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ISSN 1678-8419         última atualização em: terça-feira, 05 de julho de 2011 23:03:53                                               
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REFLEXÃO
Método da Observação: reflexões acerca de seu uso e formas de aplicação

Joélcio Gonçalves Soares, Tiaro Katu Pereira, Wolliver Anderson Dias

publicado em 05/07/2011

 

 

Joélcio Gonçalves Soares1

Tiaro Katu Pereira2

Wolliver Anderson Dias3


 

Resumo: O presente artigo tem o intuito de apresentar as formas de aplicação do método da observação, assim como, uma reflexão, no que concerne ao seu uso em pesquisas, seus pontos positivos e negativos, e alguns cuidados que devem ser tomados, quando da sua aplicação em pesquisas de caráter científico. O estudo foi construído com base em pesquisa bibliográfica, e também, em experiências empíricas dos autores, fatos vivenciados em pesquisas já realizadas pelos mesmos, usando do presente método.

Palavras-chave: Métodos, pesquisa científica, método da observação, formas de aplicação e uso.

Abstract: This article aims to present the forms of the method of observation, as well as a reflection, in regard to its use in research, their strengths and weaknesses, and some care should be taken when its application in a scientific research. The study was based on a literature, and also on empirical experiences of the authors, events experienced in previous studies by they selves, using this method.

Keywords: Methods, scientific research, observation method, ways of implementation and use.

INTRODUÇÃO

Toda ação parte da premissa da busca por algo, por um objetivo, um fim, da resposta a uma inquietação, da resposta a um problema, o qual sabemos que existe, contudo pode-se em determinadas situações não saber quais suas origem e suas causas. Para chegar às respostas sobre determinada inquietação, há necessidade de uma série de trabalhos, que devem estar ordenados e divididos de forma a criar diretrizes a seguir, com vistas ao desenvolvimento de determinadas ações e chegar ao objetivo. Está ação ordenada, pode ou deve estar calcada em um método.

No passar dos dias as pessoas utilizam-se de métodos, em várias ações particulares de suas vidas, são métodos até inconscientes, aos quais seguem e assim chegam a algo que buscavam. Como por exemplo, ao sair de casa a pessoa pensa nas condições climáticas, vai verificar se está chovendo logo há na mente uma resposta, se está chovendo, a resposta se transforma em uma necessidade, que leva a uma ação, no caso de pegar o guarda-chuva. Se está no transito, ao chegar a um cruzamento, a pessoa observa que o sinal fecha, logo surge uma necessidade, a de que deve parar, e assim a ação de frear o carro. Como já dito, não deixa de ser um método, pois leva o ser a partir de uma inquietação (de saber se esta chovendo ou não, se o sinal vai fechar ou não), a fazer uma pergunta a si mesmo, em seu inconsciente, e assim a partir de seus sentidos, logo tendo a resposta, efetuar uma ação, chegando ao objetivo inicial, o de sair de sua casa sem se molhar, ou de cruzar o cruzamento sem perigo, no momento adequado.

Contudo, tanto estes métodos quanto as ações derivam de conhecimentos empíricos, baseado no senso comum, sendo assim não tem caráter científico. Notar-se-á este caráter, ao se tratar de ciência e pesquisa, tendo em vista a geração de conhecimentos científicos, sendo assim exigem métodos da mesma tipologia, ou seja, os métodos científicos.

Estes métodos, para Gil (2007) podem ser divididos em dois grupos:

1) Métodos que proporcionam as bases lógicas da investigação: dedutivo, indutivo, hipotético-dedutivo, dialético e fenomenológico; e

2) Métodos que indicam os meios técnicos da investigação: experimental, observacional, comparativo, estatístico, clínico e monográfico.

Dentre estes métodos científicos encontra-se no segundo grupo o método da observação, do qual trata este trabalho, e que normalmente é usado também por outros métodos científicos de forma agregada, tendo em vista que “a observação é a base de toda investigação no campo social”, e que “[...] é imprescindível em qualquer processo de pesquisa científica”, e ainda “ela tanto pode conjugar-se a outras técnicas de coleta de dados como pode ser empregada de forma independente e/ou exclusiva” (RICARDSOM 1999, p. 259).

De todo forma, tendo como objetivo apresentar considerações mais aprofundadas sobre o método da observação, por sua relevância e seu uso enquanto meio de construção de conhecimentos de forma ordenada, e desta feita, em contrapartida, a produção da própria ciência, apresenta-se este trabalho.

FORMAS DE USO E APLICAÇÃO DO MÉTODO DA OBSERVAÇÃO

O ato de observar sempre deriva de um objetivo, sempre há algo que leva o ser humano a olhar as coisas, e assim torná-las parte de sua vivência, torná-las conhecidas para reconhecê-las e poder comparar as coisas umas com as outras. Se um objeto se difere de outro, é por que conhecemos um objeto por meio de nossos sentidos, e ao mesmo tempo ao compará-lo com outro observamos as diferenças, sentimos estas e colocamos nosso ponto de vista acerca do que se difere. Os dois processos dependem da observação, assim como a inferência final. A observação leva o ser humano ao mundo, e com ela traz ele para si, por meio de seu olhar atento aos detalhes, de tudo que por algum motivo tomou como objeto à ser observado.

A observação pode assumir várias formas e é, ao mesmo tempo, a mais antiga e a mais moderna das técnicas de pesquisa. Inclui as experiências mais casuais, não controladas, até os registros mais exatos por meio de um filme ou experiência de laboratório. Contudo há de se “ter cuidado, pois todos os seres humanos notam algumas coisas e não vêem outras”. De toda forma “a ciência começa com a observação e deve no fim voltar à observação para uma validação final”, para concluir e reavaliar se os dados explicitados estão de acordo com a realidade do fenômeno estudado (GOODE e HATT 1973, p. 155).

No entanto a observação como técnica de pesquisa não é a contemplação beata e passiva, não é também um simples olhar atento. É essencialmente um olhar ativo e sustentado por uma questão e por uma hipótese cujo papel essencial deve ser reconhecido sempre (LAVILLE e DIONNE 1999, p. 176).

Gil (2006, p. 34) ao se referir ao método da observação, dispõe que este é um dos mais utilizados nas ciências sociais, o qual apresenta alguns aspectos curiosos, e que por outro lado pode ser considerado o mais primitivo, e conseqüentemente o mais impreciso, mas por outro lado pode ser visto como um dos mais modernos, por ser o que possibilita o mais alto grau de precisão nas ciências sociais.

Há investigações em ciências sociais que se valem somente do método observacional. Outras utilizam-no em conjunto com outros métodos. “E pode-se afirmar com muita segurança que qualquer investigação em ciências sociais deve valer-se, em mais de um momento, de procedimentos observacionais” (GIL 2006, p. 34).

Esta observação, que se refere ao método, diz respeito ao uso em geral dos sentidos ou a atividade mental com o objetivo de descobrir e entender a regularidades e as relações existentes entre os fenômenos. Não se utiliza somente do olhar criterioso, mas também dos outros sentidos a fim de entender a realidade, o motivo da existência de determinado fenômeno.

No que concerne ao método da observação e suas subdivisões, Vasconcelos (1977, p. 21) aponta que pode ser:

- Observação simples, na qual procura-se entender as regularidades, relação que os fenômenos guardam entre si, independente de ordem ou sistema. É a observação do leigo, que ordinariamente, costuma fazer em qualquer situação.

- Observação sistemática ou controlada, na qual o cientista ordena e sistematiza a observação colocando de um lado o que é constante e de outro o que é variável para entender o que se passa no domínio dos fatos. Quando os sentidos não dão conta, lança mão de instrumentos e meios capazes de aumentar seu poder de percepção, no caso, um sistema de atividades para compreender os fatos.

Para complementar a visão de Vasconcelos sobre a observação sistemática, pode-se colocar as considerações de Richardsom, o qual aponta que está forma de observação sugere uma estrutura determinada onde serão anotados os fatos ocorridos e a sua freqüência. Complementa ainda que só será possível realizar a observação sistemática, quando tiver algum conhecimento prévio do problema, “pois só assim será possível estabelecer categorias em função das quais se deseja analisar uma situação” (1999, p. 261).

Outro fator a ser considerado no que diz respeito aos tipos de observação, é que na simples, citada por Vasconcelos (1977) entendida como observação espontânea por Nogueira (1968 pp. 82-84) e por observação pouco ou não estruturada para Laville e Dionne (1999, p. 178), é que esta é casual e esporádica e não possui um objetivo determinado; o sujeito vê as coisas a seu modo de acordo com suas concepções e suas visões de mundo; ele não busca sistematizar e separar os aspectos do que foi observado; o observador é atraído pelo pitoresco, no caso pelo que mais chama a sua atenção; assim como não há registro do que é observado em anotações, impossibilitando de evocar os fatos em seus detalhes. Mais um ponto colocado por Nogueira (1968) é que na observação espontânea, ao contrário do que ocorre com a sistemática, não há “[...] uma delimitação precisa no campo da investigação, tanto no tempo como no espaço”, ou seja, mais uma vez pressupõe o caráter indolente da observação espontânea.

O fato de se atentar para o recorte espacial e temporal é indispensável, pois há fenômenos que ocorrem em determinadas épocas e espaços, sendo assim, o observador que está atento ao que vai observar, contudo, não possui algum embasamento sobre o fenômeno corre o risco de fazer uma pseudo-pesquisa, a qual vai inferir resultados da mesma tipologia, no caso, resultados falsos.

Porém, este ato de observar sem definição do objeto a ser observado, pode se apresentar de forma positiva no que diz respeito a ao surgimento de novas idéias e objetos de estudo.

Contudo os problemas citados sobre a observação espontânea, são menos freqüentes na observação sistemática, pois nesta o observador fica mais atento ao todo que concentra o fenômeno, não se deixa levar pelos aspectos mais chamativos, é o que Nogueira (1968 p. 88) vai denominar enquanto senso sociológico, ou seja,

é adquirir a capacidade de perceber o que é rotineiro, o que é usual, enfim, aquilo que a maioria deixa passar despercebido, quer por se ter tornado monótono e habitual, quer por se haver relegado para a esfera das observações que se costumam deixar subentendidas, implícitas, como assuntos de indiscutível senso comum.

É dizer que para a autora, a observação sistemática vai em busca não do natural para o observador espontâneo, do que lhe constitui o senso comum, mas sim objetiva romper com este senso, e assim levantar o que é diferenciado, explicar o fenômeno, para criar o conhecimento científico, que vai se opor a noção comum da sociedade, pois aponta para o que é visto a partir de sua essência e não por sua aparência, pelo que é em si, e não somente pela sua representação comum. Quando se trata de uma investigação de caráter científico, “o pitoresco o excepcional, o raro [...] deve ser utilizado principalmente para dar relevo ao ordinário, ao comum, para efeito de comparação e de explicação de casos divergentes e contrastantes” (NOGUEIRA 1968, p. 88).

Ao falar sobre as formas de aplicação do método da observação, Paiva (1975, p. 232) coloca ainda mais uma subdivisão, a observação assistemática, onde o observador se torna em termos parte do grupo, e desta forma acaba por não tomar nota do que é observado, enquanto está com o grupo, para não causar estranheza a este. Já Richardsom (1999, p. 261) ao tratar da observação assistemática considera que

está indica que a tarefa de observar será mais livre, sem fichas ou listas de registro, embora tenha de cumprir as recomendações do plano de observação que deve estar determinado pelos objetivos da pesquisa. Tal observação é utilizada nos estudos exploratórios.

Pode-se denominar esta também enquanto sistemática participante, pois ela possui toda uma seqüência e coerência de trabalho, contudo, o indivíduo faz parte do grupo.

Dentro das formas de observação citadas nota-se o caráter do observador enquanto participante ou não participante. Cabe assim explicitar o que se entende por cada denominação.

Enquanto participante o observador não é apenas um espectador do fato que está sendo estudado, pois ele se coloca na posição e ao nível dos outros elementos humanos que compõe o fenômeno observado, ele passa a ser parte e ao mesmo tempo quem observa e vive determinado fenômeno (RICHARDSOM, 1999, p. 261). Diz respeito à observação assistemática citada por Paiva (1975).

No que concerne a não participante “[...] o investigador não toma parte nos conhecimentos objeto de estudo como se fosse um membro do grupo, mas apenas atua como espectador atento”, ou seja, o observador não é parte integrante do grupo, ao contrário da participante, aqui ele não convive com os fenômenos, mas está a observar grupo. “Baseado nos seus objetivos da pesquisa e por meio de seu roteiro de observação ele procura ver e registrar o máximo de ocorrências que interessa ao seu trabalho” (RICHARDSOM, 1999 p. 260).

É importante levar a cabo que o método da observação se configura enquanto forma de investigação tanto quantitativa quanto qualitativa, o que vai determinar isso é o foco da pesquisa, e seus desdobramentos, se vai se qualificar algo por meio da observação ou se vai quantificar.

REFLEXÕES ACERCA DO MÉTODO DA OBSERVAÇÃO E SUA APLICAÇÃO

O método ora apresentado tem sua contribuição para a construção do conhecimento científico, a qual é veemente, tendo em vista que o mesmo é indispensável quando se utiliza de qualquer método de pesquisa nas ciências sociais, uma vez que possibilita conhecer os fatos derivados dos fenômenos no momento de sua ocorrência, e por ter a possibilidade também de levantar o maior número possível de informações sobre determinada situação observada.

Isso reafirma que para todo tipo de trabalho de pesquisa científica a observação se torna indispensável, pois a partir desta os fenômenos são conhecidos e descritos para que possam ser estudados em laboratório, e assim a partir das inferências do campo e do laboratório, alcançar os objetivos colocados enquanto norteio da pesquisa, no caso, a descrição e apresentação do por que de determinado fenômeno e da forma que este se dá.

O método observatório, quando apresenta-se de forma sistemática ou estruturada, tendo seu objetivo de observação bem definido, pode contar com importantes técnicas para auxiliar na compreensão do fenômeno a ser estudado, entre estas técnicas, destaca-se no campo das ciências sociais a coleta de dados por meio de questionários, entrevistas, testes, etc. Enquanto que nas ciências naturais, geralmente o método da observação aparece aliado a técnicas quantitativas, como por exemplo a mensuração de vazão de um rio em casos de estudos hidrológicos, nestes estudos ressalta-se também a estreita relação entre o método de observação e o método estatístico.

O método observatório quando dispõe-se de forma simples, ou não estruturado como também é chamado, é vítima de várias críticas no ambiente científico indicando ai uma de suas limitações. Tal método não dispõe de um objeto claro e definido, deste modo a observação dispersa torna-se uma mera contemplação, ausente de qualquer rigor científico, porém, cabe aqui ressaltar que esta forma de observar, trás consigo aspectos positivos, principalmente no âmbito exploratório que por sua vez contribui para o surgimento de hipóteses e idéias que levam ao desenvolvimento de futuros trabalhos científicos

Neste contexto ressalta-se que a principal dicotomia e divergência dentro do método da observação, relaciona-se com a observação participante. Neste caso, nota-se por um lado o aspecto positivo de tal metodologia, principalmente no que diz respeito a soluções para as limitações encontradas no método sistemático, como por exemplo no caso da aplicação de questionários para obtenção da realidade de determinado fenômeno social. Embora esta técnica permita obtenção de dados primários que submetidos a análises estatísticas nos levam a resultados sintetizados de determinado fenômeno, em algumas ocasiões, tais resultados não expressam a verdadeira realidade local, pois na maioria das vezes os grupos sociais entrevistados se sentem coagidos e ameaçados, o que por sua vez gera alteração e influencia nas respostas.

A observação participante, possibilita a inserção do pesquisador em seu objeto de estudo, assim, chegando mais próximo do fenômeno a ser estudado, esta forma de observação, dispõe de certas vantagens, pois permite que o pesquisador registre os eventos excepcionais do fenômeno, os quais ele jamais teria acesso observando de forma sistemática distante da realidade. Porém se analisado inversamente, a crítica no âmbito científico deste método associa-se com a influência do pesquisador no objeto de estudo, rompendo assim com o caráter da neutralidade científica.

Não cabe aqui afirmar qual a maneira mais coerente de se utilizar o método da observação, nem mesmo estagnar a discussão em torno do tema, pelo contrário, as reflexões em torno de tal tema se fazem de significativa importância para a ciência, tendo em vista a expressiva contribuição deste método para a construção do conhecimento, porém, como aparece nas fases constituintes de um método, a avaliação e revisão do método são sempre necessárias, justificando assim a necessidade de constante debate metodológico.

De toda forma deve ser relevado, que qualquer que seja o método científico, este não deve representar uma sentença, mas sim ser compreendido como uma forma de buscar, descrever e discutir os critérios básicos utilizados no processo de investigação científica. Ou seja, são os instrumentos básicos que traçam de modo ordenado a forma de proceder do cientista ao longo de um percurso para alcançar um objetivo.

REFERÊNCIAS

LAVILLE, Christian. DIONNE, Jean. A construção do saber: manual de metodologia da pesquisa em ciências humanas. Belo Horizonte: Artmed, 1999.

GIL, Antonio Carlos. Métodos e técnicas de pesquisa social. 5 Ed. São Paulo: Atlas, 2006.

GOODE, Willian. HATT, Paul. Métodos em pesquisa social. 4 Ed. São Paulo: Editora Nacional, 1972.

NOGUEIRA, Oracy. Pesquisa social: introdução às suas técnicas. São Paulo. Editora Nacional e Editora da Universidade de São Paulo, 1968.

PAIVA, Orlando Marques de. Métodos de pesquisa nas relações sociais. Editora da Universidade de São Paulo - SP, 1975.

RICHARDSOM, Roberto Jarry. Pesquisa social: métodos e técnicas. 3 Ed. Rev. E Ampl. São Paulo: Atlas, 1999.

VASCONCELOS, Edgard. Sociologia rural. Imprensa Universitária Universidade Federal de Viçosa – MG. Viçosa: 1977.

1 Bacharel em turismo (Unicentro/Irati – PR), mestrando em geografia (UEPG/Ponta Grossa – PR) bolsista Capes. E-mail: joelciosoares@yahoo.com.br

2 Bacharel em Ciências Biológicas (UEPG/Ponta Grossa – PR) mestrando em geografia (UEPG/Ponta Grossa – PR) bolsista Capes. E-mail: katuxxe@hotmail.com

3 Licenciado em Geografia (Unicentro/Irati – PR), mestrando em geografia (UEPG/Ponta Grossa – PR) bolsista Capes. E-mail: wolliverdias@hotmail.com

 
 
  

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Joélcio Gonçalves Soares é Bacharel em Turismo pela Universidade Estadual do Centro-Oeste-PR, e mestrando em Gestão do Território no Programa de Pós-Graduação em Geografia da Universidade Estadual de Ponta Grossa-PR. E-mail: joelciosoares@yahoo.com.br

Tiaro Katu Pereira é Bacharel em Ciências Biológicas pela Universidade Estadual de Ponta Grossa-PR, e mestrando em Gestão do Território no Programa de Pós-Graduação em Geografia da Universidade Estadual de Ponta Grossa-PR. E-mail: katuxxe@hotmail.com

Wolliver Anderson Dias é Licenciado em Geografia pela Universidade Estadual do Centro-Oeste-PR, e mestrando em Gestão do Território no Programa de Pós-Graduação em Geografia da Universidade Estadual de Ponta Grossa-PR, E-mail: wolliverdias@hotmail.com

 

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