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Resumo: Este artigo
possui como base central, um estudo de comportamentos midiáticos
elevados ao nível televisivo sobre os aspectos narcisistas divulgados
por atores e elementos chave das mídias em geral juntamente com a
televisão, fazendo os tornar grandes ícones de representações
exibicionistas e símbolos de imagem de amor próprio em grande demasia
incutida pela representação televisiva. O estudo deste artigo é
justamente analisar de forma psicológica a atuação da televisão com
estes atores sociais investidos por companhias televisivas de modo que
façam refletir a cultura narcisista presente nos ramos do entretenimento
de forma profunda e autocrítica.
Palavras-Chave : Televisão;Narcisismo;Comportamento;Exibicionismo
Abstract :
This article has as a central basis,
conduct a study of high-level media show about the narcissistic aspects
disclosed by actors and key elements of the media in general with the
TV, making them make great icons of symbols and representations
exhibitionistic image of self-esteem too large inculcated by television
representation. The study of this article is to examine in the
psychological operation of television with these social actors invested
companies television so they do reflect the narcissistic culture in this
branch of entertainment in a deep self-criticism.
No ramo televisivo, muitos
atores, diretores, protagonistas de programas de auditório e todo tipo
de pessoas ligadas à imagem a ser passada para os demais
telespectadores, se mostram de forma auto-analista de comportamentos e
bases narcísicas. Uma exploração infundada de critérios e formas de
lidar com os públicos, que contrapõem os valores psicológicos estudados
sobre as formas de estudam estes fatores de exibição em excesso, vaidade
extrema, auto-suficiência em comprovar que é capaz de tudo neste mundo e
autoritarismo, são alguns exemplos de como a mídia controla os fatores
sociais aplicadas ao narcisismo. Alguns arriscam em entrevistas de
celebridades se intitularam grandes artistas de porte nacional e até
mesmo internacional. O que levaria estas pessoas se auto-afirmarem como
modelos narcísicos de uma sociedade midiática. Quem elege estas pessoas
grandes estrelas em uma constelação chamada televisão? A proposta deste
artigo é estudar o fenômeno televisivo juntamente com fatores
psicológicos e embasamentos teóricos que citem a proposta de estudo que
torna extremamente claro a ligação de narcisismo e televisão juntos em
uma sociedade. Para a realização deste artigo proposto, foi utilizada
uma pesquisa do tipo exploratória qualitativa, através de opiniões,
valores, comparações e interpretações.
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O Narcisismo e as suas
definições
O narcisismo surgiu como termo
oriundo das mitologias gregas, na qual narra uma história de um jovem
esbelto chamado Narciso, na qual desprezou o amor da ninfa Eco para
ficar condenado a amar a sua própria imagem e semelhança em grande
excesso, levando assim o caminho até a sua morte afogado por tentar
estar amando a si mesmo neste amor impossível. Morreu afogado em seu
próprio reflexo, sendo intitulado desde então o termo narcisismo para as
pessoas que se amam demais, ou seja, pessoas que possuem uma paixão
doentia em grande excesso pelo eu próprio.
Mesmo depois de uma grande
virada do tempo, estudiosos ainda pressentiam que o efeito narcisismo na
sociedade ainda era muito comum a ser notado. A auto-importância, a
beleza a ser destacada sempre por ser a mais notada, a forma como são
admirados e conquistam pessoas fazem parte de um rito narcísico que
estuda estas paixões pela própria imagem de forma até mesmo sendo
auto-críticas e psicológica.
O primeiro estudioso a afirmar
a existência real do narcisismo de forma vaidosa / egoísta em uma
sociedade foi Havelock Ellis, em 1898, na tentativa de explicar o
comportamento feminino diante do espelho. Em 1899, Paul Näcke inseriu
esta palavra na esfera psiquiátrica para introduzir um novo tipo de
perversão – o amor pela própria imagem. Mas foi com Sigmund Freud que a
visão de narcisismo em uma sociedade pôde ser mais detalhada e delineada
como objeto de estudo comportamental.
O eu
encontra-se originariamente, no começo da vida psíquica, investido por
pulsões e é em parte capaz de satisfazê-las em si mesmo. Denominamos
este estado de ‘narcisismo’, e essa forma de obter satisfação de
auto-erótica. Nesta época o mundo externo não é investido com interesse
e é indiferente à satisfação. Portanto, durante este período o eu
coincide com o que é prazeroso, e o mundo externo com o que é
indiferente. ( FREUD , 2006 , p.120-1 )
Sigmund Freud analisou
detalhadamente como o pensamento narcísico de uma sociedade é
auto-avaliativa para as determinantes estruturais de um sujeito. As
formas narcísicas ladeadas com desejos e libidos estruturais de caráter
amoroso do eu com a própria imagem.
Se
escutarmos com afinco as acusações que o paciente se faz, chega um
momento em que não é possível evitar a impressão de que as mais
violentas correspondem muito pouco a sua própria pessoa e, muitas vezes,
com pequenas modificações, ajustam-se a outra pessoa a quem o paciente
ama, amou ou deveria amar. (FREUD, 2006 , p. 245).
O narcisismo é um fenômeno
global. Muitas pessoas são adeptas deste rito já proposto cultural que
enraíza as finalidades de serem expostas e admiradas em qualquer setor
de produtividade. Nos setores televisivos e segmentos ligados a
comunicação e visualização do personagem, o sujeito narcísico não perde
a oportunidade de mostrar-se diante a um espelho totalmente adequado no
ponto que se encontra para estar visível aos demais querendo tornar-se
ponto de admiração em uma sociedade.
Como a imagem de Narciso no espelho, o simulacro é inicialmente um duplo
ou uma duplicação do real. A imagem no espelho pode ser o reflexo de um
certo grau de identidade do real, pode encobrir ou deformar essa
realidade, mas também pode abolir qualquer idéia de identidade, na
medida em que não se refira mais a nenhuma realidade externa, mas a si
mesmo, a seu próprio jogo simulador. ( SODRÉ
, 1984 , p.29 ).
Fatores como amor próprio, o
eu sempre em grande destaque, a busca por admiradores e sempre amado por
onde quer que passe, torna-se uma personalidade típica narcisista, na
qual o ser de todas as formas pretende mostrar aos demais que é o mais
belo, o mais destacado, o mais inteligente, o mais potencial em todos os
sentidos de um modo tão pretensioso e infundado, que podem trazer ao
narcísico uma imagem de negação de sociedade quando o mesmo é afrontado
pelos demais membros da sociedade indo contra os argumentos propostos na
sua eternização.
A
eternização do eu é o ponto básico de todo narcisismo. Mas também
implica o desejo do sujeito de ser irrestritamente amado. E no amor o
que o parceiro extrai do outro, é a si mesmo, enquanto imagem. Isto
confere ao amor , à paixão intersexual, um caráter homossexualizante.(
SODRÉ
, 1984 , p.74 ).
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A Televisão como elemento narcísico
ideal
A televisão em si, é um grande
canal para narcisistas praticarem as suas performances do eu em destaque
e divulgar para a sociedade em geral o quanto são belos e importantes no
cenário. A televisão, as mídias de qualquer forma de exposição atuam no
conjunto de significados e meios que não somente mostram as mensagens,
mas inclui outra gama de derivações que apontam pensamentos narcísicos.
Numa
cultura como a nossa, há muito acostumada a dividir e estilhaçar todas
as coisas como meio de contro-lá-las , não deixa, às vezes, de ser um
tanto chocante lembrar que, para efeitos práticos e operacionais, o meio
é a mensagem. ( MCLUHAN ,1969,p.21 )
Em grandes casos, acontece uma
exposição muito forte em relação à imagem a ser passada. O sujeito
narcísico passa a olhar mais freqüentemente para os meios de comunicação
e descobre de um ponto de vista de identificação os heróis, personagens
excepcionais/incríveis como meta ideal para o sujeito idealizar-se.
Mudança de valores e posturas de acordo com as representações e
identificações no espelho do eu em destaque para estar mais admirado e
prestigiado.
Assim
como o individuo indentifica-se com a sua imagem especular ( mito de
Narciso ), é também suscetível de se identificar ( horizontalmente ) com
o semelhante a si no “ espelho ” televisivo. Mais ainda: Identifica-se (
verticalmente ) com as idéias e modelos. Em termos psicanalíticos,
trata-se das identificações com o eu ideal ( heróis , personagens
excepcionais ou prestigiosos ) e com o ideal do eu ( figuras parentais e
autoridade, objetos de amor , ideais coletivos ) ou ainda o superego,
instância interditora que representa internamente tanto as proibições
parentais como as tradições e os valores geracionais. ( SODRÉ ,1987,p.51
)
A televisão atua como gancho
criativo e influenciador de uma sociedade. Ela dita valores, regras,
costumes e filosofia de vida a ser seguido. O papel do telespectador
sempre é de acompanhar um segmento e sentir-se interagido com o que é
passado, suas funções são acompanhar e tradicionalmente seguir-se de
ritos para dar vazão ao programa de entretenimento exibido. O que faz
destas pessoas ícones de multidões inter-ligadas em celebridades e
personalidades do entretenimento e poder de público? Estas pessoas,
ícones de representação artística ou da indústria do entretenimento, ou
simplesmente uma gama de pessoas que compõem esta indústria, são
pessoas, atores sociais que basicamente adotam da filosofia narcísica
para poder dar sentido as suas vidas. É necessário estar exposto, ser
noticiado, ser aplaudido e reverenciado para poder satisfazer-se do
enorme ego do eu interno e tornar-se influência indireta
ou diretamente.
Há
razões para desconfiar que o verdadeiro significado das comunicações de
massa na sociedade
reside
não em seus efeitos imediatos sobre audiências específicas, mas nas
influências indiretas, sutis e a longo prazo que têm a cultura humana e
a organização da vida social.
(DE
FLEUR & BALL- ROKEACH, 1993, p.319
)
São essas as influências
diagnosticadas que apontam que a televisão é um gancho de exposição de
influenciadores e influenciados. A televisão mostra de forma rítmica
como devemos agir, com quem devemos nos relacionar, quando e como
podemos incutir valores. Isto até mesmo sendo expostas por atores ou
seres ligados as artes que expõem suas opiniões em forma disparada de um
script de uma vida sem contar com uma análise sociológica de valores.
A
análise sociológica do comportamento humano principia com uma
compreensão da natureza dos grupos humanos. O postulado fundamental das
explicações sociológicas é que a modelagem estável de interação social
humana é o que dá sentido a conduta humana. Na maior parte das
circunstâncias da vida, quando as pessoas escolhem uma linha de ação a
adotar, suas primeiras considerações são acerca das expectativas dos
outros e de suas prováveis respostas. Simplificando, as pessoas se
preocupam com “o que outras pessoas vão pensar” – acerca das aprovações,
reprovações, recompensas, castigos, reconhecimento ou vergonha que seus
atos possam provocar. (DE FLEUR & BALL-ROKEACH ,1993,p.238 )
Considerações Finais:
Através do estudo deste
artigo, foi possível analisar como os meios de comunicação e as
filosofias narcísicas estão lado a lado sintonizadas pelo fator cultura
em uma sociedade. No narcisismo o belo, o melhor, o mais capaz é
demonstrado na televisão com os seus heróis, modelos e galãs de
tele-novelas capazes de proporcionar aos demais telespectadores uma
imagem de pessoa modelo. A televisão por sua vez, força os demais atores
sociais a estarem inseridos em algum tipo de segmento ou ordem de
identificação para estarem trabalhando o eu interno nos campos
midiáticos. Pode-se comprovar em demasia que programas que exploram
beleza, auto-suficiência, um controle sobre tudo, autoritarismo e
postura de líderes plenos, adota de princípios narcísicos em
continuidade aos pensamentos já ligados pela sociedade como valores
comuns. A televisão influencia os membros de uma sociedade a serem
moldados com os valores narcísicos. O mais belo é o mais chamativo, o
mais forte é capaz de liderar com precisão e afins. Através de
estudiosos com analises psicanalíticas pode-se comprar que narcisismo é
um fator comum em uma sociedade inter-ligada com a televisão. O Narciso
é preciso ser o melhor de todos para sentir-se bem com o eu e a
televisão precisa expor o melhor do Narciso para divulgar aos seus
telespectadores e pega-los como molde a seguir. Uma é determinante para
o funcionamento da outra em uma sociedade ditada por valores
filosoficamente televisivos.
Referências:
DE FLEUR, Melvin &
BALL-ROKEACH, Sandra. Teorias da comunicação de massa. Ed. Jorge
Zahar Editor. 1993
FILHO , Ciro. Televisão a
vida pelo vídeo. São Paulo. Ed.Moderna.1989.
FREUD, Sigmund . O Inconsciente. In: FREUD, S. Escritos sobre a
psicologia do inconsciente. v. 2. Rio de Janeiro: Ed.Imago.
2006
MANNHEIM, Kalr. Diagnóstico
de nosso tempo. Rio de Janeiro. Ed. Jorge Zahar Editor. 1973
MCLUHAN , Marshall. Os
meios de comunicação – como extensões do homem. São Paulo.
Ed.Cultrix. 1969.
SEVERIANO , Maria & ESTRAMIANA
, José. Consumo , Narcisismo e identidades conteporâneas. Rio de
Janeiro. Ed.Uerj.2006
SODRÉ , Muniz. A máquina de
Narciso. Rio de Janeiro. Ed.Achiamé.1984.
SODRÉ , Muniz. Televisão e
Psicanálise. São Paulo. Ed.Ática.1987.
* Igor Chiesse Alves de
Oliveira é graduado em Comunicação Social – Ênfase em Publicidade e
Propaganda - UBM, Pós Graduando em Gerenciamento de Projetos da
Tecnologia de Informação – UGF e cursa MBA Profissional em Gestão
Administrativa e Marketing – ESAB. É escritor, com 6 e-books publicados
via world web.
Como citar:
OLIVEIRA, Igor Chiesse
Alves de.
O paralelismo entre o narcisismo e a televisão. P@rtes (São Paulo)
Março de 2010. Disponível em: <www.partes.com.br/reflexao/narcisismoetelevisao.asp>
Acesso em: __/__/__.
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