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Hoje é sexta-feira
É dia de canseira
Dia de ir à feira...
Limpar a geladeira
E outras tarefas mais...
Ai!
Ai que dureza
A vida de uma mulher
trabalhadeira
Sem eira, nem beira
Que não vai à cabelereira
Não faz musculação...
Não tem tempo de passar
batom
Nos lábios grossos,
ressequidos do sol!
Ai!
Ai como é bom!
Quando a noite chega
E ela se deita na esteira
O corpo moído pelo cansaço
No tênue calor do mormaço
E ela abre a janela
E a brisa suave da noite
Vem lhe visitar...
Ai!
Ai como é bom!
Ver a lua redonda, inteira
Alviçareira!
No céu azul cor de anil...
Aquela montoeira
De estrelas!
O mundo então é só dela
O mundo é ela!
É ela e aquela janela!
Nair Lúcia de Britto
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