O
objetivo do artigo é mostra a “verdade” histórica do nascimento das
fábricas, as influências provocadas no meio social, político e
econômicas; visando ressaltar os conflitos e barreiras os quais a
burguesia teve que enfrentar para implantar o seu objetivo pessoal
no meio de produção; utilizando os saberes e a técnicas para
desenvolver o processo de transformação do trabalho que passa de um
sistema primitivo, para um modelo de produção capitalista.
Para explicar esta relação, antagônicas em decorrer do processo do
trabalho, que visava o capital, como fonte principal, foram
utilizados ideais de Marx, Weber e Durkheim que trás a complexidade
da vida social em sua varias modalidades, que descreve a realidade
social em um processo concreto, um conjunto de características
fundamentais de uma sociedade. Podemos perceber que a revolução
industrial acelerou o conceito de alienação do trabalho dos meios
social e produtivo; promovendo uma relação entre os homens de
oposição, antagonismo e exploração; o capital transformou o trabalho
em uma mercadoria.
As classes sociais, não apresentam apenas uma diferença por status,
mas também posições, interesse e consciências diversas. Mas a partir
da construção do artigo, foi possível perceber, que as fabricas
nascem, mas junto com elas surgi à tecnologia e a modernidade de
imediato, ficando claro que a burguesia, queria acabar com o
trabalho individual, para ter o controle total não só no capital,
mas até mesmo o controle dos saberes e técnicas.
Portanto as fábricas foram introduzidas com grande interesse, de
fundamentar e organizar a sociedade, uma relação marcada por
conflitos e revoltas de classes, que ao mesmo tempo rejeitavam e
aceitavam o ideal, empregado pelas as classes superior, ou seja, a
classe proletariado, cujo objetivo é manter a sua subsistência.
PALAVRA - CHAVE: trabalho, fábrica, capital, Marx e conflitos.
INTRODUÇÃO
A
partir do século XVI, podemos percebe que dos vários acontecimentos
e idéias, nenhum se realizou tão desgraçadamente com a sociedade do
trabalho; fábricas-prisões, fábrica-conventos, fábricas-sem salário,
sonhos realizados pelos patrões, que tornou possível a glorificação
do trabalho; palavra que tinha como significo, penalidade, cansaço,
dor, esforço extremo, um estado de pura miséria e pobreza; mas uma
nova concepção da palavra trabalho surgiu no século XVI, uma visão
que trás positividade.
Adam Smith afirma que o trabalho e fonte de toda a riqueza,
alcançando o topo do “sistema de trabalho de Marx”, pois o trabalho
passa ser a fonte de toda a produtividade e expressão da própria
humanidade do homem. A glorificação do trabalho se fortalece com o
surgimento das fábricas mecanizadas, a qual alimenta a ilusão, que a
partir dela há limites para produtividade humana. Percebemos que as
fábricas ao mesmo tempo em que confirmava a potencialidade criadora
do trabalho, anunciava a dimensão ilimitada da produção.
A
presença da máquina, trás com sigo a superação de barreiras da
própria condição humana, uma reflexão que propõe, uma imagem
cristalizada do pensamento do século XIX, que se reduz a um
acontecimento tecnológico, que apresenta uma intervenção de
organizar e disciplinar o trabalho. Durkhein divide o trabalho em
dois momentos identificado como uma espécie social, que estabelece a
passagem da solidariedade orgânica; tipicamente relacionado às
fábricas, ao conceito de solidariedade orgânica, afirmamos a
aceleração da divisão do trabalho social, os indivíduos se tornam
interdependentes. Essa interdependência garante a união social ao
mesmo tempo em que os indivíduos são mutuamente dependentes, cada
qual se especializa numa atividade e tende a desenvolver maior
autonomia pessoal.
VIDA OU SUBSISTÊNCIA
O
trabalho nas fábricas, não permitia, ao homem, pensar além do que já
foi dado, o mercado estabelecia ao homem o que pensar e agir,
empregando regras, portanto o comércio não só impõe aos homens
determinadas tecnologias, como também impede que seja possível
pensar em outras tecnologias.
Portanto deve-se pensar segundo regras já definidas, e a sua
oposição, em relação à sociedade é juntamente a impossibilidade de
pensar além das regras. Falar de mercado ou divisão social do
trabalho do é apropriar-se da idéia, que o homem está vetado e
impossibilitado de saber; um saber que restitui e serve hoje para
manter a ordem de domínio político, técnico, cultural e etc.
Os mecanismos permitem o reconhecimento de uma imposição de normas
de valores próprios de determinadas sociedades em que aparece dotada
de universalidade; podemos utilizar como exemplo, o pensar do
desenvolvimento de uma sociedade burguesa no seio da sociedade
feudal, que logo imaginamos a instituição do mercado como esfera
universalizadora de uma nova ordem que se impõe.
A
autodisciplina, proposta pela classe dominante, torna-se idéias
dominantes de toda a sociedade uma aplicação de novas normas, idéias
e valores, que enfrenta conflitos gerados pelos trabalhadores que
não, estava disposto a seguir normas, a cumprir horário e aceitar
ordem de um superior; mas com o processo de organização das fábricas
que constituía em primeiro momento de um trabalho manufatureiro,
portanto fica claro que a tecnologia não surgiu juntamente com as
fábricas. Em primeiro momento foi utilizada a força de trabalho como
mercadoria, não se tratando de uma mercadoria qualquer, pois o
trabalho significa a criação de valor, sendo reconhecido como
verdadeira fonte de riqueza da sociedade. Afirma os marxistas que “o
capitalismo transformou o trabalho em mercadoria”; portanto o valor
da mercadoria dependia do tempo de trabalho que era estabelecido, da
habilidade individual media e a condição técnicas vigentes na
sociedade. Por isso o valor de uma mercadoria era incorporado ao
tempo de trabalho socialmente necessário para a produção.
Sabemos que o capitalista produz com intuito de obter lucro, isto é
quer ganhar com sua mercadoria, mas do que envestiu. Podemos citar o
exemplo da mais-valia de Marx, onde o trabalhador trabalha mais
tempo e ganha o mesmo valor, ou seja, gera um valor maior do que e
pago na forma de salário.
Porém, nota-se que a insuficiência do valor correspondente, do
salário pago para o trabalhador, não sendo suficiente para a sua
subsistência, provoca uma luta entre as classes, de um lado
encontra-se a burguesia, do outro os menos favorecidos, que agora
fazem parte de uma dimensão na qual o homem pensa e age, tornando o
seu lugar imaginário e real, onde se opera efetivamente a divisão do
social. As desigualdades sociais eram provocadas pelas relações de
produção do sistema capitalista que divide os homens em
proprietários e não proprietários dos meios de produção, afirma Marx
que “As desigualdades são à base da formação de classes sócias”.
Podemos perceber uma relação entre os homens, de oposição,
antagonismo e exploração da classe proprietária, ou seja, a
burguesia, sobre os trabalhadores a classe proletariada.
DESIGUALDADE SOCIAL E CONFLITOS
Em meio ao confronto nasce o sujeito social a imagem de que existe a
imperiosidade da figura do capitalismo como elemento indispensável
para o próprio processo de trabalha. A discussão está diante de uma
situação história na qual o domínio da sociedade, embora esteja
delimitada pelo dispositivo do mercado, não se transformou ainda em
domínio técnico; no caso a razão técnica, por mais que esteja sob o
domínio de quem participa do processo de trabalho, ainda não
representa um instrumento através do qual se possa exercer o
controle social.
Marglin mostra que nenhuma tecnologia avançada determinou a união
dos trabalhadores no sistema de fábricas, seguindo em direção de
como esse sistema possibilitou a disciplina e a hierarquia na
produção, baseado na dispersão dos trabalhadores domésticos, que
gerava problema ao capitalista, isto é desvio, de parte de produção
a falsificar dos produtos, utilizando a matéria-prima de qualidade
inferior àquelas fornecidas pelo capitalista.
O
sistema fabril representou a perda desse controle dos trabalhadores
domésticos; pois nas fábricas a hierarquia, a disciplina, a
vigilância e outras formas de controle, tangíveis que tornaram
pontos que os trabalhadores acabaram se submetendo ao regime de
trabalho, ou seja, o domínio do capitalista sobre o processo de
trabalhadores. Em primeiro lugar os comerciantes precisavam
controlar e comercializar toda a produção dos artesãos com desejo de
reduzir ao mínimo as praticas de desvio dessa produção; assim as
fábricas transformam-se no marco organizador do desejo empresarial,
um sistema ditado com necessidade de organização que teve como
resultado uma ordem disciplinar durante todo o transcorrer da
modernidade.
Na realidade as máquinas só foram desenvolvidas e introduzidas
depois que os tecelões já haviam sido concentrados nas fabricas; os
tecelões, os ceramistas não estavam acostumados com esse novo tipo
de disciplina; segundo um historiador inglês, os ceramistas haviam
gozado de uma independência durante muito tempo para aceitar
amavelmente as regras, procurava implantar, a pontualidade, a
presença constante, as horas prefixadas, as escrupulosas regras de
cuidado e de limpeza a diminuição dos desperdícios, a proibição de
bebidas alcoólicas; promovendo uma formação de um conjunto magnífico
de mão.
O
desenvolvimento foi crucial no que se refere ao estabelecimento do
sistema fabril contribuído na efetivação de uma disciplinarização
geral na força de trabalho; ocorrendo um impacto de poderosas
forças, atrativas ou repulsivas, que o trabalhador ou artesão inglês
se transformou em mão-de-obra fabril, afirmando uma nova relação de
poder hierarquizado e autoritarista. Alguns historiadores ingleses
afirmam mesmo que o êxito alcançado por alguns empresários
capitalista, em meio a tantos fracassos que rodearam as primeiras
tentativas de instalação das fábricas, deve-se muito mais á
qualidade de direção dessas empresas do que a uma substância de
mudanças de qualidade do trabalho ou das máquinas.
O
processo descrito esclarece a dependência do capitalismo em relação
ao desenvolvimento das técnicas de produção; mostrando, ainda como o
trabalho, sob o capital, perde todo o atrativo e faz do operário
mero apênde da técnica, o homem, torna-se o principal elemento da
força produtiva, e é o principal responsável pela ligação ente
natureza e a técnica e os instrumentos. Porém os revoltosos e os
destruidores de maquinas, se manifestava em varias regiões, como
maneira criteriosa de como lutar, desencadeada não contra a
mecanização em geral, mas em direção a determinadas máquinas em
particular. Mas apesar de toda a resistência e das vitórias
alcançadas pelos quebradores de máquinas, já por volta de 1820 “os
avanços tecnológicos” adicionais mudaram de nova geração de
operários, acostumada a disciplina e á precisão da fábrica.
CONCLUSÃO
A
utilização da maquinaria não só visava conseguir a docilização e a
submissão do trabalho fabril e, neste sentido assegurar a
regularidade e a continuidade apresentou um forte obstáculo do
trabalhador fabril. As maquinas vão sendo introduzidas, ajudando a
criar um marco dentro do qual se podia impor uma disciplina, mas sua
introdução se deu uma ação de contra partida dos patrões para
controlar as greves e as outras formas de militância industrial.
Marx em O Capital, embora saudasse o advento do universo fabril como
o limitar de uma nova era, deixa de ficar profundamente apreensivo
com relação à introdução das máquinas automáticas no processo de
trabalho o qual dizimaria a sociedade trabalhadora; nesse sentido
enfatiza o determinismo pelo saber a técnica, cujo fundamento estava
ligado ao inerente bojo de implicações relacionada à hierarquia,
disciplina e controle do meio de trabalho, ao mesmo tempo em que
separa crucialmente a produção do saber técnico.
Enfim, as relações sociais, produzidas a partir da expansão do
mercado capitalista, com a união das fábricas, geraram uma relação
antagônica na sociedade tornando possível o desenvolvimento de uma
determinada tecnologia que impõe, não apenas aos instrumentos que
incrementa a produtividade, mas como principal instrumento de
controle, disciplinar que enfrenta conflitos da relação entre
consciências e realidade e principalmente a dinâmica histórica.
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