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Minha poesia não quer se impor
Não almeja ser bonita
Não deseja ser grande
Não espera elogios
Não sonha com aplausos
Não anseia alegrias
Minha poesia é um sangramento na alma
Que flui torrencialmente
Minha poesia é o dissabor
É a dor
Minha poesia é a queimadura profunda na derme
Minha poesia não quer ser dinâmica nem inerte
Ela chora
Ela grita
Ela canta
Canções tristes em noites turvas de inverno.
*Especialista em Docência do Ensino Superior pela Faculdade Educacional
de Araucária, Licenciado em Matemática pela Universidade Estadual de
Alagoas. Diretor Geral do Centro de Educação de Jovens e Adultos Remy
Maia – CEJA – em Palmeira dos Índios, Alagoas. Professor de Matemática e
Física da Rede Estadual de Ensino de Alagoas. Instrutor de Cursos de
AutoCAD e Plantas Humanizadas para Engenharia e Arquitetura.
Publicou
seu primeiro livro em 2003, intitulado “Frontispícios do Pensamento”.
e-mail:
edsonbmarques@yahoo.com.br
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