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ISSN 1678-8419         última atualização em: quinta-feira, 12 de junho de 2008 23:58:21                                               

 
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Reflexão

Maria, a Missionária do Pai

Maria de Fátima Gomes Medeiros*

publicado em 13/06/2008

 

 Mês de maio, em que comemoramos “Maria, a mãe de Jesus”, a igreja católica se enche de graças para junto a ela louvar e agradecer a Deus as suas bênçãos, e, portanto, ser tempo de dizer e fazer ações divinas, cumprir promessas não somente porque é “maio”, porque está em dívida com Maria, Virgem Mãe de Deus, mas, para ser um bom samaritano.

As obras de Deus são divinas, pois há muito..., vem sendo derramadas sobre o seu povo. Estamos na hora de agradecer todas as graças e todos os sofrimentos, mesmo aqueles que nos deixa triste, sem fé, desacreditado com o coração fragilizado e/ou repleto de alegrias com momentos felizes e enche-se de esperança, como o nome de Maria em hebraico que significa: “Senhora, Esperança”.

Na sabedoria, na simplicidade e humildade de cada cristão louvar a Deus com as palavras de Maria, mãe de Jesus: “Eis aqui a serva do Senhor, faça-se em Mim segundo a tua palavra”, é dizer “sim” a Deus, estou pronto para lhe servir, e fazer como Maria, acreditar sem perder as esperanças, pois, Deus é Pai, é Luz, é Amor, está conosco até o Fim.

Falar da Santíssima Virgem, que nos montes de Fátima-Portugal, apareceu aos três pastorinhos revelando os tesouros das graças que podemos alcançar através da oração do Santo Rosário é grandioso, pois, sinto-me na responsabilidade de manifestar à ternura de vosso Imaculado Coração trazendo mensagens de oração, de fé e de paz as todas as famílias.

E, dizer-lhe que quando o sol da madrugada acorda as criaturas para um novo dia, quando o berço antes vazio se enche do choro de criança, quando na fome encontramos o pão e na sede a água saltitando por entre rochas, sensibilizados com tanta ternura, louvamos e agradecemos a Deus!

“Sois grande, Senhor, e infinitamente digno de ser louvado!” (Sl 95,4).

É maio, mês de Maria. Com ela queremos perseverar na oração e pedir a seu Filho que nos renove sempre com seu Espírito vivificante e santificador. O Espírito Santo é o protagonista de toda missão, de toda ação evangelizadora e um dos dons que nos dá é o da piedade.

Ser piedoso não significa viver já em “outro mundo”. É aqui onde pisamos e nos movemos que o Espírito de Deus fará acontecer em nós as suas graças. O devoto sabe por onde anda e primeiramente volta-se aos valores nos quais acredita e busca impulsionado pela fé, que é dom do Espírito. A devoção Mariana é segura quando aprendemos dela a mudar de vida. Contemplar Maria toda bela, cercada de virtudes e dons não basta. É preciso imitá-la, concretizar suas ações em nossas vidas.

A devoção a Virgem Maria deve provocar em nossos corações e em nossas ações atitudes exteriores que revelem Deus ao próximo. Pois buscamos a proteção e as graças em Nossa Senhora, não porque queremos agradar ao Senhor, mas, como ela falou: “Fazei tudo o que Ele vos disser” (Jo 2,5).

Hoje devemos dedicar mais o nosso tempo às coisas de Deus, com coração e zelo. É preciso aprender, na “escola” da Mãe de Jesus, a sermos discípulos e missionários, com o coração centrado em Jesus Cristo. Maria, a Mãe de Jesus sabe muito bem e é exemplo de como cuidar das coisas do Senhor; ela aprendeu do próprio Filho. “Não sabíeis que devo ocupar-me das coisas do meu Pai?” (Lc 2, 49). Nossa Senhora era devota das coisas do Pai porque seu coração repousava em Deus, seu pensamento, ação e louvor foram primeiramente voltados a Deus. Tendo sido consagrada ao Senhor, torna-se toda Bela e por isso encontramos nela o Rosto de Deus.

Que Maria, Mãe de Jesus, a Virgem de Fátima, que celebramos com carinho e amor sua aparição, nos guie em nossa caminhada de discípulos e missionários de Cristo, Caminho, Verdade e Vida e revelemos a todos os homens que “Deus é Amor”.

Quando, nas tribulações da vida, no caminho do sofrimento e da cruz, conseguimos de fato encontrar Deus, atingimos o ápice da existência humana, o êxtase de uma plena e infinita consolação.

“Deus... é um Deus de amor e de consolação, é um Deus que enche a alma e o coração daqueles que Ele possui; e lhes faz sentir interiormente a misericórdia infinita” (Pascal).

Nessa experiência de amor e consolação, quem primeiro sente é Deus, derramado em nós e no universo. E a linguagem primeira que aprendemos a balbuciar, sem ensinamentos, é a prece: “Senhor, que és o céu e a terra, que és a vida e a morte, protege-me e ampara-me”. Precisamos chamar o povo sem medo e sem vergonha de dizer que somos cristãos católicos e que precisamos orar e agradecer a Deus por todos nós. E seguirmos os passos de MARIA, A MISSIONÁRIA DO PAI.

 

* Professora da rede de ensino público do Rio Grande do Norte.

 
  

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::sobre o autor::

Maria de Fátima Gomes Medeiros é pedagoga, Mestranda em Educação pelo PPGEd-UFRN. Professora Especialista da rede pública da cidade de Caicó/RN

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