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"A dúvida é o
princípio da sabedoria".
(Aristóteles)
Jamais aceite algo como
verdadeiro desde o início, pois senão impediria o desenvolvimento de
construções mais altas da verdade. Este é o conselho do filósofo grego
Aristóteles. Todavia, a postura cética não pode ser permanente, caso
contrário também teríamos dificuldades em edificar obras maiores em
nossas vidas.
É preciso mente
treinada e afinada para ver e ouvir aquilo que olhos e ouvidos não
podem. É preciso disciplina para treinar a dúvida para que ela se
transforme em preciosa aliada de construção ao invés de desconstrução,
pois maior é a satisfação de um pedreiro que constrói uma catedral que
permanece por milênios do que um demolidor que termina rápido o seu
serviço e ninguém fica sabendo quem foi fulano após a poeira baixar.
Necessário ímpeto para romper a comodidade das necessidades físicas para
se doar em benefício do próximo. Coragem para fazer, crença para dar
força. Caso contrário, não teriam onze dos doze apóstolos morrido em
condições ao menos incomum, ou Paulo de Tarso sofrido com os espinhos da
insatisfação por tanto tempo.
Façamos de nossa vida
um projeto de construção e melhoria e, quando o tempo passar e a velhice
e a morte chegarem, nada mais tranquilizador do que ver bem edificada as
obras que nos dão testemunha sincera e sólida de nossa bem-aventurança
na Terra.
Nada mais sábio do que
ser prudente e previdente em relação ao futuro, nada mais constrangedor
do que ser pego de surpresa. Se a dúvida é o princípio da sabedoria, que
seja o trabalho abençoado em pró da caridade o ponto final que não
apenas realça o saber, mas também a justifica. Da nossa “sorte” na
morte, depende o que fizermos em vida. Nada mais lógico, nada mais justo
do que colhermos aquilo que plantarmos.
Paulo Hayashi Jr.
Doutorando em Administração pela Universidade Federal do Rio Grande do
Sul (UFRGS)
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