Eles vieram de tão longe,
traziam consigo o medo,
As incertezas eram suas
companheiras desde cedo.
Traziam o sofrimento antecipo
os seus receios.
E as dores dos açoites, que
já sentiam nos navios.
Mal chegavam, já eram
analisados como animais,
Vendidos como meras
mercadorias, artigos banais.
Trabalhava duro e sofriam o
peso da escravidão,
A cada chicotada e a cada
açoite, a dor a solidão.
A cada ano as esperanças a
liberdade se dissipavam,
Os seus filhos nasciam e
naquele regime continuavam.
Enquanto os mais velhos as
dores do flagelo sofriam,
Os ecos à noite nos traziam
os sons os que gemiam.
Ao longo refletia desses ecos
à repercussão
E o reflexo do som trazia, a
forte dor da servidão.
Pelo negro, no nosso país,
através da escravidão,
E terras distante a saudade
do seu natal em comunhão.
Mais navios negreiros que
aportavam e a história se repetiam,
Movimentos no Brasil a
escravidão, aos poucos, se extinguia.
Castro Alves o poeta
abolicionista que os seus ideais escrevia,
Vozes da África, Navio
Negreiro, Os Escravos, primeira poesia.
O poeta abolicionista marcou
época com sua primeira poesia.
Mais um nordestino que com
força e garra, nascido na Bahia,
Seu estudo de direito na
Faculdade de Recife ele fazia,
E o seu grande apogeu no Rio
de Janeiro nasci,
Vinte anos se passaram após a
morte o grande poeta.
Para se realizar seu almejado
sonho, seu grito e alerta,
Decretada extinta a
escravidão e o grande Brasil desperta,
Na lei Áurea esta implícita a
nobreza a alma do poeta.
Mas a esperança de liberdade
é um espelho no presente e no futuro,
Nós queremos, ser feliz em
uma terra que não é nossa,
Vivemos em um cativeiro, mas
um tonel e alegria,
Porém, ser negro africano e
escravo não mata nossa sabedoria.