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Chega de escravidão velada
Com seu sorriso perverso
Conquistam-nos os passos e laços
Chega de vida sem vida!
Olhar cansado e parado
Vidrado somente na mídia
Chega de corre-corre sem riso
Abre e fecha de livros
Sem argumentos e sentidos
Clamo da vida sossego!
Para que eu me entenda direito
Sem medo da friagem dos tempos
Calor que corre nas veias!
Quero respirar de fato
E sentir a brisa dos ventos.
Chega!
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