|
Valem os minutos,
mesmos aqueles interrompidos,
valem os segundos,
mesmo aqueles doloridos.
Na realidade,
vale tudo,
vale a intenção,
a distração
e um pouco de loucura.
Mantendo os pés no chão,
ou levitando,
mas obedecendo a lei da gravidade
vale nossa vontade.
vale sonhar, sim, sonhar o sonho acordado
sonhar com a amada
e não desconsolar
nas ondas, nas areias, nas ruas
nas veias, no mar.
Então, um minuto interrompido,
um suspiro, uma saudade
vale a maturidade
de amar
a eternidade.
e amar sem pensar em desamar,
ou no que vai dar,
sem forçar a porta
e nem trancar.
sem apressar a curva do rio
sem acelerar sem freio. |