Clamamos muitas vezes por justiça,
ética e honestidade.
Nos horrorizamos diante de fatos e
comportamentos de pessoas que ferem a nossa consciência,
e que é determinada pela noção de honestidade e ética
que dizemos que temos. Apenas verbalizamos a nossa não
concordância. Condenamos com palavras!
Mas muitas vezes, de acordo com a
nossa conveniência egoísta, esta noção varia, e fica
apenas nisso mesmo: em uma fala, em uma não concordância
meramente verbal. Dificilmente em nossos comportamentos.
Tantas vezes ficamos surpresos
diante da falta de ética de algumas pessoas. Nos
revoltamos e levantamos ardorosamente a bandeira da
necessidade de se fazer cumprir a justiça diante de
crimes que tomamos conhecimento.
Queremos justiça! No entanto, ficam
no ar sempre algumas dúvidas: qual a noção de justiça,
honestidade e ética tem guiado nossas vidas? Quem deve
ser justo, ético? Quando? Ser justo e ético
incondicionalmente? Ou depende?
Depende de que? Ou de quem?
Na nossa sociedade, a todo o
momento fica claro que para estas questões, sempre
existe uma diferença, uma enorme distância, entre o que
é se falar, se cobrar e se desejar a justiça, a
honestidade e a ética, e a outra parte, que é viver a
própria vida dentro da justiça, guiada por
comportamentos honestos e éticos.
Falamos e cobramos honestidade, mas
ao que parece, em várias situações, esta é uma cobrança
puramente verbal, ou quase sempre direcionada para o
exterior, para as outras pessoas, pois quando se trata
da própria vida...
Bom, a história é outra! Depende!
Da nossa conveniência!
Será que temos sido constantemente
honestos nas nossas atitudes? Será que nos preocupamos
em ser éticos nos nossos relacionamentos, sejam eles
pessoais ou profissionais?
Não, claro que não! Quantas vezes
se mente, se comete atos de injustiça prejudicando
alguém, por exemplo, por ser mais conveniente, ou
vantajoso e lucrativo? Para quem?
Quantas vezes, usando do que chamam
de esperteza nos negócios, muitas pessoas consideradas
aparentemente sérias, honestas, trabalhadoras e
respeitadas, armam esquemas
inescrupulosos, para levarem vantagem e prejudicam o
outro?
Usar do poder e de uma melhor
condição financeira, para humilhar e desrespeitar
alguém, é ser honesto? É se comportar com ética? Bom,
nestes casos, não dá para dizer que depende!