spacer

ISSN 1678-8419         última atualização em: sábado, 05 de novembro de 2011 22:34:28                                               
Home Ambientais Agenda Colunistas Reportagens Terceiro Setor blog Normas Crônicas Poesias e Contos Turismo Terceira Idade Educação
 
  Principal
 Agenda
 Artes e Artesanato
 Colunistas
 Cultura
 Crônicas
 Econotas
 Editorial
 Educação
 Em Questão
 Em Rhede
 Entrevistas
 Humor
 Política e Cidadania
 Reportagens
 Mirim
 Notícias
 Outras edições
 Poesia e Contos
 Reflexão
 Expediente
 Sócio Ambiental
 Terceira Idade
 Terceiro Setor
 Turismo
   Participe
 Cartas
 Blog
 Fale Conosco
   Especiais
 Igrejas
 Meio Ambiente
 SP 450 anos
 Memória Sindical
 Assédio Moral
 Vitrine do Giba
 Nosso Dáimon
 O Grito do Ipiranga
 Mirim
 Feiras e Mercados
 Em RHede
 Econotas
 Ambientais
 Agenda
.
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
POESIAS

A cidade... a cartilha... o povo...a estrada...em Jatiúca...

   

Marcello Ricardo Almeida

publicado em 05/11/2011

 

Exposto no Museu dos Novos "Greve huelga strike grève Streik", de 1986, medindo 2,10 X 2,70 cm, óleo sobre tela do artista santanense Marcello Ricardo Almeida.

Exposto no Museu dos Novos "Greve huelga strike grève Streik", de 1986, medindo 2,10 X 2,70 cm, óleo sobre tela do artista santanense Marcello Ricardo Almeida.

 

prólogo – preso neste quadro no museu dos novos onde a greve nunca termina e as cores derramadas pelo sol sobre os cajus as pitombas as jaqueiras as jabuticabas na fase terra do poeta da poesia pré-silábica as cores solares sobre a cidade numa cartilha por onde se leem a avenida da paz e da beleza de cruz das almas deságua o rio catolé 


1 – a cidade criada no miocárdio da feira do passarinho numa aglomeração de frutas e pernas de moça onde aumentam morosamente acanhados e suntuosos o barulho do trem nos trilhos e as casas de boa-sorte e as ruas coloridas e as praças de bonecos de aço e os becos do comércio e a rua do sol onde nasceu o poeta da poesia pré-silábica e os cinemas e as igrejas às esquinas falatórios habituais de estórias de política e de poetas a gloríola das biografias das flores do vergel do lago e das casas da levada e dos gritos no rei pelé e dos acontecimentos no trapiche da barra corriqueiros pescadores e suas jangadas nas areias da avenida da paz e as ondas violentas do sobral e dos mandantes dos mandados e das escolas os anos se encarregam em transformarem as lagoas e os mares de massayó de maceió de ceió de mas-saió de mar


2 – uma cartilha por onde muitos leem é avenida da paz e o mundo continua como se fosse há dez 20 trinta 50 anos - outro século - exceto maceió seu dinheiro é seu povo hospitaleiro de coração um riso e um bom-dia no olhar dos coqueirais outros se casando crianças nascendo pessoas morrendo a roda viva deixa maceió cheia de casas  tontas e muitas vão-se condicionando à beleza e sofrendo de contentamento e liberdade  mundaú e manguaba marmundaúguabalagoas não devem satisfações a seu ninguém comer peixe todo dia e crustáceos que vestem a mesa  que incitam imigrações emigrações migrações ao paraíso


3 – o povo tem a beleza que merece haverá mesmo no mundo outra pajuçara quanto vale uma praia o sol e as barracas a água de coco-da-baía verde em casas de palhas  uma orla de mulheres lindas e praias de areias largas de barcos os votos do povo votos que farão representantes desse mesmo povo não haverá no mundo outra pajuçara


4 – toda estrada dá na praia de cruz das almas dias sucedendo dias levando à praia de cruz das almas as imaginárias e nunca vistas lugares de figuras marinhas de histórias de livros onde a baleia cachalote encontra outras baleias e os pescadores em jangadas atravessam galáxias de dias sucedendo dias de ondas sucedendo ondas levando para os olhos das máquinas de fotografia o dia-a-dia que quiserem enquanto aprisionam a beleza deixa cada vez cruz das almas levar em sua paz porque toda estrada dá na praia de cruz das almas


5 – em jatiúca e ponta verde deitam-se os coqueiros sobre as praias num vaivém e vão continuar arrebentando o quadro em sentido único de vicissitudes à antigas máquinas de guerra usadas pra desmontarem muralhas onde todas as angústias morrem e o pato é pago na feira do passarinho e o cordão vai continuar em volta da academia de letras e do teatro deodoro num movimento oscilatório


6 – o rio catolé de histórias costumam contar novos e velhos traz água catolé e dirá se suas pedras falassem catolé naturalmente narrariam pescarias faustosas de tabuleiros  de casas o farol lhe espera as ladeiras e o palácio dos martírios

 

Um poema de Marcello Ricardo Almeida
www:historiaeculturasurbanas.blogspot.com

 
  

spacer
::sobre o autor::

 Quem é o poeta Marcello Ricardo Almeida? "É um bruxo bem-humorado com seu caldeirão fervente" o poeta alagoano Marcello Ricardo Almeida (1961-), autor de 120 peças teatrais em seu premiado método Teatro-Feijão-Com-Arroz  e de 50 livros, dos quais NÃO: Santanismo poético sintetizado, EA, Blumenau, SC, 1988. Silveira de Souza, da Academia Catarinense de Letras, comenta que o jeito de narrar do advogado e poeta Marcello Ricardo Almeida, que dá a fatos comuns do cotidiano uma atmosfera um tanto onírica, como se praticasse uma bruxólica mistura de gêneros. Parece ser a depressão a tônica que move os acontecimentos, uma depressão sempre satírica. O toque transformador de Marcello Ricardo Almeida: um cotidiano narrado em linguagem sui generis, na qual mistura o grotesco, o onírico, o real, o fantástico, o humor, o satírico e o trágico. Um estilo singular. Com seus neologismos, onomatopéias, expressões coloquiais, junçõ!
es de palavras e descrições inusitadas. Há um humor que perpassa todas as páginas. Numa linguagem contundente pelo sarcasmo, na qual sobressaem situações grotescas. As palavras conscientemente se deturpam. Na verdade, será perda de tempo especular-se a propósito de gênero literário quando se trata de Marcello Ricardo Almeida, um bruxo bem-humorado com seu caldeirão fervente. Criou, na ilha de Florianópolis, SC, em 2003, o Festival Nacional de Poesia. Contate-o no e-mail marcelloricardo@bol.com.br

::contato com o autor::

Fale com o autor clicando aqui.

 
::::


 
   ::participe::
 Cartas
 Blog
 Fale Conosco
 
 

::outras poesias::

Querem respostas as cidades se perguntam
Marcello Ricardo Almeida

publicado em 03/01/2010

MARMUNDAÚGABALAGOAS - Salve Salve Alagoas Salve Salve
Marcello Ricardo Almeida
publicado em 05/02/2008

Um blues na boca da noite
Marcello Ricardo Almeida
publicado em 23/10/2007

 

 

 

 

Normas para publicar artigosRevista Virtual Partes

::apoiadores::






© copyright Revista P@rtes 2000-2011
Editor: Gilberto da Silva (Mtb 16.278)
São Paulo - Brasil
spacer

Home Ambientais Agenda Colunistas Reportagens Terceiro Setor blog Normas Crônicas Poesias e Contos Turismo Terceira Idade Educação