacharelado em Geografia pela Universidade Estadual de Ponta Grossa e
participante de projeto de iniciação científica, possui o seguinte
e-mail para contato:
julianomundogeo@gmail.com. |