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Resumo
O presente trabalho pretende apresentar a concepção de
morte para Epicuro. A abordagem se dá pela seguinte pergunta: a morte
consiste em uma ausência de sensação? Diante disso, apresenta-se uma
compreensão da idéia de morte no período helenístico e o que nos diz
Epicuro acerca das sensações e da morte. Nesta pesquisa foram usadas as
seguintes bibliografias: a Carta sobre a felicidade e a Carta a
Heródoto. Concluímos que a morte priva as sensações, mas ela só acontece
quanto os átomos leves se separam dos pesados.
Palavras- Chave: Epicuro, morte, sensação.
THE SECOND DEATH NIHILATION EPICURUS
Abstract
This paper intends to present the
concept of death for Epicurus. The approach is given by the following
question: the death is an absence of feeling? Given this, it presents an
understanding of the idea of death in the Hellenistic period and what
Epicurus tells us about the feelings and death. The present survey used
the following bibliographies: the Charter on happiness and the Letter to
Herodotus. We conclude that death deprives the sensations, but it only
happens when the atoms are separated from the weight.
Key- words: Epicurus, death, sensation.
INTRODUÇÃO
Ao longo da história da filosofia, alguns teóricos
pensaram acerca da morte. De certa forma diferenciam do conceito que
poderíamos adquirir no senso comum. Percebe-se dentre eles que, “Marco
Aurélio via a morte como um estado que não permitia nenhum homem
tornar-se superior a outro homem. Ele dizia que perante a morte todos
somos iguais” (ABBAGNANO, 1998, p. 683). “Wittgenstein ao se referir à
morte, dizia que ela não se vive” (ABBAGNANO, 1998, p. 683). Já “Sartre,
identificava a morte como uma facticidade, um fato puro” (ABBAGNANO,
1998, p. 683).
O interesse por pesquisar acerca da morte nasceu com a
intenção de conhecer uma teoria. Aproximadamente, no século III ou IV
a.C., do período helenístico, Epicuro disse que a morte só está quando
sentimos e que a morte não deve ser temida. Logo, apesar de muitos
filósofos terem falado da morte, a idéia de morte no filosofo de Samos
despertou um valor investigativo. Pois, no período helenístico o medo da
morte era exagerado, a vida naquele período era marcada por resquícios
de uma educação clássica presa a mitos.
Então, a teoria de Epicuro sobre a morte é um tema que
desperta um valor exploratório, porque suas idéias desmistificam aquilo
que é causa de medo e que não está entre nós. Assim, ele nos permitirá
sistematizar o conceito de morte.
A partir da consciência de morte que atualmente temos,
notamos que antigamente não era muito diferente. Epicuro trabalhou em
uma perspectiva de que ela não existe. Por este tema ser muito complexo,
faremos uma análise da morte em um texto que, apesar de tão antigo,
clareia filosoficamente a idéia de morte. Buscaremos compreender, a luz
deste filósofo, o porquê temer algo que, tanto na contemporaneidade como
na antiguidade, é causa de desespero.
Deu-se com a seguinte problemática: A morte em Epicuro
consiste em uma ausência de sensação? Para ele a morte é explicada
através de um jogo de palavras, a saber, “[...] quando estamos vivos, é
a morte que não está presente; ao contrário, quando a morte está
presente, nós é que não estamos” (EPICURO, 2002, p. 29). Devido a isso,
esta corrente filosófica prega que, enquanto a morte não está, ou não
chega, devemos aproveitar a vida.
Ao referir-se a vida efêmera não admite uma vida
desregrada. Mas, por a morte não influenciar na vida é necessário
equilibrar-se no aspecto de não acrescentar dias até a chegada da morte
e nem desejar a imortalidade, pois o que deve prevalecer é um equilíbrio
constante da vida efêmera.
Epicuro fala da morte na Carta Sobre a Felicidade.
Na carta deixa bem claro que a morte não existe e por não existir a vida
deve ser aproveitada, ou seja, devemos pensar naquilo que esta ao nosso
redor. Percebemos que, nesta obra não fica explícita como se dá o
processo de morte, mas deixa claro que para eles ela não é causa de medo
e, portanto, não existe. Mas, será que podemos dizer que a morte não
existe? Como a morte acontece?
Então, o presente trabalho tem como objetivo compreender
o que Epicuro nos diz sobre a morte em uma perspectiva que proporcione
uma reflexão sistemática, a qual possa contribuir para um conhecimento
claro sobre a temática morte e a concepção de morte neste pensador.
Procuramos realizar isso a partir de uma analise da
consciência da morte no período helenístico, através de uma descrição
acerca das sensações e um esclarecimento sobre a morte. Realizaram-se
através de pesquisas bibliográficas. Das obras do filosofo Epicuro:
Carta sobre a felicidade e a Carta a Heródoto e alguns
comentadores, dentre eles, Laêrcios, Reale, Russell, Magee...
A MORTE NO PERÍODO HELENÍSTICO
A influência da religião e das superstições não gregas no
mundo helenístico foi em grande parte perniciosa, mas não de todo. [...]
Infelizmente, foram os babilônios, ou os caldeus, os que mais
impressionaram a imaginação dos gregos (RUSSELL, 1977, p. 258).
Segundo Russell, no período helenístico, notifica-se que
as superstições gregas, foram influenciadas em parte pelos povos
bárbaros. Essas influências foram perigosas, no aspecto de que, a
imaginação dos gregos se tornou supersticiosas. E este aspecto pode ser
identificado no medo da morte e dos deuses. Estas perturbações se
fortaleceram com a mitologia dos gregos e das superstições adquiridas
através dos bárbaros.
Nesta perspectiva podemos perceber que a política, a
fobia a morte e aos deuses, tornou o povo grego inquieto. Não tinham a
paz. Por isso, a perturbação ao qual estavam submetidos os tornava
homens infelizes. “[...] a polis está arruinada e o homem se vê perdido
em um imenso universo político, ele não pode atingir a felicidade senão
apoiando-se em suas próprias forças e recolhendo-se em si mesmo” (MONDIN,
1981, p. 108).
Em meio a todo este drama em que os homens se encontravam
arruinados em um universo político, sem serem felizes, surge algumas
corretes filosóficas que tinham como objetivo libertar o homem decaído
dos males advindos pela política e pelo medo da morte e dos deuses. As
novas filosofias ajudaram o homem a olhar para si próprio. Dentre estas
escolas, surgiu o pensamento epicurista. “Seu objetivo acima de tudo era
libertar as pessoas do medo, não só da morte, mas do medo da vida” (MAGEE,
1999, p.44). Com Epicuro
os homens (escravos, homens, mulheres...) tinham a oportunidade de
cuidar da própria alma. Mas, para isso era preciso livrar-se da fobia.
Os epicuristas pregavam afobia e ataraxia.
Para Epicuro o homem só encontrava felicidade quando
estivesse liberto do medo. Por isso escreve algumas cartas que permitem
a seus leitores refletirem acerca da felicidade, da morte etc.
AS SENSAÇÕES PARA EPICURO
Tendo em vista que, para Epicuro, um dos critérios de
verdade são as sensações, notamos que em sua perspectiva ela “[...] é a
- racional e desprovida de memória, não se autroproduz, mas é produzida
por outro [...]” (REALE, 1994, p.160, grifo do autor). A sensação é
formada. Esta formação acontece do exterior para o interior, interior
para o exterior, ou seja, ela é passiva. Por isso, tem um caráter
verdadeiro. Podemos perceber que,
[...] a sensação é objetiva e verdadeira porque, em
última análise, é produzida e, portanto, garantida pela própria
estrutura atômica da realidade. [...] a objetividade das sensações é
absoluta, porque elas podem produzir-se somente se, quando e do modo
como os simulacros entram em nós. [...] Afastando-se das coisas, os
simulacros alteram-se e a sensação revela-se sempre e somente do modo
como eles alcançam os sentidos: o simulacro do objeto próximo é
efetivamente diferente do simulacro do objeto distante, de modo que
aquilo que, segundo alguns, é um engano dos sentidos é, ao invés, uma
prova da sua objetividade (REALE, 1994, p.160, grifo do autor).
Devemos entender que as sensações são produzidas a partir
do contato com algo real. A realidade recebida chega até nossa mente
pelas afecções. Entendemos que o que ela capta é verdadeiro, mas as
imagens podem ser falsas. O grande perigo não está nas sensações, mas
nas imagens que passam pelo sentido e a forma a qual são interpretadas.
O problema gnosiológico, segundo Epicuro, por início, está nas sensações
e em seguida nas afecções, porque o resultado de todo este processo está
na opinião acerca do que foi apresentada pelas sensações a mente.
Podemos dizer que a objetividade das sensações faz com
que o homem produza em seus sentidos tudo que entram através dos
simulacros. Os simulacros carregando as sensações verdadeiras fazem-nas
alcançar os sentidos. Entendemos que só existem sensações a partir do
instante que, através dos simulacros, as imagens penetram nos nossos
sentidos. Penetradas, as imagens, poderão ser falsas podendo prejudicar
o homem através de concepções que, em diversos casos, não podem ser
admitidas como verdadeiras. Absorvidas pelas sensações as prolépsis
representam e presentificam aquilo que a sensação absorveu, voltando
através do instante em que são chamadas. “[...] todas as nossas noções
derivam das sensações, seja por incidência, ou por analogia, ou por
semelhança, ou por união com certa colaboração também do raciocínio” (LAÊRCIOS,
1998, p. 290).
Isto significa que, se temos medo da morte, não é por
algo que nasceu com o ser humano, mas que ao longo da história, recebeu,
ou melhor, adquiriu. As noções adquiridas acerca da morte foram noções
mitológicas de que a morte é algo terrível, mas como esta proposição
pode ser verdadeira se tudo o que podemos afirmar é sobre aquilo que
vivenciamos? Por isso, a questão da morte, nesta circunstância não
deveria ser passada pelos sentidos, porque ela não é real. Segundo
Epicuro, ela não existe.
Então, “Devemos também ter em mente que é pela penetração
em nós de qualquer coisa vinda de fora que vemos as figuras das coisas e
fazemos delas objeto de nosso pensamento” (LAÊRCIOS, 1998, p. 294).
Nisto podemos perceber que, quando as figuras que estão a nossa volta,
não são absorvidas nos priva de algo. Então viver a sensação da morte
estando vivo é privar as sensações de sentir aquilo que lhe é próprio,
no caso, qualquer coisa vinda de fora, ou seja, as figuras as quais
fazemos delas nossos pensamentos. As sensações devem favorecer ao
pensamento vivenciar o que é real e não deveria ser a morte, porque ela
não é real. Ao redor do ser humano há coisas significantes que devem ser
vivenciadas e que estão presentes.
Tudo isso é evidenciado pelas faculdades da alma e pelos
sentimentos, e pela mobilidade da mente e pelos pensamentos e por tudo
aquilo cuja perda causa morte. Devemos ainda considerar que a alma
desempenha o papel mais importante na sensação (LAÊRCIOS, 1998, p. 298).
É interessante notar que a sensação tem por objetivo
vivenciar aquilo que a rodeia, viver seria estar com a sensação ativa.
Mas, quando a sensação não leva à mente aquilo que está a sua volta, ela
deixa de viver todas as imagens necessárias para o funcionamento
gnosiológico da mente. Implica que, viver a morte é privar a sensação de
sentir. Se a sensação não sente, logo o ser humano não vive. Com isso,
podemos dizer que, quando isso acontece alguma coisa está errada no ser
humano. O erro é que a presença inadequada da morte ou do medo da morte
faz com que a sensação deixe de considerar tudo que está a sua volta.
A MORTE PARA EPICURO
Epicuro quando escreve a Meneceu fala para ele que a
morte não é nada. Mas, por que não é nada? O que Epicuro quer dizer com
o nada? Como poderíamos definir isso? Os epicuristas não se preocupavam
com a morte, aproveitam a vida efêmera. Ela, a morte, priva a sensação.
Para Epicuro a sensação é a responsável pela presença ou pela ausência
da morte. A sensação para Epicuro é tida como algo significativo e que a
compreendendo, compreende-se a morte. Usa a sensação como um fator
importante e desmitificar do medo de morte.
Eles consideravam o deixar de viver algo normal, que faz
parte da matéria viva e deixar de viver não seria algo inédito. Por
isso, por que temer a morte? Se o mais importante é viver e viver o
presente. É um “tolo quem diz temer a morte” (EPICURO, 2002, p. 27).
Para o filosofo, a morte, apesar de ser tão temida, deve ser superada
sabiamente. Só quem é sábio, consegue perceber isso. Ressaltamos que,
está na sensação a maior contribuição para que a morte, mesmo estando
ausente, esteja presente. Nisto percebemos que o ser humano erra
presentificando algo que ainda não chegou.
É interessante percebermos que na Carta sobre a
Felicidade o filosofo quer esclarecer que o homem não pode deixar de
aproveitar a vida por causa do medo. Consequentemente, a espera de algo
que não temos hora nem dia para recebermos, torna alguém infeliz,
privando o ser humano de viver sua própria vida não gozando aquilo que
tem direito. Pois, o presente deve ser vivido e não reprimido. Nisso,
notamos que a sensação da morte impede que o homem tenha a consciência
de viver o presente, ela impede que haja um aproveitamento daquilo que
se tem, ou seja, a efemeridade. Por isso, “aquilo que não nos perturba
quando presente não deveria afligir-nos enquanto está sendo esperado” (EPICURO,
2002, p. 29). O esperado ainda não existe, a não ser a sensação do
irreal, daquilo que aflige. Logo, a aflição torna-se um mal, mas um mal
produzido por nós mesmos quando tornamos real o que não é real.
Vale ressaltar que o esperado atrapalha aquilo que era
para estar sendo vivido, viver aquilo que não existe não é agir
sabiamente. Então, sua discussão acerca da morte faz-nos pensar que o
hoje, por ser encarada como uma vida passageira deve ser vista como um
momento oportuno, ou seja, o presente tem que acontecer. Não é bom, nem
sábio estar no presente e viver o futuro. Existe tempo para tudo, logo
não há por que temer o que não existe.
Nunca devemos nos esquecer de que o futuro não é nem
totalmente nosso, nem totalmente não-nosso, para não sermos abrigados a
esperá-lo como se estivesse por vir com toda a certeza, nem nos
desesperarmos como se não estivesse por vir jamais (EPICURO, 2002,
p.33).
Por não sermos obrigados, segundo Epicuro, a esperarmos o
futuro, não há razão por que não aproveitar a vida. O importante é saber
aproveitar aquilo que temos, ou seja, o futuro que não é nem totalmente
nosso, nem não nosso, deve ser encarado filosoficamente. Usando minha
inteligência, não acrescentarei dias à morte, mesmo estando vivo. Nem
desejarei ser imortal. Saberei lidar equilibradamente com a sensação.
Esclareceu para Meneceu que todo bem ou mal está nas sensações.
Acostuma-te à idéia de que a morte para nós não é nada,
visto que todo bem e todo mal residem nas sensações, e a morte é
justamente a privação das sensações. A consciência clara de que a morte
não significa nada para nós proporciona a fruição da vida efêmera, sem
querer acrescentar-lhe tempo infinito e eliminando o desejo de
imortalidade (EPICURO, 2002, p.27).
A morte não é nada, porque ela não existe. Ela só existe,
segundo o helenista, quando nós não estamos. Por este motivo, é nas
sensações que encontramos a presença inadequada da morte, ou seja, o mal
que foi ou é cultivado em nós, como os falsos juízos e as afirmações,
permitem temos uma concepção não justa para aquilo que é causa de medo.
A filosofia materialista do filósofo nos permite entendermos claramente
que a vida efêmera faz parte da vida do sábio, que, por ser sábio, não
teme a morte.
Ao conceituar que a morte é a privação das sensações,
entendemos que pensar na morte e encerrar as sensações e se as sensações
estão acabadas o ser humano não pode perceber o que lhe rodeia. É obvio
que, na perspectiva epicurista, as minhas sensações devem estar voltadas
para o presente. É a sensação que me permite desfrutar, gozar aquilo que
está a cerca de mim, fazendo com que eu não encare aquilo que ainda não
chegou. Então, a sensação me priva de pensar na morte, como também me
permite viver algo que não era para ser vivido. Assim, quando vivo a
morte não sinto o que me rodeia e torno-me infeliz. Portanto, “a
libertação do medo de morte é alcançada quando se percebe que enquanto
se vive se tem a sensação da morte e quando se está morto não se tem
sensação alguma” (MORA, 2001, p. 848-849).
Até aqui conseguimos mostrar que a idéia de Epicuro sobre
a morte é muito complexa, pois ele desenvolveu uma teoria atômica muito
importante. Na interpretação de Mondin conseguimos compreender melhor a
morte. Para este, compreende-se da seguinte forma:
Os deuses são constituídos de átomos sutis e redondos;
habitam nos intermúndios, espaços vazios entre os corpos
celestes; passam a vida feliz sem se interessarem pelos homens, comendo
e bebendo. O homem é feito de átomos pesados (o corpo) e de átomos leves
(a alma). Ele morre quando os átomos leves se separam dos pesados (MONDIN,
1981, p.115, grifo do autor).
Nossa investigação sobre o que Epicuro diz sobre a morte
concretiza-se com os átomos, ou seja, a morte em sentido real não
acontece com a sensação, mas com a separação dos átomos leves dos
pesados. Entendemos esse fato, tendo em mente um ser formado de um corpo
e de uma alma e a única forma de sua exterminação é a separação dessa
união, pois, para Epicuro, o ser humano é formado de átomos leves e
pesado.
Esse sentimento filosófico de que a morte não é nada tem
características ataráxica e afóbica, ou seja, não há temor, inquietude
acerca de algo que não existe. Por não existir não há razão para ser
sentida, nem temida. O que realmente pode nos tirar a vida é a separação
dos átomos leves dos pesados e nada mais.
CONSIDERAÇÕES FINAIS
Percebemos que durante o período helenístico a idéia de
morte foi mal interpretada por diversas circunstancias, dentre elas as
invasões bárbaras, o contato com outras culturas. Com isso, os gregos
sofreram influencias supersticiosas.
Neste mesmo período surgiram diversas escolas
filosóficas, por exemplo, a epicurista, cujo fundador Epicuro falou
sobre a morte como uma privação das sensações e a sensação como privação
da morte. Este jogo de palavras se remete a uma única coisa, a saber, a
morte encerra as sensações. Isso acontece por que a partir do momento em
que deixo de sentir o que está a minha volta e penso na morte ou a
espero, acabo com as sensações. Logo, com a sensação ativada a morte não
existe. Sem a sensação a morte existe.
A partir desta conclusão podemos ressaltar que a morte,
para Epicuro, só acontece quando há uma separação dos átomos leves dos
pesados. Mas, se a morte acontece dessa forma, será que não poderíamos
deixar de nos preocupar com a morte?
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