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Acabei
de ouvir o Gilberto Dimenstein na CBN dizer
que está provado cientificamente que
quem gasta dinheiro
com os outros é
mais feliz, acrescentou
ainda, por conta
própria, (de maneira
bem científica como
é praxe em
suas afirmações) que percebe
que toda as
pessoas que se dedicam a
auxiliar os outros demonstram
claramente serem mais
felizes.
Todas as
religiões do mundo dizem a
mesma coisa desde
que existem humanos vivendo
neste planeta. Não
é incrível? Depois
que praticamente acabamos
com todas as possibilidades de construção
de uma sociedade humana
realmente benéfica,
sem ser ao mesmo
tempo altamente
destrutiva como é a
nossa sociedade hoje,
(a globalização da injustiça
e do egoísmo, num capitalismo
competitivo universal), depois de deixarmos
nossos jovens laicizados,
em escolas que
não podem ensinar
princípios religiosos,
entregues a todo o
tipo de busca desenfreada de
satisfação dos prazeres,
sem sequer terem
idéia dos problemas
que estes
prazeres acarretam em
suas vidas –
só para citar
um exemplo: gerar
filhos na adolescência;
quer mais um?
Vícios simples
como álcool e
cigarros que
com o tempo tornam-se
praticamente impossíveis de serem
eliminados e muitas vezes acompanham o
infeliz da adolescência
até a morte, com
os sofrimentos enormes causados a
eles próprios e aos
outros. Sem falar
das DSTs e as chamadas drogas
ilícitas, onde as pessoas
não imaginam a dimensão
negativa que estas
aventuras têm em
suas vidas.
Depois
que nos tornamos
cientificamente frios,
insensíveis, convivendo tranquilamente com
a desgraça de nosso
semelhante sem
nenhum tipo de
abalo – e quando digo
semelhante não
me refiro só a
um outro
humano qualquer,
como um mendigo
na rua, mas
vejo a frieza no trato
entre irmãos,
pais e filhos,
amigos de infância, e
todos os graus de
parentesco – vivemos literalmente
o estilo CADA
UM POR SI,
e Deus? Deus
ou não existe
ou é propriedade
privada, isto é: não
é para todos.
Não podemos
esquecer que as
religiões historicamente avalizaram guerras
e continuam fazendo isso, o
que é contradição
intrínseca e um
paradoxo que
só pode ser explicado
quando partimos do fato de
serem os humanos os
praticantes de todas as religiões.
E aos humanos tudo
é permitido (fato
chamado de livre arbítrio).
Para piorar, as
religiões vivem em
guerra entre
si, disputando clientes no
melhor estilo
capitalista de disputar
clientes, isto é:
VALE TUDO. E hoje
basicamente temos uma religião
mais antiga,
cheia de pecados cometidos
como inquisições e
perversões sexuais,
que está sendo espezinhada, tratada
como retrógrada,
contra tudo o
que é “sensato”,
enfim tratada
como algo a ser
ultrapassado, e pasmem, uma outra
que vem crescendo
enormemente e que incorpora
o capital divinamente
e ainda se arroga o direito
único de acesso a
Deus. O capitalismo
religioso e o monopólio de
Deus. E o que é
pior, para ela,
ou melhor – para
os seus adeptos
- os outros são
todos secretários do
adversário e vão arder
no fogo do inferno.
Mas será
que é melhor deixar
crianças e jovens
entregues à fome voluptuosa
das propagandas que
estimulam os piores instintos
humanos?
Para vender
suas batatinhas cheias de
deliciosa gordura trans impingem
um modo de
vida competitivo, sensual,
violento e frio. E
quem vier me dizer
que “não é bem
assim “, me perdoe
mas não assiste
televisão.
Será
que precisa o Dimenstein
dizer cientificamente que as
pessoas que se dedicam a
ajudar os outros
são mais
felizes para percebermos
algo tão obvio,
tão antigo e
tão necessário em
nossos tempos de COMPETIÇÃO
pela sobrevivência.
Aliás
não estamos competindo pela
sobrevivência. Competimos para
ter mais, para
possuir o Maximo !!! Queremos tudo!
Queremos ter tudo o
que tivermos vontade de
ter. Como são
muitas coisas, e cada
dia aparecem mais
coisas novas para
se ter, e nossa
vontade não tem
fim. Estamos competindo pelo plus,
pelo a mais, pelo
luxo, pelo excesso.
E os que não
conseguem competir? Azar o deles.
Já tem gente achando
que devemos realmente
agir como os animais,
isto é: sobrevive o mais
apto, morre o mais
fraco, ou o
que estiver ferido (sem
dinheiro (e ou)
saúde, por
exemplo).
Quem
ajuda alguém deveria
agradecer por ter
tido a oportunidade de ajudar,
pois o bem maior
é dele. Quem ajuda
os outros ajuda
a si mesmo,
muito mais do
que ao outro.
Até porque a atitude
de ajudar está condicionada à
capacidade de agir e todos
nós sabemos muito
bem que quem
está precisando de ajuda é a pessoa
que está privada de
capacidade de ação, o que
representa em nossos
tempos de adoração
total ao deus
dinheiro: geralmente é o
que está DURO.
Cresci
freqüentando a igreja
católica que dizia
todos os domingos: É DANDO
QUE SE RECEBE, vejo os crentes
dando dízimo para a
igreja, vejo os budistas
dizendo que tudo
o que você dá,
você recebe, e se você não
dá: não recebe, e ponto
final. Quem sabe
agora com o Dimenstein
dizendo que a ciência
mais uma vez
tenta chegar perto
das religiões, e lógico,
se não for tarde
demais para nossa
sociedade belicista se
conscientizar, podemos efetivamente
começar a viver melhor
como sociedade, e não
mais na apologia do
CADA UM POR
SI. |