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Mês
de maio, em que comemoramos “Maria, a mãe de Jesus”, a igreja católica
se enche de graças para junto a ela louvar e agradecer a Deus as suas
bênçãos, e, portanto, ser tempo de dizer e fazer ações divinas, cumprir
promessas não somente porque é “maio”, porque está em dívida com Maria,
Virgem Mãe de Deus, mas, para ser um bom samaritano.
As obras de Deus são divinas, pois há muito..., vem sendo derramadas
sobre o seu povo. Estamos na hora de agradecer todas as graças e todos
os sofrimentos, mesmo aqueles que nos deixa triste, sem fé,
desacreditado com o coração fragilizado e/ou repleto de alegrias com
momentos felizes e enche-se de esperança, como o nome de Maria em
hebraico que significa: “Senhora, Esperança”.
Na sabedoria, na simplicidade e humildade de cada cristão louvar a Deus
com as palavras de Maria, mãe de Jesus: “Eis aqui a serva do Senhor,
faça-se em Mim segundo a tua palavra”, é dizer “sim” a Deus, estou
pronto para lhe servir, e fazer como Maria, acreditar sem perder as
esperanças, pois, Deus é Pai, é Luz, é Amor, está conosco até o Fim.
Falar da Santíssima Virgem, que nos montes de Fátima-Portugal, apareceu
aos três pastorinhos revelando os tesouros das graças que podemos
alcançar através da oração do Santo Rosário é grandioso, pois, sinto-me
na responsabilidade de manifestar à ternura de vosso Imaculado Coração
trazendo mensagens de oração, de fé e de paz as todas as famílias.
E, dizer-lhe que quando o sol da madrugada acorda as criaturas para um
novo dia, quando o berço antes vazio se enche do choro de criança,
quando na fome encontramos o pão e na sede a água saltitando por entre
rochas, sensibilizados com tanta ternura, louvamos e agradecemos a Deus!
“Sois grande, Senhor, e infinitamente digno de ser louvado!” (Sl 95,4).
É maio, mês de Maria. Com ela queremos perseverar na oração e pedir a
seu Filho que nos renove sempre com seu Espírito vivificante e
santificador. O Espírito Santo é o protagonista de toda missão, de toda
ação evangelizadora e um dos dons que nos dá é o da piedade.
Ser piedoso não significa viver já em “outro mundo”. É aqui onde pisamos
e nos movemos que o Espírito de Deus fará acontecer em nós as suas
graças. O devoto sabe por onde anda e primeiramente volta-se aos valores
nos quais acredita e busca impulsionado pela fé, que é dom do Espírito.
A devoção Mariana é segura quando aprendemos dela a mudar de vida.
Contemplar Maria toda bela, cercada de virtudes e dons não basta. É
preciso imitá-la, concretizar suas ações em nossas vidas.
A devoção a Virgem Maria deve provocar em nossos corações e em nossas
ações atitudes exteriores que revelem Deus ao próximo. Pois buscamos a
proteção e as graças em Nossa Senhora, não porque queremos agradar ao
Senhor, mas, como ela falou: “Fazei tudo o que Ele vos disser” (Jo 2,5).
Hoje devemos dedicar mais o nosso tempo às coisas de Deus, com coração e
zelo. É preciso aprender, na “escola” da Mãe de Jesus, a sermos
discípulos e missionários, com o coração centrado em Jesus Cristo.
Maria, a Mãe de Jesus sabe muito bem e é exemplo de como cuidar das
coisas do Senhor; ela aprendeu do próprio Filho. “Não sabíeis que devo
ocupar-me das coisas do meu Pai?” (Lc 2, 49). Nossa Senhora era devota
das coisas do Pai porque seu coração repousava em Deus, seu pensamento,
ação e louvor foram primeiramente voltados a Deus. Tendo sido consagrada
ao Senhor, torna-se toda Bela e por isso encontramos nela o Rosto de
Deus.
Que Maria, Mãe de Jesus, a Virgem de Fátima, que celebramos com carinho
e amor sua aparição, nos guie em nossa caminhada de discípulos e
missionários de Cristo, Caminho, Verdade e Vida e revelemos a todos os
homens que “Deus é Amor”.
Quando, nas tribulações da vida, no caminho do sofrimento e da cruz,
conseguimos de fato encontrar Deus, atingimos o ápice da existência
humana, o êxtase de uma plena e infinita consolação.
“Deus... é um Deus de amor e de consolação, é um Deus que enche a alma e
o coração daqueles que Ele possui; e lhes faz sentir interiormente a
misericórdia infinita” (Pascal).
Nessa experiência de amor e consolação, quem primeiro sente é Deus,
derramado em nós e no universo. E a linguagem primeira que aprendemos a
balbuciar, sem ensinamentos, é a prece: “Senhor, que és o céu e a terra,
que és a vida e a morte, protege-me e ampara-me”. Precisamos chamar o
povo sem medo e sem vergonha de dizer que somos cristãos católicos e que
precisamos orar e agradecer a Deus por todos nós. E seguirmos os passos
de MARIA, A MISSIONÁRIA DO PAI.
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