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Resumo: O texto expõe características iniciais e essenciais da filosofia
da responsabilidade segundo Hans Jonas. Enfoca os principais termos da
sua filosofia prática, de um ponto de vista inicial. Além disso,
apresentamos o texto como um prelúdio a algo mais profundo. Desse modo,
além de ser um prelúdio, deseja despertar no leitor o interesse em se
preocupar com o meio ambiente.
Palavras-chave: Responsabilidade. Meio ambiente. Ética.
PHILOSOPHICAL NATURE AS SUBJECT: AN INTRODUCTION TO THE PHILOSOPHY OF
HANS JONAS
Abstract: The text presents baseline characteristics and essential
philosophy of responsibility according to Hans Jonas. Focuses on the
main terms of his practical philosophy, an initial view. Moreover, we
present the text as a prelude to something deeper. Thus, besides being a
prelude, would awaken in the reader´s interest in worrying about the
environment.
Keywords: Responsibility. Environment. Ethics.
ASPECTOS INTRODUTÓRIOS
O presente trabalho pretende refletir acerca do problema apresentado a
ética numa perspectiva do filosofo Hans Jonas. Advertimos que
refletiremos o objeto meio ambiente apenas num tocante introdutório ao
Princípio Responsabilidade em Hans Jonas. Para isso, analisamos alguns a
obra O Princípio Responsabilidade e podemos perceber que, o ponto
primordial da ética na concepção de Hans Jonas é a questão da
responsabilidade voltada para a natureza. Esse voltar-se não deixa de
lado nenhum ser vivo que compõe a natureza. Quando falamos de natureza
nos referimos tanto ao ser racional como aos seres irracionais, ou seja,
trata-se de uma generalização da natureza.
O filósofo estudado critica as éticas tradicionais a qual estavam
alheias a um agir ecológico. Com sua teoria é necessário enxergar a
natureza como um organismo vivo e ligado uns com os outros. O grande
inimigo da natureza é o próprio homem que utiliza a técnica de forma
exagerada para fins de interesse próprio.
A natureza não era tratada como assunto de responsabilidade humana.
Podemos ressaltar que, por exemplo, na ética aristotélica o foco das
relações humanas era o próprio homem, nisso o agir bem se voltava,
apenas, para a cidade.
Segundo Hans Jonas, cabe ao ser humano, por ser racional, se preocupar
com as futuras gerações e não somente com o presente. A forma de
responder a isso seria zelando pelo meio ambiente, que agora, nessa nova
visão ética deve ser vista como a casa do ser humano.
Refletindo, poderíamos agir de forma mais cautelosa, pois é a vida que
está
em jogo. Desse
modo o amanhã é resultado do hoje. Poderíamos dizer que a nova ética é
uma ética do agora e do futuro, pois busca através da responsabilidade a
vida. Pois, nosso agir interfere na felicidade das gerações vindouras.
Nisso, como poderíamos usufruir o que a natureza dispõe sem maltratarmos
ou desorganizarmos nossa própria casa que é a natureza, já que,
necessitamos usar o que ela oferece?
NOVO PARADIGMA DA FILOSOFIA PRÁTICA
Antes de iniciarmos nossa reflexão acerca da ecoética, ser-nos-ia
conveniente termos em mente algumas características ou detalhes sobre a
natureza e depois sobre o que pensavam os antigos teóricos da ética.
Sendo assim, poderemos apresentar de uma forma tradicional uma pura
filosofia.
Sistematizando nossas idéias, podemos perceber que em se tratando da
natureza os homens, anteriores a tecnologia lhe davam com o meio
ambiente de uma forma equilibrada. Dizemos equilibrada porque os homens
ao usar o que a natureza dispunha, não era o suficiente para deixar
resquícios na terra. O uso naquele período era favorável ao processo de
mudança da natureza. Nisso, não poderíamos dizer ou pensar numa relação
ética para com a mesma, pois tudo caminhava tranquilo. Para defendermos
nossa argumentação trazemos presente os nativos de uma devida floresta.
Usando do que dispõe a natureza, não a causa danos. Não causando danos,
o homem não corria, portanto, perigo. Mediante essa realidade podemos
então nos perguntar: por que hoje em dia corremos perigo se não tivermos
cuidado ao lidar com a natureza?
Usando o exemplo das comunidades primitivas, já que usavam uma
tecnologia não avançada e não muito perigosa a vida, vemos não uma
privação ao meio ambiente, mas um uso ou uma relação com aquilo que ela
pode dispor. Assim, compreendemos melhor quando usamos o mesmo texto do
Coral da Antígona, de Sófocles ao evidenciar um homem que lhe dá com a
natureza e que, ela, ao ser usada se renovava. O uso não lhe causava
cicatrizes, seguia seu curso. Era um constante devir. Renovando-se não
havia com que o homem se preocupar (cf. HANS JONAS, 2006).
Nesta circunstância não podemos perder de vista que o homem, embora,
tivesse tido uma relação inofensiva com a natureza, perdeu de vista esta
relação e encontrando-se, com o aperfeiçoamento da tecnologia e com um
orgulho desequilibrado, suas habilidades o levavam a ser aquilo que não
lhe era próprio. Nossa proposição dirigida nesses termos tem sua
concretude no que diz respeito ao uso indevido da engenhosidade do
homem, ou seja, ele usava disso para aprisionar e domesticar o que
desejava. Assim, até o presente momento, o homem se sentia pertencente
à natureza. Ele está na natureza, não acima ou abaixo, mas na natureza.
Do ponto de vista anterior ao da tecnologia, suas obras eram pequenas
para um desequilíbrio ecológico.
Mediante essa realidade somos convidados a pensar em outra mais
profunda, a saber, o homem não se conforma com sua evolução, criou armas
ou utensílios de pedra ou do bronze, encontrou a forma de fazer o fogo.
Ele dar passos. São nos passos dos homens que percebemos uma contradição
ao meio que pertence. Viola sua própria casa para se autocivilizar.
A natureza é um espaço criado para si, ou seja, sua finalidade é ela
mesma. Mediante essa realidade podemos ressaltar que o homem
apropriou-se desiquilibradamente desse espaço. Limitou-se a algo voltado
para os próprios interesses. A cidade tornou-se o único reduto de
responsabilidade humana.
Pertencendo a natureza o homem apesar de ser o mais engenhoso, em nenhum
momento pode agir com propriedade sobre algo que não lhe convém. Dizemos
assim, porque a natureza não se limita a algo, ela é universal. Nisso, a
ação humana acaba tomando outros rumos. Embora, essa argumentação seja
lógica, não podemos perder de vista que por mais limitado que seja o
homem, ele consegue destruir em partes o todo. Sabemos que a natureza é
ilimitada, porque ela, seguido seu processo normal, cumpre uma constante
mudança, um devir, ela se renova.
Porém, o homem sabendo de sua limitação age e suas ações se voltam para
si próprio. Nesta perspectiva podemos não concordar com a idéia de que o
limitado pode acabar com o ilimitado, mas este problema é compreendido
da seguinte forma: o limitado estando no ilimitado necessita do que
dispõe o ilimitado, por exemplo, a natureza é a casa do homem. Em uma
casa podemos encontrar o necessário para sobreviver. Destruindo a casa,
como viverá?
Então, o problema da ética voltado para a natureza consiste em pensar a
natureza como um mecanismo indestrutivo, mas que, devido à ação do
homem, ela acaba se deteriorando.
Em consequência disso, nos deparamos com uma ética que dizia respeito ao
relacionamento do homem com o homem. Pensavam só no bem que era para e
pelo homem. E nesse sentido, caracterizava-se como ética
antropocêntrica. Além disso, as causas dos efeitos do agir humano
advinham de imediato, por isso, não era necessário um planejamento em
longo prazo. As consequências em longo prazo ficavam a cargo do destino
dos homens. Tratava-se de uma ética do aqui e para o agora. Voltavam-se
apenas, para os fins que trouxessem o bem agir, ou seja, as máximas só
diziam respeito ou se encerravam no homem. Para eles, a ética não tinha
uma preocupação com o futuro, caso haja não está explicito. Voltava-se
para o homem como centro de tudo.
Essa linha de pensamento nos leva a perceber a quebra de paradigmas
éticos, ou seja, os filósofos práticos enxergaram a lacuna do bem agir
dos teóricos da ética tradicional e inauguraram um novo jeito de pensar
o bem coletivo. Antes, era virtuoso o homem que agisse bem em ralação a
outro homem. Agora é virtuoso quem, através das ações, pensa no bem do
agora e no bem das futuras gerações. É assim que podemos caracterizar as
dimensões da nova ética. Mas, por que devemos ter este pensamento? Isso
acontece porque, o homem detendo o poder sobre a natureza devido suas
desregradas ações, agora deve, acima de tudo, preservar por um bem que
não lhe pertence em particular, mas sim, um bem de todos. A natureza é
pensada como objeto de responsabilidade. Não é mais uma ética que
podemos colher os frutos apenas agora, mas colhemos agora e depois.
Quando falamos quebra de paradigmas nos referimos a um pensamento
reflexivo, racional em relação à tecnologia. Ela não pode prevalecer
sobre nossa natureza. Assim como diz Aristóteles nas primeiras linhas de
sua Metafísica “todos os homens, por natureza, tendem ao saber” (REALE,
2002). Não podemos, mediante esta tese, ser escravo de outra coisa a não
ser do saber que nos leva ao bem agir. Esse saber que aqui ressaltamos é
um saber que antes de tudo antecede qualquer agir nosso.
Todo domínio das relações com a natureza, por exemplo, a techne
era considerada neutra. Isso acontecia porque o uso do homem não era tão
nocivo ao meio ambiente. Com isso, quando se pensaram no agir bem,
levaram em consideração que a vocação do homem estava na esfera da
pólis, que constituía uma ética própria. A atuação sobre objetos não
humanos não formava um domínio eticamente significativo.
É assim que podemos dizer que a habilidade humana ultrapassou seus
limites, ou seja, a habilidade era usada para as necessidades próprias
do homem. O homem precisava dela para se manter ou desempenhar algumas
funções onde sobrevivia. Lavrava a terra para colher o que a natureza
não dispunha, ou se dispunha era distante ou inacessível. O homo faber
caracterizado pela tecnicidade triunfa o homo sapiens caracterizado pela
sua interiorização. Daquele que utilizava a natureza para se manter ao
homem que através da técnica compete, destrói. É assim, que
caracterizaremos o homo faber, alguém que produzindo produz algo a mais,
e sua produção sob suas ordens. O faber invadiu o espaço do sapiens.
Em nossa realidade percebemos que o nosso saber é um saber controlado.
Dizemos controlado porque a tecnologia o manipula. Manipulando não
agimos pelo saber e sim pela irracionalidade dos nossos instintos.
Mediante isso, Hans Jonas ao se referir ao nosso saber diz que devemos
ter autocontrole. Aqui tratamos de uma questão própria a todos, exercer
seus direitos e deveres para com o meio em que vive, ou seja, ao
planeta. A natureza compõe o todo, por isso, o homem deve ter um olhar
diferente para com o que lhe cerca. Essa consciência lhe leva a perceber
que a natureza deve ser vista de forma diferente da de como a viam.
O homem tem que ter um novo comportamento. O mundo não lhe pertencendo,
nem pertencendo aos homens da técnica, deve ser alvo de dever, ou seja,
o homem deve preservar aquilo que não é só seu. Não deve pensar em sua
geração, mas também, nas novas gerações que se encontram ameaçadas por
seus atos.
Com isso, o imperativo de Hans Jonas concretiza-se no que diz respeito a
permanecia a vida humana. É assim que poderíamos dizer que sua ética
denuncia e anuncia um imperativo. Denuncia quando se dirige as éticas
antigas mostrando o que faltou, e anuncia quando tira-nos a cegueira.
Sua ética voltasse para a vida, assim como as demais, preocupasse com a
vida. Mas, seu imperativo ressalta uma nova coisa, a saber, a existência
humana na terra.
A era tecnológica põe em risco a sobrevivência de outros seres aqui na
terra. Daí a importância de um homo sapiens que usa suas habilidades de
uma forma equilibrada. O homo faber tende a caminhar para ações
destrutivas. Ações destrutivas não são convenientes as futuras vidas. Se
não é conveniente logo não haverá como existir, no futuro, a vida. Como
sobreviverão? Não haverá mais sensibilidade, saúde, contato com as
coisas naturais... Em vez de homens, seremos robôs, máquinas. Só assim
poderá haver vida, sendo máquinas. Nada que o mundo ofereceu a gerações
passadas não poderá oferecer a gerações futuras por causa da ambição e
irresponsabilidade com a vida. Por onde caminharão as novas vidas? Por
lixo tecnológico? O que irão respirar? Não poderá haver vida sem um
sistema ecológico, sem uma casa para que os outros seres possam morar.
Caminhamos para a destruição da regeneração da natureza.
Nossos atos são muito importantes para a preservação da vida. Serão eles
os meios pelos quais poderá ou não existir vida.
Trazendo presente o ser, podemos, também, fazer uma compreensão do
dever, ou seja, o dever que proveio da realização do homem em ter
carregado consigo valores contrários a exigências, faz com que ele
assuma as exigências através da vontade. O princípio de responsabilidade
também tem seu viés ontológico. Pois, a construção deste comprometimento
é o reconhecimento da necessidade da vontade guiada pela razão como
forma de dever.
A presença do homem
no mundo era um dado primeiro e indiscutível de onde partia toda a idéia
de dever referente à conduta humana: agora, ela própria tornou-se um
objeto de dever – isto é, o dever de presença de meros candidatos a um
universo moral no mundo físico do futuro; isso significa, entre outras
coisas, conservar este mundo físico de modo que as condições para uma
tal presença permaneçam intactas; e isso significa proteger a sua
vulnerabilidade diante de uma ameaça dessas condições. (JONAS, 2006).
Para o filósofo o ser está junto do dever. Daí a importância do ser que,
se realiza a partir da vontade que existe dentro de si como uma
realização de si próprio. Ao falar acerca disso, não podemos perder de
vista que, quando o individuo age por aquilo que existe dentro de si,
ele não age com interesses, mas quando age pela obrigação, a ação se
encerra no interesse. Segundo Hans Jonas, assim como a natureza encontra
suas finalidades, nós devemos ter, também, este princípio como
concretização do nosso bem agir impulsionado por nossa força de existir
como finalidade da nossa vida, como auto-afirmação do ser, ou seja, o
ser não será outro, mas aquele que carrega valores fundamentais do ser,
e não do não-ser. Embora tenhamos em nós a negação do ser, temos que
notar que partindo deste pressuposto a vida caminha para sua extinção.
Caminha para a extinção quando partindo da negação do ser o homem afirma
o não ser.
Não devemos ter o imperativo dominador que leva a obrigação como forma
de dever, o que ocasionaria a destruição. As finalidades devem ser
voltadas ao bem. Para que isso aconteça é necessário que a nossa vontade
seja pautada na nossa relação direta com a natureza. Exercendo estas
finalidades, estamos auto-afirmando o ser. A questão que queremos
ressaltar diz respeito ao sim do ser. Quando falamos assim, não deixamos
de lado que o sim para o ser e o dever movimenta tudo o que constitui o
homem. Por isso, o homem detendo o poder sobre a natureza tem
responsabilidade por ela. É evidente que esta responsabilidade tão
lembrada por Hans Jonas é diferente do conceito que temos, ou seja,
difere da idéia de ter responsabilidade de varrer a casa, por exemplo.
Isso é obrigação. O conceito de responsabilidade para o filosofo está
entrelaçado a um dever que afirma o ser.
Hans Jonas critica as éticas tradicionais que só refletiam de forma
imediatista o aqui e o agora criando novos imperativos que outrora não
eram refletidos. A forma de expressar esta responsabilidade é o
sentimento de amor em relação ao meio ambiente. O ser é desvelado a
partir da ação concreta se suas finalidades.
Sempre existirá conflito entre o ser e o não-ser. Quando estamos no
estágio de não reflexão negamos o ser que se torna uma ameaça constante.
Mas, se afirmamos a vida e refletirmos estamos auto-afirmando o ser.
Homens e mulheres detêm o livre arbítrio, se for usado a favor da
natureza estaremos a caminho da afirmação do ser.
Então, algo que é valioso tem brilho e tudo que fazemos é para
afirmá-lo. É nisso, que deveríamos enxergar o bem, ou seja, o bem é a
finalidade de todas as ações. Sendo finalidade escolhemos tudo para
obtê-lo. Nessa perspectiva cabe-nos perceber que está no ser o bem.
Dizemos assim, porque a natureza é o coração do bem, da vida. O bem é
algo que vale a pena e não deve ser perdido, pois quando perdemos algo,
a nossa reação é de culpa. A significação está em nos perdemos na causa,
ou seja, deixarmos nossos caprichos de lado e permitirmos que o bem fale
mais alto. Na Grécia antiga, quem eram os homens virtuosos? Agora o
homem virtuoso é aquele que pensa no bem agora e no futuro. Não se trata
mais de uma idealização, mas um ato concreto e importante. É algo que
pede socorro de fora e consegue chegar até nosso ser pelos nossos
sentimentos.
A nova teoria ética não é apenas objetivista, mas é objetivista e
subjetivista. É objetiva porque está fundamentada na razão. Subjetiva
porque tem bases na emoção. É nesta visão que o bem agir engloba, agora,
a natureza.
CONSIDERAÇÕES FINAIS
O tema refletido nos levou a concluir que, a nova dimensão da
responsabilidade chegou na hora certa, ou seja, o homem tendo evoluído,
se encontra em frente a dois caminhos, saber, a vida (ser) e o da morte
(não ser). A habilidade do homem que era para suas necessidades, não tem
mais a mesma satisfação. Com isso, caminhamos para a negação do ser. Só
que, mediante nossa sensibilidade surge dentro de nós algo que
reviravolta nossas antigas opiniões. Trata-se de um dever ser. Para ser
é preciso assumir seu ser com dever. Não um dever confundido com
obrigação, mas um dever profundo que surge dentro de nos como algo que
nos é próprio. Poderíamos dizer que o ser humano, equilibradamente, lhe
da com o que a natureza oferece. Partindo desse pressuposto, afirmamos
nosso ser quando assumimos nosso dever.
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
ABBAGNANO, N.
Dicionário de filosofia. Tradução de Alfredo Bosi. 2 ed. São Paulo,
Martins fontes, 1998.
JONAS, Hans. O
princípio responsabilidade: ensaio de uma ética para a civilização
tecnológica. Tradução do original alemão Marine Lisboa, Luiz Barros
Montez. Rio de Janeiro: Contraponto PUC-RIO, 2006.
REALE, Giovanni.
Metafísica: ensaio introdutório, texto grego com tradução e comentário.
Tradução de Marcelo Perine. São Paulo: Loyola, 2002.
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