Madre Tereza participou de reuniões com reis,
presidentes e chefes de Estado do mundo inteiro. Eles compareciam usando coroas,
jóias e roupas de seda, enquanto Madre Tereza usava seu tradicional sári, preso
por um alfinete de segurança.
Certa vez, um nobre conversou com ela
a respeito de seu trabalho que ela
realizava junto à camada mais pobre da população de Calcutá.
Ele perguntou se ela não se sentia desanimada, ao ver tão pouco
sucesso em seu ministério. Madre Tereza respondeu:
- Não, eu não me sinto desanimada. Veja, Deus não me chamou para
um ministério de sucesso. Ele me chamou para um ministério de misericórdia.
E, nós, fomos chamados para fazermos o quê?
Iludimo-nos, quando pensamos que a nossa presença no mundo, não
faz a menor diferença. Ao contrário, reconheçamos que não estamos aqui a
passeio. Precisamos encontrar o nosso ministério e
tomar posse. Assumirmos o compromisso para o qual nos propomos ao
decidirmos retornar a terra.
Por vezes, podemos estar sozinhos, confusos, sem apoio, mas se
compreendermos a nossa razão pessoal para tudo, então saberemos o verdadeiro
valor do nosso ministério.
É importante não sermos exageradamente exigentes com a nossa
performance durante a caminhada. É certo, pois que toda impotência vem da
superexigência. E, se lembrarmos de Madre Tereza, perceberemos que a grande
exigência que ela fazia, era seguir a voz que vinha do seu coração. Sem a menor
arrogância, ela seguia em frente, dando os passos conforme podia.
E nós?
Ás vezes, nem caminhamos, rastejamos.
Ás vezes corremos sem rumo e cansamos.
Ás vezes simplesmente, nada fazemos por nós mesmos. Imagine,
então, fazer algo para melhorar o universo?
E nós? E eu?
Até quando, na minha arrogância, serei capaz de esperar que
alguém, gentilmente, se ofereça para CRIAR o meu MINISTÉRIO?
Pense nisso...