spacer

 

ISSN 1678-8419         última atualização em: sábado, 15 de maio de 2010 23:36:52                                               

 
  Principal
 Agenda
 Artes e Artesanato
 Colunistas
 Cultura
 Crônicas
 Econotas
 Editorial
 Educação
 Em Questão
 Em Rhede
 Entrevistas
 Humor
 Política e Cidadania
 Reportagens
 Mirim
 Notícias
 Outras edições
 Poesia e Contos
 Reflexão
 Expediente
 Sócio Ambiental
 Terceira Idade
 Terceiro Setor
 Turismo
   Participe
 Cartas
 Blog
 Fale Conosco
   Especiais
 Igrejas
 Meio Ambiente
 SP 450 anos
 Memória Sindical
 Assédio Moral
 Vitrine do Giba
 Nosso Dáimon
 O Grito do Ipiranga
 Mirim
 Feiras e Mercados
 Em RHede
 Econotas
 Ambientais
 Agenda
.
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Poesias

Poesia criança

Gilberto da Silva

publicado em 15/03/2008


No dia 12 de outubro de 1979 eu escrevi um poema falso, assim como a maioria falsa.
Ontem escrevi mais dois poemas à beira da cama: isto é impressionante , a cama me torna poeta em noite calma.

Um certo crítico, destes espíritos de porco, disse: sujeito que faz poesia engajada!

Se eu fosse poeta engajado...
Pior
, poeta enganado...
 

Se eu fosse poeta e vivesse da poesia, na atualidade não seria poeta, seria mercado!

 

Talvez amanhã eu escreva mais dois poemas, se tiver tempo é claro!

Assim como o tempo traz lembranças do tempo criança.
Poeta em formação?
Ilusão juvenil?

Ilusão
da inteligência

Criança assim poeta menino,
que
vive a ilusão de versos e prosas românticos.

 

Se ao menos a paisagem da janela me trouxesse inspiração para falar de amor: no lugar dos fluídos poéticos, os fluídos poluídos.

Daí a indagação: Sou poeta?
Mas quem não é” receita minha mãe...

Então viajo vendo flores e o meu povo sofrendo.
Vejo vultos e vejo vocês. Vocês quem? Afinal, escrevo no dia das crianças....

 

Mas todo dia é dia da criança. E Então aqui neste mundo amado morrem muitas por dia.
Eu, na situação criança, faleço sem berço esplêndido.

 

E teimo em não esquecer que sou criança.
E choro ao ver o choro de uma criança.
E me perco ao ver as crianças perdidas.

 

E meu coração partido ao ver maltrapilhas e famintas e o peito dolorido...

 

Então, num arremedo de poeta planejo poesias sentimentais e volto à janela e observo:
nãomais tabacaria, Fernando!
Nem
sorveteria, nem nada!

 

E neste momento se alguém falar de sexo dispararei, sou criança! E no momento faço poesia.

 

Talvez eu pare com meus poemas falsos e com falsos pedidos de autógrafos.

 

Um dia, no futuro, um poeta cansado do peso de seus versos livres, deixarei de ser poeta.

A mão do poeta cansa: poeta ou mistificação?

 

::outras poesias::

Petit poème
Gilberto da Silva
publicado em 26/02/2008
 

Bailarinha Desesperada
Gilberto da Silva (ilustração: Nina Rocha)
publicado em 06/02/2008

Pedra Filosofal, filosofa?
 

Danças marinas
Por Gilberto da Silva
publicado em 22/09/2007

Minutos de amar
Por Gilberto da Silva
publicado em 22/09/2007

 
  

spacer
::sobre o autor::

Gilberto da Silva é jornalista, professor e sociólogo da Prefeitura do Município de São Paulo. Graduado em Jornalismo pela FIAM e Ciências Políticas pela Fundação Escola de Sociologia e Política de São Paulo. Mestre em Comunicação pela Faculdade Cásper Líbero. É editor do site Revista Partes (www.partes.com.br) e pesquisador do grupo de pesquisa Comunicação e Sociedade do Espetáculo  na linha de pesquisa A Teoria Crítica e a Comunicação na Sociedade do Espetáculo organizado pela Cásper Líbero e coordenada pelo Prof. Dr. Cláudio Novaes Pinto Coelho.
 

::contato com o autor::

Fale com o autor clicando aqui.

MySpaces

http://gilpartes.spaces.live.com/

Plaxo

Lattes
  

::::


 
   ::participe::
 Cartas
 Blog
 Fale Conosco
 

 


::apoiadores::






© copyright Revista P@rtes 2000-2008
Editor: Gilberto da Silva (Mtb 16.278)
São Paulo - Brasil
spacer