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NÃO
TENHO
MEDO
DAS
BACANTES
Com
seus
olhos
cheios
de
luz
Não
tenho
medo
da
uva
e da
boca
cheia
de
beijo
e
vinho
Que
venham as
bacantes
nuas!
Estou
pronto
para
berrar,
para
latir,
para
beber
com
elas
Colocar
coroas
de
louros
nos
cabelos
E
recitar
poemas
loucos
ao
som
de uma
cítara.
Que
venham as
bacantes
E
me
encontrem
adormecido
Sacudam as
minhas
longas
barbas
E
me
despertem
menino.
Gritarei
pela
cidade
Rodopiarei
como
um
pião
Encham
minha
boca
de
vinho
Não
tenham
piedade
de
mim
Estraçalhem
este
velho
palhaço
Me
coroem
com
entusiasmo...
QUE
VENHAM AS
BACANTES
Quero
sentir
o
amanhecer
em
lábios
perfumados
Derrubar
as
estrelas
do
céu
E
fazer
brilhar
esta
cidade...
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