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Estamos no séc.
XXI, em
2008. A força
da mulher
se consolida. Enfrentamos alguns
obstáculos,
mas
nada
que se
compare ao passado.
Acompanhe, a seguir,
o massacre
emocional instituído
por
três respeitados
pensadores
sobre as
mulheres.
Lutero,
um
famoso
teólogo
alemão,
reformador e
protestante
que influenciava a
mente das
pessoas no
século XVI, afirmava:
- “O pior adorno que
uma mulher pode querer usar é ser sábia”.
Já no séc. IV a.C.,
Aristóteles, filósofo grego, um respeitado guia intelectual de Alexandre, o
Grande, afirmava:
-“A natureza só faz
mulheres quando não pode fazer homens. A mulher é, portanto, um homem inferior.”
No século XVI, o Rei
da Inglaterra e chefe da Igreja Anglicana, Henrique VII, afirmava:
- “As crianças, os
idiotas, os lunáticos e as mulheres não podem e não têm capacidade para efetuar
negócios.”
O tempo passou e
vivemos uma outra era. A dinâmica atual sugere mulheres livres, atuantes,
empenhadas, escrevendo uma nova história.
Os pensadores atuais
são unânimes em aplaudir a força e capacidade da mulher mundial. Atualmente, o
valor da mulher é reconhecido, porém, pergunto-me, por que o índice de mulheres
deprimidas, ansiosas e emocionalmente estressadas é tão acentuado?
Estamos livres, mas
presas aos nossos estados fóbicos.
Estamos lindas, mas
feias para nós mesmas.
Somos amadas, mas nos
rejeitamos.
Desenvolvemos
inúmeras capacidades, mas parece que nos falta a paz.
Administramos
agendas, mas boicotamos nossas emoções.
Controlamos grandes
negócios, contudo maior é nossa tristeza.
Somos confiantes nas
estratégias profissionais, mas inseguras quanto à vida pessoal.
Conquistamos o
reconhecimento, mas sentimo-nos vazias.
Por que vivemos essa
dualidade?
Talvez, porque,
apesar dos tempos serem outros, ainda guardamos, inconscientemente, memórias
emocionais daquela época. Através da memória coletiva ou da memória individual.
Quando nossa memória
fica presa ao passado, temos a sensação da dualidade. Sabemos quem somos, o que
fazemos e qual nossa missão. Porém, involuntariamente, sentimos que algo nos
prende. Questionamos, inclusive, nossa liberdade. Aprisionamo-nos em culpa e
medo. Sufocamos. Entretanto, inacreditavelmente, a vida nos convida a seguir. E,
seguimos, mas muitas vezes, espiamos a nossa volta, à procura da energia pesada
que tem o poder de nos deprimir.
Mulheres, nossa luta
é de séculos, nossa missão é desenvolver a auto-estima coletiva. Os tempos já
foram muito difíceis. Sugiro que todas nós, cada uma, no seu momento, solte a
energia proveniente de crenças negativas em relação a nossa condição de mulher.
Precisamos, juntas, criar um inconsciente coletivo livre. Só assim, aos poucos,
seremos, individualmente, mais tranqüilas.
A liberdade, muitas
vezes, é conquistada após muitos séculos, portanto, valorizemos o que já foi
feito e sejamos felizes! |