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Acredito
que todos concordam comigo, que pelos próprios fantasmas internos que
insistimos em carregar pela vida afora, na maioria das vezes é extremamente
difícil para um grande número de pessoas, concretizarem a necessidade de
mudança.
Mas sabemos também que em algumas situações, o mais saudável, é
realizarmos as mudanças que se fazem necessárias, mesmo que para isso,
tenhamos que nos esforçar muito.
Por outro lado, existe um número cada vez mais crescente de pessoas que
apresentam uma imensa dificuldade e quase intransponível resistência, diante
da possibilidade e até mesmo da necessidade de mudar. Esta dificuldade se
faz presente nas mais variadas situações, e a resistência aparece de
inúmeras formas: algumas quase imperceptíveis, e outras, incrivelmente
claras.
Muitas vezes, por exemplo, a pessoa se recusa a concretizar uma mudança,
e viver melhor, pelo simples e aparentemente estranho hábito que adquire, de
sempre se apresentar insatisfeita, como se a insatisfação demonstrada
exteriormente significasse na verdade, por mais descabido que nos possa
parecer, uma plena satisfação interior. Ou seja, o “estar insatisfeito” se
enraíza no dia a dia destas pessoas de tal forma, que passa a fazer parte
delas.
Este tipo de situação é facilmente perceptível em pessoas que se
posicionam na vida sempre como vítimas, “coitadas”, necessitadas de serem
amparadas e merecedoras de serem ajudadas pelo outro. Ou melhor ainda, por
todos os que se relacionam com ela.
Costumam gastar uma energia imensa, para sempre permanecerem no centro
das atenções. Aliás, para ser mais exata, como centro das preocupações.
É muito fácil identificar estas pessoas, pois constantemente relatam com
riquezas de detalhes incontestáveis, motivos completamente justificáveis
para estarem reclamando de alguma situação ou de alguém.
É um comportamento característico de pessoas com baixa auto estima, pois
desenvolvem a necessidade de sempre apresentarem problemas na vida, como se
acreditassem que só assim conseguirão ter atenção e aceitação das pessoas
que as rodeiam.
É interessante constatar também, que estes “coitados” nunca nem ao menos
tentam se fazerem gostados e aceitos por qualidades ou capacidades que
possam ter, pois chegam a ponto de camuflar e até mesmo anular estas
qualidades, tamanho o hábito que adquirem de sempre serem vítimas. Coitados!
Assim, passam a vida inteira sempre se envolvendo em situações
problemáticas, ou seja, constantemente tendo motivos aparentemente
aceitáveis para reclamarem. Aliás, ao que parece, é justamente isso que lhes
proporciona imenso prazer, ou seja, reclamar, reclamar...
Dificilmente conseguem assumir as rédeas do seu destino, pois, “coitadas”
sempre são “vítimas” de alguma “injustiça”, e é lógico que sempre provocada
por alguém.
Nunca conseguem assumir responsabilidade pelas intempéries das quais se
sentem vítimas, não fazem nada para resolver os seus problemas, já que isto
foge a sua vontade e capacidade.
Vai aí uma dica para essas pessoas: ser admirado é muito mais agradável do
que ser coitado! Que tal extinguir o hábito de reclamar e tomar a decisão de
resolver?
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