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Resumo: Em que consiste a
industrialização na Paraíba? O que são os Engenhos?
O que são Curtumes?
O que são tecelagens?
Muitas perguntas, muitas respostas... Este artigo relata a partir dos
meados do século XIX, sobre a manufatura agroindustrial, ancorada
especialmente na cana-de-açúcar e no algodão, era a “pedra de toque” da
economia paraibana. Essa análise visa resgatar o período de seu reinado
do açúcar, enquanto o “embaixador” Brasileiro, da colônia portuguesa
recém desvelada e sem maior exposição da expressão, ou seja, a mesma
importância econômica, na Europa dos séculos XVI a XIX.
Palavras-Chave:
Industrialização na Paraíba – Engenhos – Curtumes – Tecelagens.
Abstract
THE ECONOMIC DEVELOPMENT IN THE
CONTEXT OF INDUSTRIALIZATION IN PARAIBA: DEVICES, LEATHER AND TECELAGENS.
What is the industrialization in
Paraíba? What are devices? What are Tanneries ? What are tecelagens ?
Many questions, many replies... This article reports from mid 19th
century, on the manufacturing agroindustrial, anchored especially in the
cane-of-sugar and cotton, was the "cornerstone" of the economy
paraibana.This analysis aims rescue the period of his reign of sugar, as
the "ambassador" Brazilian Portuguese, of the colony recently uncovered
and without greater exposure of expression, or is, the same economic
importance, in the Europe of centuries XVI to XIX.
Key-words:
Industrialization in Paraiba - Devices – Tecelagens - Leather.
Résumé
LE DÉVELOPPEMENT ÉCONOMIQUE DANS LE
CONTEXTE DE L'INDUSTRIALISATION PARAIBA: DISPOSITIFS, LE CUIR ET
TECELAGENS.
Quel est l'industrialisation Paraiba?
Quels sont les appareils?
Quels sont les tanneries ?
Quels sont tecelagens ? Beaucoup de questions, de
nombreuses réponses... Cet article rapports de la mi 19e siècle, sur la
fabrication agroindustrial, ancré en particulier dans la filière
canne-de-sucre et de coton, a été le "pierre angulaire" de l'économie
paraibana. Cette analyse vise sauvetage la période de son règne de sucre,
comme le "ambassadeur" portugais brésilien, de la colonie récemment
découvert et sans une plus grande exposition d'expression, ou s'est la
même importance économique, dans l'Europe de siècles XVI à XIX.
Mots-clés: l’industrialisation
Paraiba dispositifs – – – Tecelagens cuir.
1- INTRODUÇÃO
O presente artigo tem por objetivo realizar uma abordagem
sobre inovações tecnológicas as características físicas da fibra do
algodão colorido e as fibras do algodão branco. Para isto foi realizada
uma avaliação de desempenho no processo de fiação a rotor do algodão
colorido, face aos promissores investimentos advindos da demanda por
produtos ecologicamente corretos, e a decorrente inovação tecnológica
requerida à industrialização deste produto. Este estudo foi realizado
numa grande indústria têxtil, instalada na Paraíba, tomando-se como base
o processo de fiação utilizado por esta indústria.
Primeiramente o surgimento da
urbanização da Cidade de Campina Grande se encontra lastreada nas
atividades comerciais e mercantis desde o início da formação estrutural
da própria cidade. Em seguida ela se constituiu um descanso para os
tropeiros e conseqüentemente se estruturou e desenvolveu-se em uma feira
de gado, e posteriormente começou-se a desenvolver as atividades
tropeiras e ainda o crescimento da cultura do algodão colorido
estimulará o crescimento urbano através do município. Isto significa
dizer que as atividades comerciais foram expostas como as atividades
fundamentais para o crescimento demográfico e a urbanização do
município. Como se vê, encontra-se explicação à gênese da urbanização de
Campina Grande, tendo como horizonte histórico o período que abrange o
século XX.
É interessante assinalar que as
atividades comerciais, principalmente o comércio do algodão colorido,
constroem a urbanização de Campina Grande. Vale ressaltar que é a
atividade do comércio, tais como o algodão colorido e o comércio entre
produtores, atacadistas, varejista e consumidores industriais e
domiciliares que consolida as estruturas urbanas básicas da cidade.
Podemos perceber que não podemos deixar de ressaltar a importância que a
chegada da ferrovia em 1907, foi a base essencial para o progresso da
cidade, ou seja, o algodão colorido surgiu e se consolidou como
atividade econômica essencial e quais os rebatimentos dessa atividade
para a construção da hegemonia econômica e a urbanização de Campina
Grande, mas, a decadência do empório algodoeiro campinense não determina
o declínio da economia da cidade, devido à consolidação de uma estrutura
econômica diversificada não afetando significativamente o processo de
urbanização da cidade.
Durante o início do Século XX, o
comercio do algodão se tornou-se mais forte significativamente,
especialmente após a instalação da estação ferroviária, sendo assim umas
das principais atividades da cidade, fazendo de Campina Grande a segunda
maior exportadora de algodão no mundo. É preciso perceber que se devia a
condição do município como mercado de produtos que eram trazidos pelos
tropeiros que traziam suas mercadorias em transportes de tração animal,
geralmente burros, para ser comercializado na cidade, onde daí era
levado para a capital do Estado ou para o porto do Recife, onde seria
exportado para o exterior.
Entretanto com a decadência do comércio
de algodão surgiu uma crise econômica e se estabeleceu praticamente em
todos os setores comerciais, sobretudo varejistas e prestação de
serviços, implicando assim numa tomada de decisão em que se necessitou
dar novos rumos para a economia campinense, isso para não deixar com que
houvesse uma retração e conseqüente estagnação como ocorreu em outras
cidades paraibanas que dependiam dessa produção algodoeira. Concluímos
que o cultivo do algodão naturalmente colorido desenvolvidas pela
Embrapa, o algodão para as condições de semi-árido entre o sertão e o
seridó da região nordeste do Brasil, enfocando os aspectos
sócio-econômicos da agricultura familiar. Destaco que o caráter
reestruturante da cultura do algodão colorido, obtido através de
técnicas de melhoramento genético, e que tem como principais desafios, a
geração de renda e o resgate da cidadania às populações de baixa-renda
daquela região, e é por isso que a cultura do algodão colorido,
especificamente na região do semi-árido nordestino, se demonstra como
uma alternativa extremamente viável, sob os pontos de vista econômico,
social e ecológico. Outra indagação que podemos perceber é o seguinte:
Quais os produtos que podem ser obtidos? Em relação a isto, percebemos
que os artefatos, a farinha, o leite, sementes de arroz, feijão, o
álcool, pimenta, o limão, frutas, tecidos, hortaliças, fibras, fiação,
tecelagem, confecções, corantes, e outros produtos químicos, o milho e a
soja e assim sucessivamente. E Por fim a última pergunta. O produto [o
algodão colorido] é beneficiado no local, ou é exportado in natura?
Todavia muitos esforços tenham sido
feitos no sentido de conscientizar a população local sobre a importância
do algodão colorido para a economia local, ainda há certa hostilidade
que advém principalmente das camadas sociais inferiores, que têm a
percepção de que o produto é inacessível e traz benefícios apenas para
alguns agentes da Cadeia. Afirmando esta crítica está o fato de que os
produtos de algodão colorido são destinados especialmente para os
turistas, para a classe média-alta e para a exportação, já que seus
preços são relativamente altos. É importante lembrar que é dificilmente
encontra-se em Campina Grande um morador que esteja vestindo algum
destes produtos. No presente momento, o cultivo do algodão colorido é
realizado por pequenos agricultores no formato de agricultura familiar,
em regiões zoneadas do sertão Paraibano.
Para a fundamentação dos estudos e
avaliação dos parâmetros encontrados, utilizou se como referencial
analítico às teorias trabalhadas e a realidade encontrada na empresa
estudada. Concluiu-se a utilização do algodão colorido como inovação
tecnológica utilizada na indústria têxtil, é viável, tendo-se um bom
desempenho da matéria-prima e do fio, todavia, para que isso se
concretize é necessário que a matéria-prima tenha um baixo percentual de
desperdício, um comprimento de fibra médio e uma resistência
satisfatória. Em seguida, apesar do progresso
econômico, da modernização do Estado, da acumulação de capital e da mão
de obra ser assalariada ao invés de escrava, encontramos um desnível nas
condições de vida no qual as opulências são para poucos e as
dificuldades são de muitos.
2. DESENVOLVIMENTO
ECONÔMICO
Essa constatação não é muito diferente
do período colonial que Freyre nos apresentou, visto que, embora os
homens estejam em um espectro social estruturalmente diferente, ainda
encontramos um contraste entre riqueza e pobreza. No período da época
passada da Casa Grande & Senzala, tornou-se um dos caminhos para
detectarmos o entendimento da essência do preconceito dos anos 70 do
século XX. Sendo assim, percebemos que os empregadores de São Paulo
poderiam ter preferências por homens ou mulheres, jovens ou velhos,
migrantes ou não-migrantes, brancos ou negros, sua opção pode resultar
tanto de motivações econômicas ou por preconceitos sociais e raciais. O
sociólogo Gilberto Freire dizia em seu livro “Casa-Grande & Senzala”, o
seguinte que:
é o estudo integrado do complexo
sociocultural que se construiu na zona florestal úmida do litoral
nordestino do Brasil, com base na monocultura latifundiária de
cana-de-açúcar, na força de trabalho escrava, quase exclusivamente
negra; na religiosidade católica impregnada de crenças indígenas e de
práticas africanas; no domínio patriarcal do senhor de engenho, refluído
na casa-grande com sua esposa e seus filhos, mas polígamo, cruzando com
as negras e as mestiça. (FREYRE, 2001, p.28-29)
Como se vê, serão analisados, neste
artigo, as características como motivo, facilitadores, dificultadores,
pressões, conflitos e conseqüências decorrentes do ciclo da
cana-de-açúcar a partir dos séculos XVI a XIX. É importante perceber que
a necessidade de colonizar a terra para protegê-la e explorá-las as suas
riquezas fizeram com que o Governo de Portugal instalasse os engenhos e
produtores de açúcar no nosso litoral, mas essa cultura foi selecionada
por se tratar de um produto de alto valor no comércio europeu e por seu
consumo crescente na Europa. Portanto, após as dificuldades de sua
implantação, a falta de dinheiro para montar a moenda, comprar os
escravos, refinar o açúcar e, sobretudo transportá-lo para os mercados
consumidores da Europa, o açúcar tornou-se o essencial produto
brasileiro e foi à base de sustentação da economia e da colonização do
Brasil durante os séculos XVI e XVII. Assim, acredita-se que no século
XVIII, houve uma emergência do açúcar de beterraba e a formação dos
conhecimentos e as técnicas para construção de uma indústria açucareira
por parte dos holandeses, que fizeram com que o nosso principal produto
entrasse em decadência e perdesse o mercado consumidor para o continente
europeu, e foi por esse motivo que acabaria o monopólio do açúcar e
alteraria o quadro político-econômico da época em nosso país.
Vale ressaltar que à concorrência com
os holandeses, o açúcar há muito tempo vinha se decaindo cada vez mais
em torno de seus preços no determinado mercado ao passo que os custos da
produção somente aumentavam o que levou o algodão a assumir o lugar de
exposição na economia paraibana a partir do século XIX, e como
argumentou Aécio Villar de Aquino: “De início competido, quase em
condições de igualdade, o algodão vai pouco a pouco adquirindo vantagens
sobre o açúcar e antes do término da primeira metade do século, já
figurava em primeiro lugar nas exportações da Província”. Confirma-se,
portanto, que todas essas classes sociais foram sentidas nas primeiras
décadas do século XIX mesmo com as tentativas de soerguimento da
capitania sob o governo de Fernando Delgado Freire de Castilho que
assumiu em 1798 do século XVIII e com referência a isso, ele afirma o
seguinte: “Tentando aliviar a situação econômica, Castilho promoveu uma
série de melhorias no manejo do açúcar e do algodão, além de reunir a
safra de açúcar e tentar exportá-la pelo porto da Paraíba, em navios
solicitados ao Reino” (MARIANO, 2001, p.63).
Nessa passagem acima, percebe-se que o
açúcar era refinado com os métodos artesanais de fabrico. Isto quer
dizer que a precariedade do equipamento de produção se evidenciava por
moendas movidas por cavalos e bois, por processos custosos e
dispendiosos, onde essas moendas necessitavam de seis ou oito repetições
para extrair a matéria-prima da cana, mas, o açúcar tornava-se branco
através de um processo que utilizava barro, como analisou Aécio Villar
de Aquino “bastante complicado e os mestres de açúcar eram de baixa
classificação”. Cabe ressaltar que os engenhos d’água pouco eram
utilizados, já que as planícies da várzea do Paraíba não ofereciam os
desníveis necessários à movimentação daqueles aparelhos. No que tange
aos engenhos movidos a vapor, há portanto registros que eles tenham
chegado à Paraíba, tardiamente, em 1882 do século XIX, na mesma década
em que entraria em funcionamento, mas o primeiro engenho central foi
justamente Aécio Villar de Aquino. Ele argumentava que trazia o engenho
central, algumas inovações, utilizando a tração a vapor; era uma fábrica
de maior capacidade em que o setor industrial estava separado do
agrícola, recebendo canas de outros engenhos e de plantadores
independentes, isto quer dizer que a experiência constituiu-se num
verdadeiro fracasso por causa dos desentendimentos entre a direção e os
fornecedores de cana, irregularidades no fornecimento de cana, falta de
controle de preços e avultando sobre os demais fatores negativos, o
eterno e magno problema de carência de capital. Martha Lúcia Ribeiro
Araújo relatava que:
A cultura do algodão, a mais importante
do Estado, não consegue acompanhar as mudanças que estão se processando
no Centro-Sul. Mantendo técnicas atrasadas de plantio e colheita, não
aumenta a produção. Além disso, firmas como o SAMBRA e a CLAYTON,
financiavam os pequenos produtores, porém, após a colheita, determinavam
os preços, em detrimento dos produtores, desestimulando, assim, a
produção. (ARAÚJO, 2001, p. 114)
Os empecilhos políticos, os atrasos
tecnológicos e os insucessos econômicos destacados pelos historiadores
Aécio Villar de Aquino e Martha Lúcia Ribeiro Araújo impediam a Paraíba
de ingressar no cenário da industrialização brasileira no século XIX.
Pode-se, vislumbrar, portanto, que o setor industrial era bastante
insuficiente e insignificante para a economia do Estado, apresentava
pouco mais de duzentos estabelecimentos, que majoriamente eram
micro-oficinas ou unidades fabris de caráter semi-artesanal, empregando
de cinco a dezenove trabalhadores em média por cada unidade.
Durante este período destacaram-se
alguns segmentos do setor industrial pelo número de estabelecimentos, a
exemplo das cinco fábricas de couro, as cinco de tecidos, além das oito
indústrias de beneficiamento de algodão com grande destaque para
produção têxtil. É nesse contexto, que a indústria de Tibiry, localizada
no município de Santa Rita, cuja fundação deu-se nos anos de 1891 do
século XIX. Nesse aspecto, seria importante reconhecer que esse
município funcionava com trezentos e oitenta e um teares e um quadro de
seiscentos e cinqüenta trabalhadores. Já no município de Mamanguape a
Fábrica Têxtil de Rio Tinto, fundada no ano de 1924, pertencente à
família Lundgren de Pernambuco, era de grande porte, equipada com
setecentos e sessenta teares e treze mil fusos. Em conseqüência disto,
as fábricas menores se localizavam em outras cidades, tomando por
exemplo, Campina Grande e Areia, que empregavam, em média, cinqüenta
operários por estabelecimento. Mas, afinal em que consiste os Engenhos?
Aécio Villar de Aquino nos mostrou que
a Paraíba além de possuir um belíssimo litoral, é detentor de um rico e
prazeroso roteiro turístico e cultural também pelo interior do estado.
Ressalte-se, ainda, que as cidades que compõe o Brejo e que foram as
principais responsáveis, naquela região, pela chamada "civilização do
açúcar". De toda forma as principais cidades que fizeram parte deste
cenário são, a saber, como é o caso de Alagoa Grande, Areia, Bananeiras,
Borborema, Solânea, Serraria e Arara. Alagoa Grande Teatro Santa Ignês:
Situado entre os casarões antigos, é o terceiro teatro mais antigo da
Paraíba. O proprietário rural e político Apolônio Zenaide Montenegro foi
quem mandou construí-lo.
É neste ponto que o estilo italiano e a
arquitetura interior em pinho de riga, teve sua construção iniciada em
1902 e foi inaugurado em 1905 do século XX. A Igreja Matriz é uma obra
centenária e dedicada a Nossa Sra. da Boa Viagem, mas teve a sua
construção iniciada em 1861 do século XIX pelo Frei Alberto de Santa
Augusta Cabral, sendo o primeiro vigário da paróquia, e concluída em
1868 do século XIX. Contudo a Areia Museu da Rapadura está localizado
no Centro de Ciências Agrárias da UFPB [Campos III], no lugar onde
funcionava um engenho açucareiro do século XVIII [Engenho da Várzea].
Além disso, o local, aberto à visitação pública, mantém preservados as
instalações e todo o maquinário utilizado para a fabricação da rapadura,
do açúcar mascavo, do mel e da aguardente, além de um alambique de
barro, que destilava cachaça para uso exclusivo dos seus antigos
proprietários. Museu do Brejo: Também está localizado no Centro de
Ciências Agrárias acima citado.
É um antigo casarão onde funcionava a
Casa-Grande do Engenho da Várzea, onde se pode ter uma idéia da
arquitetura rural da época. Museu Casa de Pedro Américo: Localizado na
Rua Pedro Américo, foi a casa onde o grande pintor paraibano nasceu em
1843 e viveu até os nove anos de idade. Em 1943 foi desapropriada,
passando a funcionar como museu. Bananeiras Cruzeiro de Roma trata-se de
uma capela construída em 1899 pelo Capitão Joça Rodrigues, em homenagem
à Sagrada Família, após ter alcançado uma graça. Situada no topo da
Serra da Cupaóba, também é conhecida como "Outeiro de Roma" ou "Capela
da Sagrada Família". O Carmelo Sagrado Coração de Jesus e Madre Tereza é
um magnífico prédio secular, que se destaca pela sua grandiosidade e
imponência arquitetônica. Ali funcionou um antigo Colégio, que foi
transformado em Carmelo com a chegada das irmãs carmelitas, em 1999,
procedentes da Baixada Fluminense, no Rio de Janeiro. Borborema
Igreja-Matriz está situada no topo de uma elevação que domina toda a
cidade e é o mais imponente e importante prédio da cidade, mas já passou
por inúmeras melhorias e reformas.
Chegando-se até ela subir por uma grande
escadaria, cujo parapeito é adornados por várias estátuas que
representam alguns santos, profetas e antigos patriarcas hebreus.
Serraria Engenho Martiniano está de fogo morto, mas seus atuais
proprietários estão produzindo a Cachaça "A Cobiçada", de grande
aceitação em toda a região. Os restos mortais de seus fundadores
[Francisco Duarte e sua esposa Josefa Duarte] estão enterrados na capela
da propriedade, que está bem conservada. Sua casa grande também se
encontra em perfeito estado. Arara Santa Fé é um Santuário que foi
erguido em homenagem ao Padre Ibiapina, e ela está situado bem na divisa
com Solânea, onde esse religioso passou os últimos anos de sua vida. O
Santuário conta com uma capela, casa dos milagres, pequeno museu [com
instrumentos utilizados pelas irmãs nas casas de caridade criadas pelo
padre, quadros, utensílios domésticos da época, moedas, etc], casa dos
missionários e casa onde morou aquele religioso.
Os empecilhos políticos, os atrasos
tecnológicos e os insucessos econômicos destacados pelo historiador
Aécio Villar de Aquino impediam a Paraíba de ingressar no cenário da
industrialização brasileira no século XIX. Pode-se, vislumbrar,
portanto, que o setor industrial era bastante insuficiente e
insignificante para a economia do Estado, apresentava pouco mais de
duzentos estabelecimentos, que majoriamente eram micro-oficinas ou
unidades fabris de caráter semi-artesanal, empregando de cinco a
dezenove trabalhadores em média por cada unidade.
Durante este período destacaram-se
alguns segmentos do setor industrial pelo número de estabelecimentos, a
exemplo das cinco fábricas de couro, as cinco de tecidos, além das oito
indústrias de beneficiamento de algodão com grande destaque para
produção têxtil. É nesse contexto, que a indústria de Tibiry, localizada
no município de Santa Rita, cuja fundação deu-se nos anos de 1891 do
século XIX. Esse município funcionava com trezentos e oitenta e um
teares e um quadro de seiscentos e cinqüenta trabalhadores. Já no
município de Mamanguape a Fábrica Têxtil de Rio Tinto, fundada no ano de
1924, pertencente à família Lundgren de Pernambuco, era de grande porte,
equipada com setecentos e sessenta teares e treze mil fusos. Em
conseqüência disto, as fábricas menores se localizavam em outras
cidades, tomando, por exemplo, Campina Grande e Areia, que empregavam,
em média, cinqüenta operários por estabelecimento.
É importante perceber que a origem da
indústria têxtil em Campina Grande segundo o economista Luiz Gonzaga de
Sousa, é um prolongamento da industrialização desses municípios:
Com isto, surgiram as primeiras fábricas
em Campina Grande, como foi o caso das fábricas de beneficiamento de
algodão e de sisal. Com o advento do setor de transformação, surgiram a
SAMBRA, a ANDERSON CLAYTON e a MARQUES DE ALMEIDA e poucas outras
empresas que tinham a finalidade de beneficiar produtos da terra para o
uso doméstico e até mesmo exportar. Foi desta forma que apareceu a
Indústria Têxtil em Campina Grande. (SOUZA, 1996, p. 57)
O setor têxtil se fez hegemônico nas
primeiras décadas do século XX comportando o maior número de
estabelecimento industrial e empregando mais de 50% dos operários na
Paraíba, acompanhado pelo setor de transformação de alimentos, deixando
a terceira posição para o setor de minerais não metálicos. Entrando em
crise, nos anos quarenta do século XX, primeiro por não acompanhar a
modernização dos avanços tecnológicos, desenvolvida no centro sul do
país que passava a inserir no setor, além de novas técnicas de produção,
as máquinas de maior, além de novas técnicas de produção, as máquinas de
maior porte tecnológico que concentravam as atividades de beneficiamento
diminuindo os custos do produto, segundo pela política de financiamento
das grandes indústrias têxteis que sofriam com a crise comercial do seu
produto instaladas na Paraíba e que açambarcavam a produção local. Isto
significa dizer que a Paraíba tem uma economia bastante diversificada
com setores emergentes de média tecnologia, alavancada por uma estrutura
de serviço e comércio de importância no cenário nordestino. Em relação
com a abertura comercial no estado, a economia tem sofrido forte impacto
no que diz respeito à concorrência das cidades circunvizinhas, e é por
isso que alguns setores se modernizam enquanto outros sofrem retrocesso
devido à falta de incentivos para investir em inovações tecnológicas.
É importante notar que algumas
indústrias têm conseguido se modernizar utilizando algumas estratégias
como novos métodos de organização do trabalho e da produção, enquanto
que no processo de reestruturação econômica e política da indústria na
região, vêm-se utilizando-se da otimização dos recursos locais, mas a
indústria paraibana vem se diversificando, pois ela está investindo nos
setores que estão ligados pelos grandes centros urbanos, e é através
destes setores que são expoentes desta nova dinâmica, podemos citar como
exemplo, plásticos, bebidas e couro calçados. Colocando que a indústria
de Calçados é a que mais vem se alastrando dentro do próprio Estado,
assim o segmento de bens não-duráveis se destaca com 76% das unidades
instaladas após 1980 do século XX, das quais 54% após 1990 do século XX,
porém a receita das indústrias paraibanas provém, principalmente, da
venda de produtos em outros estados, seguidos de venda a mercados da
própria região.
As Grandes partes das empresas
paraibanas, entre 1999 e 2001, apresentam investimento na aquisição de
máquinas e equipamentos, programas de treinamento da mão-de-obra e
aquisição de equipamentos de informática e os motivos que levam os
empresários, segundo eles, a investir na indústria são, a saber, a
ampliação da capacidade produtiva, melhoria da qualidade do produto e
melhoria da eficiência, como nos apontou a historiadora e socióloga
Martha Lúcia Ribeiro: “firmas como a SAMBRA e a CLAYTON, financiavam os
pequenos produtores, porém após a colheita, determinavam os preços, em
detrimento dos produtos, desestimulando, assim, a produção.”
Contudo, a cidade de Campina Grande
nos anos 60 do século XX, assistiria ao surgimento de novas indústrias e
a proliferação do número de seus estabelecimentos industriais, superando
a capital político-administrativa da Paraíba, João Pessoa, cujos índices
de crescimento industrial imperavam na década de 40 do século XX.
Grandiosa, magnificante, pública e aplicada, Campina Grande destacou-se
pelo seu vigoroso crescimento industrial e pela histórica vocação
comercial local e para além dos limites do Estado. Observe-se, ainda,
que o município de Campina Grande passa a ser beneficiado com essa
política de industrialização promovida pelo governo federal,
possivelmente por ser a cidade mais desenvolvida do Estado da Paraíba e,
em decorrência desse privilegio adquiria importância significativa no
cenário regional.
Evidentemente havia na região Nordeste
outros centros mais desenvolvidos que Campina Grande, no entanto, se
tomarmos o desenvolvimento vivenciado por esta cidade e compararmos com
a situação geral do Nordeste, chegaremos a conclusão que Campina Grande
se desenvolvia muito mais que várias cidades dessa região. As políticas
públicas implementadas na região eram, geralmente, ineficazes e
atrasadas como mostra essa citação de Raimundo Moreira, comparando as
políticas de desenvolvimento do Nordeste e do Centro-Sul:
[...] Desenvolvia-se no Centro-Sul uma
política de inversões dentro de um programa orientado com objetivos
definidos, visando à industrialização, enquanto no Nordeste se levava a
cabo uma política “assistencialista”. A ação governamental no Nordeste
centrava-se na política de combate às secas e tinha efetivamente um
caráter filantrópico [...] (MOREIRA, 1979, p. 32-43).
De acordo com Lima (2004. p. 48): “essa
realidade global do Nordeste não se reflete em Campina Grande, ao
contrário, ao entrar nos anos cinqüenta o município já se destacava como
um centro industrial em franca ascensão e continua durante toda década”.
O crescimento era tanto que, em 1959, Campina Grande tinha 111
estabelecimentos industriais, enquanto João Pessoa tinha 93
estabelecimentos. Em termos quantitativos, o número de indústrias, de
habitantes, de lojas de comércio, somando-se ainda sua importância como
pólo comercial de algodão, fazia dessa cidade um centro propulsor de
crescimento econômico. Como podemos perceber, depois de mais de quarenta
anos passado da publicação dessa notícia, o Diário nos mostra a imagem
de uma instituição que poderiam contribuindo para o desenvolvimento da
cidade, ajudando Campina e região a prosseguir seu processo de
desenvolvimento. Além disso, apresenta a situação de desenvolvimento que
estava inserida Campina Grande. E com o funcionamento de um curso como o
de Ciências Econômicas, seria de fundamental importância, devido essa
cidade se encontrar em processo de industrialização.
Entre as décadas de cinqüenta e final
de sessenta, muitas empresas que haviam se instalado na cidade atraída,
ainda, pelo reavivamento da fase áurea do algodão, contribuíram para o
desenvolvimento sócio-econômico campinense. Podemos destacar a Escola
Técnica do Comércio de Campina Grande, a Fundação para o Desenvolvimento
da Ciência e da Técnica (1956), a Faculdade Católica de Filosofia de
Campina Grande (1952), a Faculdade de Serviço Social de Campina Grande
(1951), origem da Universidade Regional do Nordeste (URN), criada em
1966 através da Lei Municipal e, transformada 1986, na Universidade
Estadual da Paraíba. Foram, também, criadas nessas décadas várias
empresas municipais e órgãos voltados para o desenvolvimento da cidade;
a Campanha Municipal de Desenvolvimento (COMUDE), criada pela Prefeitura
Municipal em 1956. Em 1957, fora criada a SANESA, a primeira Sociedade
Mista de Água e Esgoto de todo o Brasil e da América do Sul. Segundo
Lima (1996:50) a base do modelo da SANESA serviu posteriormente para a
criação da TELINGRA criada em 1955, o Fundo de Desenvolvimento
Agro-Industrial (FADIN), o Banco de Fomento Agrícola S.A (BANFOP),
criado em 1959, além da Wallig Nordeste S.A, CANDE, FIBRASA, PREMOL e
IPELSA, todas criadas em 1966. Segundo o historiador Damião de Lima
colocou que:
A cidade participou da preparação do
projeto de industrialização, desde as primeiras discussões sobre a
mudança na política oficial para região Nordeste e já se destacava no
Estado [...] a única cidade do interior do Brasil, não capital de
Estado, que tornou-se sede de um órgão de liderança do processo de
industrialização do país, a Federação das Indústrias do Estado da
Paraíba – FIEP. (LIMA, 1999, p. 125)
Assim, no ano de 1959, a cidade foi a
sede do I Encontro dos Bispos do Nordeste, evento realizado com a
finalidade de encontrar alternativas para a dinamização e o
desenvolvimento da região. Para sanar os problemas que afligiam o
Nordeste, o governo federal ofereceu incentivos fiscais para implementar
o desenvolvimento da região. Era criada, em 15 de dezembro de 1960, a
SUDENE e a partir daí criava-se juntamente com o órgão as condições
necessárias para que o centro dinâmico da região Nordeste, antes
exportador e primário, fosse substituído pelo setor industrial, para
onde foram canalizados os investimento do Governo Federal. Oferecendo
facilidades não verificadas em outras cidades, Campina Grande conseguiu
estrategicamente atrair novas indústrias no início da década de 60 do
século XX, beneficiando-se do órgão recém-criado como destacou o
historiador Damião de Lima no período compreendido entre 1961 e 1965:
Foram aprovados pela SUDENE, para
Campina Grande, 9 projetos, sendo 5 de implantação de novas indústrias e
4 de modernização das indústrias já existentes. Entre esses projetos,
dois merecem destaque: o Projeto de Implantação da Campina Grande
Industrial Ltda [CANDE], produtora de tubos plásticos e, principalmente,
o Projeto de Implantação da WALLIG NORDESTE S/A, empresa de grande
porte, produtora de fogões a gás liquefeito. (LIMA, 1999, p. 126)
Pela primeira vez na história o setor
secundário superava o terciário campinense, empregado mais 16. 300
pessoas no início da década de 60 do século XX. A industrialização era
vista como a panacéia para os problemas sociais da cidade. Nesse
sentido, podemos citar o discurso de Newton Rique, empresário e político
campinense, onde chegou a expor que:
A industrialização de Campina Grande vem
sendo o desejo dominante no seio da classe produtora e chegou às massas
trabalhadoras sob a forma de uma aspiração coletiva, capaz de solucionar
com todo o cortejo de males que ele acarreta. [...] Julgo que é chegado
o momento de uma poderosa intervenção do governo municipal para,
dirigir, fomentar e disciplinar um maior
surto desenvolvimentista, através da
industrialização em maior escala no município. (LIMA, 1999, p. 125)
CÂMARA MUNICIPAL. Discurso do ex-prefeito Newton Rique,
na entrega do Projeto de Criação do Fundo Municipal de Industrialização
de Campina Grande [FUMINGRA]. Campina Grande, 13 de dezembro de 1963 do
século XX.
Considerando, então, que a política
desenvolvimentista de concessões e incentivos fiscais da SUDENE garantiu
ainda o amadurecimento do setor calçadista da Paraíba que teve
participação discreta na economia local nas primeiras décadas do século
XX, modernizando o pólo coureiro-calçadista do Estado a partir da vinda
de estabelecimentos de peso deslocados das regiões Centro-Sul para a
Paraíba, como a BESA, a AZALEIA e a PARC, implantadas em Campina Grande,
o que transformou o município no maior distrito calçadista da Paraíba.
Os anos 70 e 80 do século XX, foram marcados pelo impressionante volume
de empregos gerados pelo setor de calçados, mas, a concentração técnica
e econômica garantiram a indústria calçadista a sua afirmação, o seu
“lugar ao sol” como setor vetor de desenvolvimento na economia do
Estado.
Diametralmente diferente do município
de João Pessoa, no que tange a constituição de um aglomerado de empresas
de calçados possibilitada pela atração de empresas vindas de outras
regiões do país, em Campina Grande a indústria calçadista surgiu no
inicio do século XX enquanto indústria artesanal de beneficiamento e
produção de artigos de couros possibilitada pelo comércio do algodão,
força propulsora da agropecuária beneficiada pela localização geográfica
do município como destaca Damião de Lima: “Campina Grande, localizada no
interior do Estado da Paraíba, destacou-se no cenário nordestino, desde
sua a origem, como um importante entreposto comercial e um elo entre o
interior do Estado e a capital e também o estado de Pernambuco.” A
indústria calçadista campinense atingiu seu apogeu no período de 1937 a
1945 contando com mais de trinta novas indústrias, fenômeno efêmero
discutindo pelo professor de Economia da UFCG, Luiz Gonzaga de Sousa:
“Depois desta fase, como em todo ciclo econômico, muitas destas
indústrias faliram, inclusive Luiz Gomes Bezerra, o ‘Lula Gato Preto’,
tendo em vista as peculiaridades da economia da época provocaram crise”.
Neste fragmento acima, percebe-se que a
crise foi superada pelo setor em meados dos anos 50 do século XX com a
introdução do couro sintético que tornava o produto mais barato
facilitando sua comercialização no mercado local. Na história da
formação do setor coureiro-calçadista da Paraíba tanto os pequenos
grupos formados por pequenos produtores pioneiros como os Mottas que
durante a Segunda Guerra Mundial tinham a sua produção total de
fabricação de botas vendida para o Exército Brasileiro, como também um
grupo pequeno de grandes empresas vindas do Centro-Sul do país, a partir
da criação da SUDENE, estiveram presentes na construção do setor
calçadista paraibano. Mas, afinal podemos fazer uma outra indagação: Em
que consiste a origem e a evolução da indústria de curtume na Paraíba?
Primeiramente Egidio Luiz Furlanetto dizia o seguinte: “O período [...]
entre o pós-guerra até o final dos anos 50, houve [...] um
desenvolvimento do setor coureiro no Estado da Paraíba com aumento das
exportações, com Campina Grande constituindo-se o principal pólo
coureiro do Estado [...] do Nordeste.” (FURLANETTO,
2004, p. 4).
Percebe-se por essa leitura que o
período compreendido entre o pós-guerra segunda guerra mundial até o
final dos anos 50 do século XX, houve uma comunicação em torno do
desenvolvimento econômico do setor coureiro no Estado da Paraíba das
exportações, com Campina Grande constituindo-se, assim o principal pólo
coureiro do Estado, sendo que é um dos mais importantes do Estado do
Nordeste da Paraíba. Em conseqüência disto, este crescimento tenha se
restringindo durante a década dos anos 70 do século XX, mas em Campina
Grande continuava sendo relevante e importância para o setor, basta
dizer que em 1973 do século XX, quando o Núcleo de Assistência
Industrial da Paraíba [NAI/PB] - célula inicial do que viria a ser o
atual SEBRAE, ao realizar um diagnóstico da Indústria de Couros e
Calçados no estado da Paraíba, identificou que dos cinco curtumes
industriais do Estado quatro encontravam-se em Campina Grande e, somente
um em João Pessoa. Campina Grande e, por conseqüência o estado, viu se
restringir a sua importância como importante pólo coureiro a partir dos
anos 80 do século XX, efeito este que fez com que entrasse no século XXI
com reduzido grau de importância no setor, mantendo em atividade somente
algumas pequenas e médias unidades que operam muito mais em função de um
outro segmento, o qual, diga-se de passagem, vem crescendo de
importância dentro do arranjo, o da indústria de equipamentos de
proteção individual, tais como luvas, botas, aventais e perneiras, todos
produzidos a partir do sub-produto do couro bovino denominado de “raspa”
.
Atualmente a indústria paraibana de
curtumes foi uma pujante indústria foi se transformando, aos poucos,
numa atividade associada à produção de equipamentos de proteção
individual [EPI’s], pois nenhuma daquelas importantes unidades,
existentes na década de 80, encontram-se em atividade. Atualmente, não
existe nenhuma unidade significativa que processe couros da forma
completa em Campina Grande, isto é, que adquira peles “in natura” ou
conservadas e as processe. Todas as quatro indústrias que podem ser
caracterizadas como indústrias de curtumes, nasceram muito mais para
servir de suporte à fabricação de equipamentos de proteção individual [EPI’s],
indústria que surgiu em função das iniciativas pioneiras de uma
importante empresa, hoje desativada, que produzia uma gama expressiva de
EPI’s e das “janelas de oportunidades” que se abriram em função da
desativação das indústrias tradicionais de curtume, o que acabou
disponibilizando equipamentos e mão-de-obra especializada. Vale
ressaltar outro ponto importante que é sobre a tecelagem. Maria da
Conceição Gomes Valle, argumentou que para Daniel (2004) o processo para
obtenção de artigos prontos torna-se difícil devido à pequena quantidade
de fibra produzida. A fiação de toda a produção, atualmente:
Em Campina Grande, Paraíba, é realizada
a tecelagem em teares manuais pela Entre fios. Além do algodão ser
naturalmente colorido, a fibra do Brasil segundo o presidente da
Embrapa, tem constituição orgânica por todo processo ser limpo,
apresentando propriedades similares às do algodão branco. O cultivo do
algodão colorido traz, benefícios ecológicos, visto que a sua coloração
é natural, dispensando desta forma o uso de produtos químicos para o
tingimento, o que irá contribuir significativamente com a diminuição do
nível de poluição dos rios. Além disso, apresenta também vantagens
econômicas e sociais, pois, seu cultivo mantém os agricultores no campo,
oferecendo-lhes uma oportunidade de renovação da produção algodoeira.
Contudo, é importante salientar que além das vantagens citadas acima, o
algodão possui uma alta capacidade de absorção, o que faz com que a
fibra seja confortável, e mais adequada ao clima quente do Brasil.
(VALLE, 2004, p. 62)
É importante destacar nessa passagem
que os tecelãos paraibanos colocam em suas redes, mantas, tapetes e
almofadas, uma mistura viva de cores e formas que traduzem claramente a
formação "misturada" que o povo brasileiro possui, sobretudo o povo
nordestino. É importante, entretanto, que do Litoral ao Sertão temos
comunidades trabalhando e produzindo aquilo que foi identificado como
maior expansão do artesanato paraibano, a rede de dormir. No entanto,
existem as cidades de Gurinhém, Campina Grande, Boqueirão, São Bento e
Aparecida como principais produtoras. Como se vê, é certo que
atualmente, a Paraíba também desponta como único produtor de produtos
elaborados com a técnica da tecelagem utilizando o fio do algodão
colorido, ecologicamente correto e que não é tingido quimicamente, ele
já brotou com a cor que vai ser fiado.
3. CONSIDERAÇÕES FINAIS
Concluímos que, se por um lado
constata-se a quase extinção de um importante setor da economia, por
outro se vislumbra o nascimento de uma nova indústria no estado da
Paraíba – a indústria de EPI’s, a qual poderá fazer com que o setor
consiga “renascer das cinzas”. Podemos concluir que os resultados
obtidos, analisar-se-á, as proposições consideradas ao determinado longo
deste estudo, bem como a circulação da trajetória indústria de curtumes
da Paraíba. É evidente que a partir dos anos 80 do século XX, a política
de atração de grandes empresas continuaram sendo praticado pelo governo
no Estado. Assim, foram instaladas no município de Campina Grande uma
fábrica da SÃO PAULO ALPARGATAS S/A e duas na cidade de João Pessoa,
sendo a empresa paulista contemplada na década de 90 do século XX com
incentivos ofertados pelo governo para expandir as suas atividades para
outros municípios do Estado. Ainda nos anos 90 verificou-se a afirmação
da indústria de confecções da Paraíba, setor formado na década de 80 por
pequenas e médias empresas e que ganhou novo fôlego com a instalação da
unidade de produção da COTEMINAS S.A, que em Campina Grande propiciou a
retomada da condição hegemônica de maior produtora de fios do Estado.
O setor industrial da Paraíba vem
realizando particularmente no inicio do novo milênio, um significativo
esforço para adaptar-se às transformações que desafiam os paradigmas
básicos de produção, com novas tecnologias e modelos operacionais de
gestão em um ritmo avassalador que levaram a indústria a repensar não
somente como o “fazer” diante de uma série de metamorfoses globais como
também “o que fazer”. Outra perspectiva mais importante é modelo de
desenvolvimento do estado da Paraíba, proposto pela Federação das
Indústrias [FIEP], baseado no aproveitamento das potencialidades e
vocações regionais, leva em consideração o conhecimento como variável
chave para que se possa alimentar um processo continuo de geração da
inovação tecnológica. É importante ressaltar que diante desse cenário o
setor industrial ressente-se da insuficiência e da inadequação da oferta
de formação em áreas tecnológicas focadas em setores produtivos. As
empresas estão preocupadas com a formação profissional que possa atender
as estratégias do negócio.
Esse é o contexto no qual emergiu, em
2003 do século XXI na Universidade Corporativa da Indústria da Paraíba,
com foco central na formação de profissionais com o perfil de
competências demandadas pelo setor produtivo. Desta forma, a
Universidade Corporativa da Indústria da Paraíba [UCIP] é associação
civil de direito privado, sem fins lucrativos, instituída e mantida pelo
Sistema Federação das Indústrias do Estado da Paraíba (FIEP, SESI, SENAI
e IEL). Portanto, a UCIP é provedora de conhecimentos, com vistas ao
fortalecimento da indústria paraibana, atuando de forma inovadora com um
novo conceito de universidade corporativa multisetorial, fundamentada no
desenvolvimento de competências. Assim, a UCIP brotou alinhada com os
conceitos de educação corporativa setorial, tendo como propósito
promover o desenvolvimento, difusão e compartilhamento de conhecimento
por meio de programas de educação continuada, com cursos em todos os
níveis e áreas de especialidade das indústrias vinculadas aos
sindicatos.
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