.ISSN 1678-8419  

Revista Partes - Ano V - 19/06/2006 18:22:29 

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 Reflexão

Quanto pior, melhor!
Por Maria Aparecida Francisquini

Parece que algumas pessoas vieram para este mundo com a função específica de dificultar as coisas. Para elas prevalece a idéia do quanto pior, melhor. Se ocupam em estragar tudo, colaborando com afinco para piorar as coisas, tentando provar para outras pessoas de que tudo é péssimo, que nada dá certo, mesmo quando a realidade mostra o contrário.

São pessoas condicionadas para destruir, desestabilizar, apontar defeitos, nem que sejam inventados. Mostram-se incapazes de conviver com o sucesso alheio e partem para o ataque, levantando suspeitas sobre quem querem destruir, não medindo as conseqüências de seus atos. Vale qualquer artifício, mesmo os mais sórdidos, desde que isso contribua para atingir o alvo, a pessoa que deseja destruir. A inveja as transforma em monstros travestidos de seres humanos. Não importa a que custo!

Quando direcionam seu ódio e despeito, simplesmente embarcam em qualquer proposta malévola. São capazes de criar as mais absurdas estratégias para atingir o foco de seu ódio. A missão de vida é denegrir aqueles que elegem como inimigos ou adversários, passando a agir freneticamente, até mesmo de forma caricata, perdendo a noção do ridículo, o senso ético. Não raro acabam sendo motivo de chacota, pois, proporcional ao ódio que destilam, mostram-se frágeis e, invariavelmente, são desmascarados, passando por situação vexatórias, que ao invés de influenciar para que abandonem este comportamento negativo, acabam amplificando a usina de rancor que instalaram dentro de si.

Nunca elogiam, porque são incapazes de sentimentos nobres. Tentam ganhar credibilidade e admiração, não por méritos seus (talvez por terem plena consciência que não existem), mas sempre apontando (muitas vezes de maneira mentirosa e inescrupulosa) as falhas dos outros. Nos meios políticos, há grande concentração deste tipo. Em ano de eleição, se multiplicam. De uma hora para outra, como num passe de mágica, aparecem milhares delas. Sempre se apresentam como oposição. Com freqüência aparecem na imprensa com acusações bombásticas, fazendo declarações, na imensa maioria das vezes inverídicas.

Classificam-se como defensores do povo, mas sua plataforma política é construída na mentira, no jogo sujo, na desagregação, criando mal estar e insegurança nas pessoas comprometidas com o bem da população, preocupadas com o destino do dinheiro público e empenhadas em fiscalizar a qualidade dos serviços. Sempre demonstram que, para elas, quanto pior, melhor! Interessante, é que muitos deles já estiveram do outro lado, fizeram parte de administrações passadas, e naquela ocasião, não demonstraram preocupação alguma. Nunca fiscalizaram nada, nem mesmo quando foram feitas denúncias comprovadamente verdadeiras a respeito do mau uso do dinheiro público. Responsabilidade, honestidade, ética e comprometimento com o bem comum, são características inerentes do caráter e da personalidade. Elas não podem de maneira alguma, oscilarem por conveniência, dependendo do lado em que estão, ou dos objetivos que querem alcançar! Neste ano de eleição, convém ficarmos atentos e precavidos!

Maria Aparecida Francisquini é psicóloga.
mafrancisquini@navinet.com.br



 

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