spacer

 

ISSN 1678-8419         última atualização em: segunda-feira, 02 de fevereiro de 2009 10:53:18                                               

 
  Principal
 Agenda
 Artes e Artesanato
 Colunistas
 Cultura
 Crônicas
 Econotas
 Editorial
 Educação
 Em Questão
 Em Rhede
 Entrevistas
 Humor
 Política e Cidadania
 Reportagens
 Mirim
 Notícias
 Outras edições
 Poesia e Contos
 Reflexão
 Expediente
 Sócio Ambiental
 Terceira Idade
 Terceiro Setor
 Turismo
   Participe
 Cartas
 Blog
 Fale Conosco
   Especiais
 Igrejas
 Meio Ambiente
 SP 450 anos
 Memória Sindical
 Assédio Moral
 Vitrine do Giba
 Nosso Dáimon
 O Grito do Ipiranga
 Mirim
 Feiras e Mercados
 Em RHede
 Econotas
 Ambientais
 Agenda
.
Leia na Revista Partes
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Reflexão

A crise mundial e a crise da imprensa

   

Daniele Barizon

publicado em 02/02/2009

 

No dia 23 de janeiro teve início em Belém, no encalço do Fórum Social Mundial, o I Fórum Mundial de Mídia Livre (FMML). O encontro, que integrou representantes de diversos países, trouxe à baila debate sobre a postura adotada pela imprensa tradicional frente à atual crise econômica que, na opinião dos participantes, afetou diretamente a credibilidade dos meios, haja vista a estreita ligação entre mídia e poder econômico. Deixando de lado as implicações da questão, per si controversa e abrangente, vale aqui citar um dos presentes, o mexicano Luiz Hernandez Navarro, quando afirma que o jornalismo já vivia sua própria crise, devido à inaptidão, entre outras coisas, “de lidar com as mudanças profundas que atualmente afetam a comunicação e a perda de prestígio da profissão”. O que nos leva a filosofar: qual é, afinal, a raiz do mal que nos assola?

O surgimento diário de blogs, microblogs, sites e portais particulares, somados às iniciativas da chamada imprensa livre, traz à tona um poderoso e condensado conglomerado de informações que, se antes pairavam à margem da dita oficial, hoje a ela se fundem, se confundem e, principalmente, se complementam. A despeito da concorrência saudável, a divisão sugerida e a batalha deflagrada entre as partes, no mais das vezes, atende exclusivamente a interesses (e a guerra de egos) privados. Não se trata de ignorar diferenças, que devem ser respeitadas. Menos ainda de hastear a bandeira branca e abolir o diploma, como querem fazer crer algumas correntes, entre elas a das organizações Globo. Mas de admitir que, na nova configuração, a mídia paralela e, principalmente, o cidadão, tem papel preponderante, e de aliados.

 

Não há como interromper o fluxo. Há que se adaptar a ele.

 

Várias empresas perceberam no jornalismo colaborativo ferramenta eficaz de atrair a atenção e a fidelidade do leitor/produtor. Boa parcela de seus profissionais, no entanto, permanece reticente. Sinal de que ainda há muito que aprender. O reconhecimento da necessidade de capacitação para fazer frente às novas tecnologias talvez seja o primeiro passo. A trégua, e consequente superação do preconceito, o segundo.

Registros de falhas nesta união não são raros. Exemplo clássico é o da foto enviada por internauta que o site UOL publicou, à época do acidente da TAM, de corpo em chamas que caía de prédio atingido, e que mais tarde admitiu tratar-se de montagem – mea-culpa, aliás, dos jornalistas responsáveis pelo setor. Shakespeare, em Péricles, já dizia: “A verdade nunca perde em ser confirmada”. As vantagens, por outro lado, se sobrepõem e merecem destaque. A abrangência da cobertura é uma delas. Com um simples celular, qualquer espectador pode capturar imagens e revelar detalhes significativos de fatos relevantes em tempo real. Ponto para o veículo capaz de conquistar sua fidelidade.

Uma curiosidade que vale ser mencionada diz respeito à veiculação de notícias referentes ao estado de saúde e morte da modelo Mariana Bridi, que representou o Brasil em concurso na China. O nome da mãe da modelo é Sonia. Sonia Bridi é jornalista renomada. Tem uma filha chamada Mariana, quase da mesma idade, que já esteve na China. Nenhum apressadinho, aparentemente, linkou tais coincidências e fez confusão. Trabalho de apuração mais criterioso? Pode ser. Mas a pergunta interessante é: Até quando a nossa crise vai durar?

 

Daniele Barizon

 
  

spacer
::sobre o autor::

Daniele Barizon é estudante de Jornalismo
Rio de Janeiro-RJ
danielebarizon@hotmail.com

::contato com o autor::

Fale com o autor clicando aqui.

 
::uma foto, uma atitude::


 Clique na foto acima e entenda o Consumo Consciente
   ::participe::
 Cartas
 Blog
 Fale Conosco
 
 

::outros artigos::
Uma curta retrospectiva
Daniele Barizon
publicado em 17/12/2008

Entre pesos e medidas
Daniele Barizon
publicado em 01/12/2008


 

 

 

 
 

 

 

::apoiadores::






© copyright Revista P@rtes 2000-2009
Editor: Gilberto da Silva (Mtb 16.278)
São Paulo - Brasil
spacer