Em reportagem à revista Veja, em setembro do ano passado, o ator
brasileiro Reynaldo Gianecchini revelou, com o mesmo sorriso lindo que
lhe é tão peculiar, que recorreria à cirurgia espiritual para se curar
de um grave problema de saúde; paralelamente ao tratamento convencional
no Hospital Sírio-Libanês. O sucesso do autotransplante de medula óssea
foi comemorado com um bolo dentro do próprio hospital.
Segundo o Livro dos Médiuns, de Allan Kardec, a mediunidade de cura é
um assunto tão complexo que é preciso um livro para explicá-la.
Resumidamente falando, a verdade é que existem médiuns que têm o dom de
curar pelo simples toque de mãos, pelo olhar ou um gesto, sem se
utilizar de nenhuma medicação ou instrumento. O fluído magnético exerce
um importante papel no ato da cura, mas quando o fenômeno é examinado
mais cuidadosamente, reconhece-se que existe algo mais além.
A magnetização comum é uma forma de tratamento com a devida sequência,
regular e metódica. Todos os magnetizadores estariam aptos para curar,
se estivessem devidamente esclarecidos sobre este assunto. No caso dos
médiuns curadores é diferente: essa faculdade é espontânea (mesmo que o
médium nunca tenha ouvido falar em magnetismo) e a intervenção de uma
potência oculta torna-se evidente.
O médium é um intermediário entre os Espíritos e os homens. O
magnetizador tira sua força de si mesmo, mas não é intermediário a
nenhuma força estranha. É esta a diferença entre o médium e o
magnetizador.
A força magnética pertence ao homem, mas é aumentada pela ajuda do
Espírito para quem o médium apela. Os médiuns que magnetizam para o bem
são auxiliados pelos espíritos bons. Vale ressaltar que, na mediunidade
de cura, é a ação dos espíritos que dá a eficácia curadora ao magnetismo
humano.
Mas vale também se acautelar em relação àqueles que magnetizam para
fazer o mal. Estes são ajudados pelos espíritos maus; mesmo que não
apelem ou nem mesmo acreditem na existência deles. Somente o mau
pensamento já os atrai. Daí a necessidade daqueles que querem não só
ficarem curados de alguma enfermidade, mas também serem bem-sucedidos
nas diversas empreitadas da vida, de policiarem o próprio pensamento;
que deverá estar sempre voltado para o bem para receber o bem que
necessitam.
No caso do ator Reynaldo Gianecchini, ele recorreu ao médium João
Berbel, que trabalha numa casa espírita na cidade de Franca, interior de
São Paulo, para fazer a cirurgia espiritual; paralelamente ao tratamento
médico tradicional. Foi de importância vital o otimismo do ator tão
querido do público brasileiro e a sua confiança em Deus, para sua cura
total. Essa energia positiva que ele demonstrou foi um belíssimo exemplo
a todos nós.
Em entrevista ao programa Transição (RedeTV), Berbel informou que nas
suas primeiras cirurgias espirituais ele chegou a se utilizar de
instrumentos para cortar o paciente. Mas ele próprio reconheceu que este
método não era aconselhável, porque dessa forma já não se caracterizava
mais uma cirurgia espiritual e sim física; e que este trabalho deve ser
realizado somente pela Medicina. Que a cirurgia ou tratamento espiritual
não dispensa de forma alguma o tratamento convencional. Muito pelo
contrário. Isto porque todos nós somos corpo e alma. O médico cuida do
corpo e o médium cuida da alma. Ambos (corpo e alma) precisam estar
perfeitamente sadios, para uma cura plena.
Esclareceu também que “o que realmente cura os doentes é o amor, como
fez Jesus. E, junto com o amor, a fé. Por isso, quando Jesus curava ele
sempre dizia:
Tua fé te salvou.