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ISSN 1678-8419         última atualização em: sábado, 02 de outubro de 2010 21:21:13                                               

 
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POESIAS

Vida   / A arma nossa de cada dia

   

Gilberto Oliveira

publicado em 03/09/2010

VIDA

Nazaré, 12-07-1999


 

Estava tudo seco

Os homens, os bichos e as plantas

Todos morrendo de sede.

De repente, nuvens pesadas

Desabaram sobre o sertão.


 

E a chuva caiu

E a terra pariu

O seu hino de amor.


 

REG-277358L500F18

Min.cult.-Br

 

ARMA NOSSA DE CADA DIA

Nazaré, 01-07-1995


 

O poeta está armado...

Disse ele empunhando uma caneta.

O pintor está armado...

Disse ele empunhando um pincel.

A policia está armada...

Disseram eles, combatendo o povo.

Chegou a tropa de choque, abrilhantando a desgraça.

O camponês está armado...

Disse ele empunhando uma foice.

O operário está armado...

Disse ele empunhando um martelo.

O povo está armado...

Disseram eles de encontro à esperança.

O governo está armado...

Disseram eles promovendo o terror.

A desgraça brilha na praça.

O povo de encontro à desgraça.

E a desgraça brilha... na praça.


 

REG-277358L500F18

FBN-EDA-MIN.CULT. RJ-BR

 
  

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::sobre o autor::

Gilberto Oliveira é escritor

CRONOLOGIA

1953- nasce em 26 de agosto em Nazaré-Ba

1968- ingressa no Partido Comunista, na ilegalidade e começa sua carreira literária com poesias e o romance A Vingança dos Irracionais.

1971- escreve Revolta e algumas poesias

1973- escreve Alem da Miséria e poesias

1974-escreve o Santo Demônio e poesias

1976- muda-se para Belo Horizonte-Mg e escreve poesias

1977- escreve Esses Heróis Camponeses, Os Dois Pólos Antagônicos e poesias

1978- muda-se para Salvador-Ba

1979- escreve poesias

1980- muda-se para Nazaré-Ba, sua terra natal

1986- escreve poesias

1988- escreve poesias

1989- escreve poesias

1990- escreve poesias

1994- escreve poesias

1995- escreve, O Sistema e poesias

1998- escreve Neoliberalismo no Céu e poesias

1999- escreve Império e mais dois livros que continuam sem títulos

2000- escreve Orgias Capitais, Ferro, O Homem Partido e poesias

2001- escreve Teatro Improdutivo, ZÉ, e conclui o livro Ferro.

2002- não foi encontrado nenhum registro literário a partir deste ano.

2005- muda-se para Santo Antonio de Jesus-Ba. Lança o livro Ferro.

2008- escreve uma poesia.

ANDRE LEITE

Historiador

 

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