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Barão
austero taciturno até quando refugiarás de si?
Teu
fosso é líquido inevidente,separando estrategicamente
invasores.
Mergulhado
em águas turvas de mágoas,
dores psicossomáticas armaduras emocionais.
Flui
entre os dedos dos incautos, indelével em poéticas gotículas
líricas de solidão.
Delegas
a dor como companheira.
Exclui
o mundo isolando-se nas mais altas torres de seus translúcidos
castelos etéreos.
Inexpugnáveis
castelos que aprisionam teu ser em brasões ondulantes ao vento
bórico.
Etérea
ilusão de acessibilidade apesar de ver-te és intocável.
Asceta,
em repudio as minhas digitais que embaçam
a pureza límpida cristalina de teus
vitrais monocromático .
”Ho
Mestre!”
Jogas
sua capa em desdém, finges circular entre plebeus
como iguais com gestos pudicos de não viver.
Transmuta-se
camaleônico na afecção gélida da auto indiferença sofismal.
Só
és pleno quando vaporiza-se na misteriosa leveza atmosférica
venial .
A
observar a plebe em laboral labrego dos vassalos faustos do
Barão dos
Castelos de
Vidro.
Gleise Costa - 1/07/2008 |