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Resumo:
Este artigo aborda
o uso da publicidade como ferramenta e gancho relacionado ao consumismo
social de forma determinante em uma cultura geral. Um estudo e análise
geral sobre os aspectos de cultura, a força do consumo em uma sociedade
e a atuação da publicidade determinante nos processos de compras e
consumo em uma sociedade influenciada pelo poder de marca e midiático
diante de produtos anunciados, relacionando-se sempre o uso do marketing
com a publicidade focada na força cultural do consumismo em uma
sociedade solícita de novas tendências de mercado.
Palavras-Chave : Publicidade, Cultura, Consumo, Sociedade
Abstract :
This article discusses the use of
advertising as a tool and hook-related social consumerism so decisive in
a general culture. A study and analysis on the general aspects of
culture, the power consumption in a society and the role of advertising
in determining the purchasing and consumption in a society influenced by
the power of brand and media before the advertised products, relating to
always use marketing with advertising focused on the cultural force of
consumerism in a caring society of new market trends.
Tratando-se de termos atuais
em sociedade, podemos dizer plenamente que os meios de comunicação, com
auxílio da publicidade, adotam de princípios únicos que elaboram um
gancho entre o consumidor e o objeto ou o segmento a ser observado. A
publicidade atua fortemente no setor social como uma ferramenta
imprescindível para lançamento de produtos, serviços, novidades ou
tendências em um mercado. O fator cultura de consumo é algo visto como
naturalidade por muitos atores sociais, porém a análise básica deste
artigo é a questão consumismo ladeada com a publicidade na sociedade, de
forma crítica sobre a enorme força do setor em uma sociedade consumista,
na qual necessita diariamente utilizar-se de algum poder de compra para
sentir-se plena e capaz no âmbito em que vive. A publicidade juntamente
com o marketing, são na maioria dos casos, segmentos que utilizam de
mecanismos de vendas para ligar os potenciais clientes com anúncios e
peças dinâmicas com intenção de trazê-los até os respectivos meios, para
efetuar as compras ou similares. Analisando desta forma, seria possível
uma sociedade atual, estar livre do uso da publicidade em seus
princípios básicos e atuantes diante uma sociedade do consumo? Esta
seria a principal temática a ser estudada diante os processos sobre a
sociedade e cultura na força da publicidade em ação. O tipo de
metodologia é a Qualitativa, trabalhada com interpretações, conclusões e
afins.
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Os princípios da Publicidade
em uma sociedade
A publicidade atua intimamente
com o perfil psicológico do consumidor para obter-se de resultados
favoráveis em suas campanhas ou trajetos básicos, na qual o consumidor
sinta-se interagido com as peças criadas ou a publicidade em questão
realizando possíveis e futuras compras. A publicidade na sociedade atua
como força determinante de resultado, sendo que na sua grande maioria,
muitos produtos são lançados diariamente no mercado em constante ritmo
acelerado, enaltecendo ainda mais a força emergente da publicidade
rotineiramente em uma sociedade globalizada.
A
publicidade emerge a partir da institucionalização das organizações
sociais. Estas surgiram porque o homem, ao se constituir como ser
racional que vivem em grupos, foi descobrindo que precisava criar
instituições que facilitam a organização da estrutura social ( SANTOS
,2005 , p.26 ).
Qualquer parte de uma
sociedade, por mais longínqua e menor que seja, adota alguns princípios
de publicidade em seus ritos culturais. A publicidade é atuante com os
preceitos de modas e novas tendências, na qual por menor que seja uma
cultura em questão, sempre alguém vai estar à frente de alguma moda
tornando o elo entre os demais seres de uma sociedade uma corrente
mercadológica a ser seguida. Particularmente um início de publicidade e
tendência instaurada em determinada cultura, inicia-se com pequenos
modelos de publicidades incutidas voluntariamente ou involuntariamente
por alguns atores sociais na sociedade.
A
maneira como a sociedade atua, molda seus membros, é ditada primeiro e
acima de tudo pelo dever de desempenhar o papel de consumidor. A norma
que nossa sociedade coloca para seus membros é a da capacidade e vontade
de desempenhar esse papel (BAUMAN, 1999, p.
87-88).
Fatores como sonhos e seduções
por parte dos receptores nos anúncios publicitários, também são
incutidos como análises por parte de alguns teóricos como fontes de
apelo ao consumo publicitário em uma sociedade. O ato de sonhar,
fazer-se estar em um estado imaginativo na qual a percepção da realidade
encontra um sentido totalmente distante do anunciado pela publicidade em
questão, pode enaltecer ainda mais o uso da publicidade em uma
sociedade. O mundo fantasioso é mais atrativo que o mundo real, afinal
traz elementos básicos de encanto e sedução não vistos em muitos dos
casos por atores sociais em determinados níveis culturais e
sócio-econômicos.
A
sociedade ideal é a sociedade do sonho, não há disputa de poder, está
todo mundo feliz, não há infelicidade. Então, não havendo infelicidade
social, não há necessidade de um sociólogo estudar a disputa do poder
naquela sociedade. ( ROCHA, 1995 , p.26 )
Estes mundos sem dor, tristeza
ou sentimentos negativos, fazem da publicidade um mundo focado em
sensações de sonhos, conquistas e mensagens de grande diversidade e
aspecto cultural. A idéia central da publicidade é chamar a atenção do
consumidor em sua estrutura trazendo o público-alvo até os seus
respectivos meios. Para isso, a arte da sedução e sonho é impregnada na
publicidade como forma de ganho mercadológico visando estar anexada ao
fator cultura em uma sociedade geradora de rituais consumistas.
Rotineiramente, muitos
produtos são anunciados em diversos tipos de mídias segmentadas voltadas
a buscar o consumidor para as peças criadas, fazendo destas criações um
retorno rápido do consumidor com o significante da mensagem
publicitária. O fator curiosidade, também pode ser analisado como parte
fundamental para o gancho publicitário, na qual o consumidor ou receptor
que estiver aproximado de uma publicidade em que ele sinta vontade de
avaliar melhor de perto, aproximar-se em questão das vantagens incutidas
na publicidade, avaliar seu design e funcionalidade, notoriamente poderá
estar mais próximo de uma compra do produto diante um sinal do despertar
publicitário. A publicidade desperta para o mundo a parte de valores um
retorno imaginativo composto por mensagens em diversos canais de seu
vasto campo de ideais e simbolismos.
Organizada de forma diferente das demais mensagens, a publicidade impõe,
nas linhas e entrelinhas, valores, mitos, ideais e outras elaborações
simbólicas, utilizando os recursos próprios da língua que lhe serve de
veículo, sejam eles fonéticos, léxicosemânticos ou morfossintáticos.
(CARVALHO, 1996 , p.13).
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A força do consumo no
fator cultural
O fator consumismo inserido
rotineiramente em nossa sociedade, aponta para diversos mecanismos uma
forte onda de ganchos significativos dos segmentos midiáticos, na qual
diariamente bombardeiam a sociedade com uma gama de produtos, ofertas e
promoções em grandes destaques. Muitas pessoas compram produtos muita
das vezes nem necessitados em sua vida ou meio social. As compras
acontecem para não permitir o vazio do eu em destaque, na qual um ator
social sem estar a par de tendências da moda ou afins, passa a ser visto
distanciado pelos demais pelo fator cultural.
Os bens
são acessórios rituais: o consumo é um processo ritual cuja função
primária é dar sentido ao fluxo incompleto dos acontecimentos. O
consumidor pretende construir um universo inteligível mediante a sua
escolha de bens usados para marcar um referencial de espaço e de tempo
no ciclo de vida das pessoas e a variação de qualidade desses bens surge
para diferenciar esses intervalos (DOUGLAS & ISHERWOOD. 2004 , p.112 ).
Na publicidade o fator consumo
é utilizado como preceito e princípio básico para a sua significância.
Produtos de variados segmentos e estilos diariamente são inseridos no
mercado com a finalidade de serem consumidos por diversificados tipos de
públicos e classes. As formas e variantes do consumo podem atribuir aos
fatores sociais das classes mais altas, com requintes de qualidade
extrema e grande glamour quanto às classes menos favorecidas que
consomem produtos alternados como os classificados populares. O consumo
pode ser entendido como uma variável decisiva em nossa sociedade, na
qual diariamente consumimos produtos e objetos que nos completam
como seres sociais em
um sistema proposto
por Debord ( 1997 ) em
A sociedade do espetáculo na forma de análise crítica da
sociedade e o fator consumo em massa.
Considerado em sua totalidade, o espetáculo é ao mesmo tempo o resultado
e o projeto do modo de produção existente. Não é um suplemento do mundo
real, uma decoração que lhe é acrescentada. É o âmago do irrealismo da
sociedade real. Sob todas as suas formas particulares – informação ou
propaganda, publicidade ou consumo direto de divertimentos –, o
espetáculo constitui o modelo atual da vida dominante na sociedade (DEBORD,
1997 , p. 14).
Qualquer tipo de cultura em
uma sociedade globalizada possui ritos de consumo em seu centro de
estrutura social. As formas de consumo são adotadas principalmente a
partir de emoções, sentimentos ou valores incutidos por publicidades e
propagandas em geral transformando os valores sociais em processos de
rápida escala cultural de massa se analisada na forma de consumismo
acelerado. Diariamente em nossos cotidianos alternadas formas de
produtos aparecem nas possíveis formas de uso em nossas vidas.
Consumimos produtos muita das vezes com pouquíssimas finalidades e
proveitos, na qual se concentram grande parte dos produtos anunciados em
questão sem qualquer necessidade eventual ou até mesmo posteriormente.
Considerações Finais:
A finalidade deste artigo foi
incutir uma análise crítica sobre o uso do consumo acelerado em uma
sociedade como fator determinante de cultura. Rotineiramente adquirimos
uma gama de produtos que são anunciados em questão que nos completam e
fazem se tornar indispensáveis para o ciclo de nossas vidas. Um fator
controverso para estes tipos de produtos chamados indispensáveis são os
produtos que não possuem finalidade alguma quanto a sua finalização e
uso, tornando-se parte dos produtos de consumo sem nenhuma necessidade
eventual para a mesma. A proposta deste artigo foi analisar de forma
criteriosa a força da publicidade em uma sociedade postulada pelo
consumo exacerbado, diariamente como fator indispensável para uma
formulação de cultura social em um ambiente movido a novidades e
tendências na qual muitas delas não se encaixam em nenhum padrão ou
eventual necessidade na vida de muitos nós, atores sociais.
Referências:
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BAUMAN,
Zygmunt. O mal-estar da pós-modernidade. Rio de Janeiro: Jorge
Zahar
Ed., 1998.
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TAVARES, Fred. O Consumo na
Pós-Modernidade: uma perspectiva
psicossociológica in
Revista Comum, Rio de Janeiro V. 9 – No. 22.
Igor Chiesse Alves de Oliveira é graduado em
Comunicação Social – Ênfase em Publicidade e Propaganda ( UBM ) , Pós
Graduando em Gerenciamento de Projetos da Tecnologia de Informação pela
( UGF ) e escritor com 6 e-books publicados via world web.
Como citar:
OLIVEIRA, Igor Chiesse
Alves de. A
força da publicidade na cultura do consumo. P@rtes (São Paulo)
Janeiro de 2010. Disponível em: <www.partes.com.br/reflexao/processodecriacao.asp>
Acesso em: __/__/__.
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