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Resumo
O presente artigo visou
analisar alguns dos métodos utilizados para engrandecer e qualificar a
dissertação de mestrado. Foi detalhado o método científico, o dedutivo,
indutivo e hipotético-dedutivo. Assim Goldmann (1979, p. 21) expõe que
“um método se justifica na medida em que nos permita melhor conhecer as
obras que nos propusemos estudar”. É com esse interesse que este
trabalho vem engrandecer a pesquisa acadêmica.
Palavras-chave: método
científico, dissertação, pesquisa.
Abstract
This article aims to analyze
some of the methods used to enhance and qualify the master’s degree
dissertation. Was detailed the scientific, deductive, inductive and
hypothetical-deductive method. So Goldmann (1979, p. 21) exposes: "a
method is justified in that it allows us to better understand the work
that we proposed to study." With this concern that this work comes to
enhance academic research.
Keywords: Scientific method,
dissertation, research.
INTRODUÇÃO
De acordo com Galliano (1979),
o conhecimento científico é resultado da investigação metódica e
sistemática da realidade. Ele analisa os fatos e fenômenos
verificando-os na prática, por demonstração ou experimentação, para com
isso concluir leis gerais, universalmente válidas para todos os casos da
mesma espécie.
Para Gewandsznajder (1989, p.
3) afirma que “o que melhor caracteriza o conhecimento científico não é
o que ele estuda, mas como estuda. [..] Assim, não é o objeto de estudo
que importa, mas a forma, o método pelo qual estudamos este objeto”.
A partir do momento em que o
homem começou a tomar consciência do mundo exterior e a interrogar-se a
respeito dos fatos da natureza, foi influenciado pelo impulso de "querer
saber". Essa pretensão por conhecimentos levou à vontade de "saber
fazer", ou seja, de descobrir os caminhos que pudessem conduzi-lo ao seu
objetivo. Surgiu assim a necessidade do "método". Etimologicamente,
método é uma palavra que vem do grego methodos (meta+hodós), "caminho
para se chegar a um fim" (ARAÚJO, 2000).
Logo, método é entendido como
a ordem em que se devem dispor os diferentes processos necessários para
se atingir um resultado desejado. Teixeira (2005) também afirma que ele
é um procedimento (forma), o qual pode ser repetido para atingir-se
algo, seja tangível (material) ou intangível (conceitual). Também se
pode dizer que sempre “[...] há um método para testar criticamente e
selecionar as melhores hipóteses e teorias e é neste sentido que podemos
dizer que há um método cientifico” (GEWANDSZNAJDER, 1989 p. 3).
O mesmo autor afirma que “uma
das características básicas do método cientifico é a tentativa de
resolver problemas por meio de suposições, isto é, de hipóteses, que
possam ser testadas através de observações ou experiências” (p. 3).
Ainda sobre o conhecimento cientifico, Gewandsznajder (1989, p. 4)
expõe, “ele é autocorretivo, capaz de colocar sempre em dúvida antigas
‘verdades’ quando encontra provas mais adequadas, corrigindo-se,
progredindo, aperfeiçoando-se”.
Método e técnica seguem juntos
na busca das ‘verdades’. Sendo o primeiro o procedimento sistemático em
plano geral, e a técnica o processo - a aplicação, a instrumentalização
específica do plano metodológico. Resumindo, o método se faz acompanhar
da técnica, é seu suporte físico, abrangendo os instrumentos que
auxiliam o pesquisador para que se possa chegar a determinado resultado
(Ibid.).
As idéias básicas dos métodos
científicos de pesquisa passaram a ser formalizadas pelo pensador e
filósofo francês RENÉ DESCARTES (1596-1650), e foi com o advento da
ciência, a partir do século XVII, que o conceito geral de método se
consolida e populariza (Ibid.).
Metodologia científica, para
Silva e Menezes (2001), é entendida como um conjunto de etapas
ordenadamente dispostas que se deve vencer na investigação de um
fenômeno, fornecendo conhecimentos válidos e verdadeiros. Também
caracteriza a linha de raciocínio adotada no processo de pesquisa. Os
métodos que fornecem as bases lógicas à investigação são: dedutivo,
indutivo, hipotético-dedutivo, dialético e fenomenológico.
Galliano (1979, p. 28) afirma
que “as ciências fáticas não se distinguem entre si apenas pelo objeto
de sua investigação, mas também pelos métodos específicos que utilizam
para investigá-lo”.
Como expôs Araújo (2000), para
Descartes, existiam, na realidade, apenas dois caminhos para se chegar à
verdade: a intuição e a dedução. A intuição é um ato do entendimento e a
dedução, uma nova intuição, a partir de duas intuições anteriores.
Percebe-se, desta maneira, uma alusão clara ao raciocínio silogístico
(argumento formado de três proposições; a maior, a menor - premissas - e
a conclusão deduzida da maior, por intermédio da menor).
Os métodos de abordagem, como
Araújo (2000) classifica, são constituídos de procedimentos gerais, que
norteiam o desenvolvimento das etapas fundamentais de uma pesquisa
científica, permitindo, por isso, seu emprego em várias ciências. Eles
classificam-se em: dedutivo, indutivo,
hipotético-dedutivo e dialético. O método dedutivo, por exemplo,
é um método de abordagem que pode ser adotado na Matemática, na
Sociologia, na Economia, na Física teórica etc. Na mesma pesquisa,
pode-se usar o método dedutivo em determinada parte e o indutivo em
outra. De modo geral, na elaboração de teses, emprega-se o método
dedutivo na demonstração. O método indutivo é mais usado para a pesquisa
e para a definição de conceitos, para a caracterização dos fatos e o
estabelecimento de leis. Pela indução pode-se chegar à identificação de
premissas expressivas.
O
Método Dedutivo
O método dedutivo, como lembra
Santos (2008) tem bases nos pensadores racionalistas Descartes, Spinoza
e Leibniz, tendo como pressuposto que apenas a razão pode conduzir ao
conhecimento verdadeiro. Ele parte de princípios tidos como verdadeiros
e inquestionáveis (premissa maior), para assim o pesquisador estabelecer
relações com uma proposição particular (premissa menor) e, a partir do
raciocínio lógico, chegar à verdade daquilo que propõe (conclusão). Ou,
utilizando as palavras de Galliano (1979, p. 39) “a dedução consiste em
tirar uma verdade particular de uma verdade geral na qual ela está
implícita”.
Galliano (1979) também afirma
que esse tipo de raciocínio é muito útil uma vez que parte do conhecido
para o desconhecido com pequena margem de erro, desde que se respeitem
os critérios de coerência e de não-contradição.
O método dedutivo possui
grande aplicação em ciências como a Matemática e a Física, cujos
princípios podem ser enunciados como leis. Pode-se citar como exemplo a
lei da gravitação universal, a qual estabelece que “matéria atrai
matéria na razão proporcional às massas e ao quadrado da distância”,
podendo daí serem deduzidas infinitas conclusões, das quais seria muito
difícil duvidar. Entretanto, nas ciências sociais, o uso desse método é
bem mais restrito, devido à dificuldade para se obter argumentos gerais,
cuja veracidade não possa ser colocada em dúvida (TORRES, 2008).
Para
Araújo (2000), a dedução é o caminho das conseqüências, pois uma cadeia
de raciocínios em conexão descendente, ou seja, do geral para o
particular, leva à conclusão. De acordo com esse método, partindo-se de
teorias e leis gerais, pode-se chegar à determinação ou previsão de
fenômeno ou fatos particulares. Segue um exemplo clássico de raciocínio
dedutivo:
Todo
homem é mortal: universal, geral;
João é homem; particular;
Logo, João é mortal; conclusão.
De acordo com Teixeira (2005)
o método dedutivo leva o pesquisador do conhecido ao desconhecido com
pouca margem de erro, entretanto, é de alcance limitado, pois a
conclusão não pode exceder as premissas. Este método consiste, a seu
ver, na racionalização ou combinação de idéias em sentido
interpretativo, isto valendo mais do que a experimentação de caso por
caso. O autor também aponta que, metodologicamente falando, é de suma
importância entender que a necessidade de explicação não reside nas
premissas, mas na relação entre as premissas e a conclusão.
Várias críticas são feitas ao
método dedutivo, uma delas é a de que essa forma de raciocínio é
essencialmente tautológica, ou seja, permite concluir, de forma
diferente, a mesma coisa. No momento em que se aceita a verdade da
proposição de que todo homem seja mortal, a afirmação de que João é
mortal nada acrescenta ao raciocínio, uma vez que a verdade da conclusão
já se encontrava implícita no princípio geral a partir do qual se
elabora o raciocínio. Outra objeção ao método dedutivo refere-se ao
caráter apriorístico de seu raciocínio, pois, a partir de uma afirmação
geral supõe-se um conhecimento prévio. Em relação ao exemplo dado acima,
como é que se pode afirmar que todo homem é mortal? Esse conhecimento
não pode derivar da observação repetida de casos particulares, pois isso
seria indução. A afirmação de que todo homem é mortal foi previamente
adotada e não pode ser colocada em dúvida. Por isso, os críticos do
método dedutivo argumentam que esse raciocínio assemelha-se ao adotado
pelos teólogos, que partem de posições dogmáticas (TORRES, 2008).
Além dessas colocações, Santos
(2008) lembra que dependendo verdade das premissas definidas o
raciocínio pode induzir ao erro, como no caso a seguir:
Todo homem se locomove sobre
duas pernas
Henrique é homem
Logo, Henrique se locomove
sobre duas pernas.
Embora o processo lógico do
raciocínio acima esteja correto, a teoria não corresponde a uma
realidade, pois Henrique é paraplégico (cadeirante), não representando,
portanto, uma verdade.
O Método Indutivo
No século XVI, Galileu Galilei
iniciou o questionamento a despeito do procedimento mais apropriado para
se atingir conhecimentos seguros dos fenômenos naturais. Assim, teorizou
o método denominado experimental, o qual infere leis gerais a partir de
observações de casos particulares. “
Para o filósofo inglês Francis
Bacon, o método de Descartes, na realidade, não levava a nenhuma
descoberta, apenas esclarecia o que já estava implícito. Na visão Bacon,
somente através da observação é que se torna possível conhecer algo
novo. O método indutivo é assim fundamentado, onde nele se privilegia a
observação como processo para se atingir o conhecimento (ARAÚJO, 2000).
O método
indutivo foi proposto pelos empiristas Bacon, Hobbes, Locke e Hume, para
os quais o conhecimento é fundamentado exclusivamente na experiência,
sem levar em consideração princípios preestabelecidos. A generalização
aqui não deve ser buscada aprioristicamente, e sim constatada a partir
da observação de casos concretos confirmadores dessa realidade (TORRES,
2008).
Gewandsznajder (1989, p. 41)
define a indução como:
“[...]
o processo pelo qual – a partir de um certo número de observações,
recolhidas de um conjunto de objetos, fatos ou acontecimentos –
concluímos algo aplicável a um conjunto mais amplo ou a casos dos quais
ainda não tivemos experiência”.
Para Teixeira (2005), a
indução não é um raciocínio único, e sim compreende um conjunto de
procedimentos, uns empíricos, outros lógicos e outros intuitivos. Ela
realiza-se em três etapas: 1) observação dos fenômenos a fim de se
descobrir as causa de sua manifestação; 2) descoberta da relação entre
eles: aproximação dos fatos ou fenômenos; 3) generalização da relação
entre fenômenos e fatos semelhantes não observados. Exemplo: observa-se
que Pedro, José, João, etc. são mortais; verifica-se a relação entre ser
homem e ser mortal; generaliza-se dizendo que todos os homens são
mortais (RODRIGUES, 2007).
Gewandsznajder (1989, p. 41)
defende a generalização como importante instrumento das ciências. “Como
podemos descobrir que todos os raios que incidirem em um espelho plano
voltam com o mesmo ângulo? [..] Será que teríamos que examinar cada
fração de grau para testar a lei da reflexão?”.
Duas das leis criadas a partir
desse raciocínio são de que nas mesmas circunstâncias, as mesmas causas
produzem os mesmos efeitos, ou em outras palavras, se em dadas
condições, um determinado fenômeno, sempre que pesquisado, se repetiu,
em futuras verificações o mesmo sucederá. A outra consiste em afirmar
que o que é verdade de muitas partes suficientemente enumeradas de um
sujeito, é verdade para todo esse sujeito universal. Logo, quanto mais
representativa a amostra, maior a força indutiva do argumento, sendo sua
aplicação considerada válida enquanto não se encontrar nenhum caso que
não cumpra o modelo proposto. Assim, para
descartar uma indução basta que um fato a contradiga (FILHO, 2006;
RODRIGUES, 2007).
Com isso, pode-se afirmar que
os dois métodos explicitados possuem diferentes finalidades. O dedutivo
busca explicar o conteúdo das premissas, enquanto o indutivo procura
ampliar os alcances do conhecimento. Os argumentos indutivos aumentam o
conteúdo das premissas, com sacrifício da precisão, ao passo que os
argumentos dedutivos sacrificam a ampliação do conteúdo para atingir a
“certeza”.
A
indução percorre o caminho inverso ao da dedução, isto é, a cadeia de
raciocínios estabelece a conexão ascendente, ou seja, do particular para
o geral. Neste caso, as constatações particulares é que levam às leis
gerais (ARAÚJO, 2000). Exemplo de raciocínio indutivo:
O calor
dilata o ferro; particular;
O calor dilata o cobre; particular;
O calor dilata o bronze; particular;
O ferro, o cobre e o bronze são metais
Logo, o calor dilata os metais; universal, geral.
Se por meio da dedução
chega-se a conclusões verdadeiras, já que baseadas em premissas
igualmente verdadeiras, no método indutivo as conclusões são apenas
prováveis (TORRES, 2008).
O raciocínio indutivo teve
grande influência no pensamento cientifico. Desde o aparecimento no
Novum organum, de Francis Bacon (1561-1626), o método indutivo
passou a ser visto como o método por excelência das ciências naturais.
No positivismo sua importância foi reforçada e passou a ser proposto
também como o método mais apropriado para investigação nas ciências
sociais, uma vez que serviria para que os estudiosos da sociedade
abandonassem a postura especulativa e utilizassem a observação para
atingir o conhecimento científico. A partir da sua influência foram
definidas técnicas de coleta de dados e elaborados instrumentos capazes
de mensurar os fenômenos sociais (Ibid.).
O
primeiro a perceber o caráter incerto de conclusões indutivas foi
Aristóteles, mas o primeiro a formulá-lo de forma mais precisa foi o
filósofo David Hume (1711-1776). Ele questionou seriamente sua
validade deste método, demonstrando que ele não poderia ser justificado
racionalmente. Gewandsznajder (1989, p. 44) argumenta:
será que poderíamos justificar
logicamente a indução? Obviamente, ela não é um argumento dedutivo, como
são os argumentos lógicos. A lógica nos mostra que a partir do enunciado
‘todos os cisnes são brancos’ podemos deduzir que alguns cisnes são
brancos. Esta dedução é logicamente válida. Mas a indução faz o
raciocínio oposto, inferindo do enunciado ‘alguns cisnes são brancos’ o
enunciado ‘todos os cisnes são brancos’. Este raciocínio não pode ser
justificado pela lógica. Aliás, em termos lógicos, ele não é valido
A principal crítica ao método
indutivo consiste no salto indutivo que ele propõe, pois a partir de
afirmações sobre o passado e o presente não podem
ser deduzidas prognoses absolutamente seguras sobre o futuro.
Imaguire (2000) afirma que a validade universal de uma hipótese
científica não pode ser verificada totalmente através de um número
finito de observações, medições e experimentos. Gewandsznajder
(1989, p. 44), em outras palavras também aponta esta falha, ao comentar
que “o nível de generalizações das leis e teorias cientificas não nos
permite estabelecer sua verdade por simples observação”.
Karl Popper (1902-1944), um
filósofo não indutivista, acreditava que a indução simplesmente não
existia, se configurava como um mito, uma vez que ela não poderia ser
justificada e não desempenharia nenhum papel em relação ao método
científico ou ao conhecimento comum (GEWANDSZNAJDER, 1989).
Embora Hume acreditasse que
somente a inferência dedutiva é válida, o filósofo concluiu que o método
indutivo:
[..]
fosse utilizado como forma de conhecimento mesmo por pessoas sensatas.
Isto aconteceria porque, através da associação de idéias, as repetições
geram expectativas, crenças e hábitos importantes para a sobrevivência.
Para Hume, estas crenças geradas pelo habito são irracionais, mas isto é
apenas um problema filosófico, que não interfere em nossa vida pratica”
Gewandsznajder (1989, p. 45).
Como Torres (2008) expõe, a
objeção colocada por Hume foi, parcialmente, contornada pela teoria da
probabilidade, a qual possibilitaria indicar os graus de força de um
argumento indutivo. A respeito desta teoria, pode-se dizer que:
[...]
se os argumentos indutivos não garantem a verdade das conclusões, eles
podem ser usados, segundo os indutivistas, para garantir uma
probabilidade, às vezes elevada, para suas conclusões. Portanto, da
observação de que alguns cisnes são brancos e de que o Sol nasce todo
dia, podemos inferir que é provável que todos os cisnes sejam brancos e
que o Sol nascerá amanhã” Gewandsznajder (1989, p. 48).
Para aprofundar o método
indutivo, há a análise do método hipotético - dedutivo, que será visto a
seguir.
O método hipotético-dedutivo
O método hipotético-dedutivo
teve suas raízes no pensamento de Réne Descartes (1596-1650), que
estabeleceu um método baseado na matemática e na razão. Afirmou que “a
idéia que existe em mim” permite deduzir que, mesmo sendo concebida como
inata, a idéia permite a elaboração de novas idéias pelo exercício do
método.
Vergez & Husisman (1984),
justifica que em primeiro lugar, “ela afirma a independência da razão e
a rejeição de qualquer autoridade”, em segundo pode-se justificar que o
método é racionalista:
[...]
os sentidos nos engana, suas indicações são confusas e obscuras, só as
idéias da razão são claras e distintas. O ato da razão que percebe
diretamente os primeiros princípios é a intuição. A dedução limita-se a
veicular, ao longo das belas cadeias da razão, a evidência intuitiva das
“naturezas simples”. A dedução nada mais é do que uma intuição
continuada.
Inicia-se algumas explanações
que argumentam os dados citados acima. O que seria o método
hipotético-dedutivo, em primeira ordem tem-se Karl Popper (1975), a
partir de uma crítica profunda ao indutismo, o autor sintetiza o
referido método no qual o caminho para se chegar ao conhecimento passa
pelas seguintes etapas:
- formulação de problemas;
-solução proposta constituindo
numa conjectura;
-dedução das conseqüências na
forma de proposições passíveis de testes;
-testes de falseamento
(tentativa de refutação, entre outros meios, pela observação e
experimentação.
Para segundo opiniões de
Japiassu & Marcondes (1990), “é aquela do qual se constrói uma teoria
que formula hipóteses a partir das quais os resultados obtidos podem ser
deduzidos com base nas quais se podem fazer previsões que, por sua vez,
podem ser confirmadas ou refutadas”
Numa terceira opinião e
ultima, de acordo com Kaplan (1972, p.12):
[...] o
cientista, através de uma combinação de observações cuidadosa, hábeis
antecipação e intuição científica, alcança um conjunto de postulados que
governam os fenômenos pelos quais está interessado, daí deduz ele as
conseqüências por meio de experimentação e, dessa maneira, refuta os
postulados, substituindo-os, quando necessários por outros e assim
prossegue.
Assim, Kaplan organiza etapas
que podem ajudar na interpretação do método:
Problema→Conjecturas→Dedução,
conseqüências e observação→Tentativa
de falseamento→Corroboração.
Explicando esses indicadores,
argumenta que para tentar explica a dificuldade expressa no problema,
são formulados conjecturas e hipóteses. Das hipóteses formuladas,
deduzem-se conseqüências que deverão ser testadas ou falseadas. Falsear
significa tentar tonar falsas conseqüências deduzidas das hipóteses.
Enquanto no método dedutivo procura-se a todo custo confirmar a
hipótese, no método hipotético-dedutivo, ao contrário, procuram se
evidências empíricas para derruba - las.
Quando não se consegue demonstrar qualquer caso conceito capaz de
falsear a hipótese, tem-se a sua corroboração, que não excede o nível do
provisório. De acordo com Popper, a hipótese mostra-se válida, pois
superou todos os testes, mas não definitivamente confirmada, já que a
qualquer momento poderá surgir um fato que a invalide.
Concluindo o pensamento dos
três autores, o método hipotético-dedutivo passa por fases certas e não
discutíveis, com a idéia de um problema, parte para a observação
cuidadosa, hábeis antecipação e intuição científica, dedução das
conseqüências na forma de proposições passíveis de testes, quando não
consegue mostrar o que pode falsear a hipótese, tem-se uma corroboração.
O método se funde na
observação e, hipóteses que podem ser confundidos com o indutivo, pois
também tem esse rumo de explicação, mas o hipotétivo- dedutivo não se
limita a generalização com o empírico das observações segue o caminho
das teorias e leis. Como os resultados podem deduzir e fazer previsões,
que podem ser confirmadas ou negadas.
CONSIDERAÇÕES FINAIS
A partir
do acima exposto, depreende-se a idéia de que o conhecimento científico
é conjectural, uma vez que verdades inquestionáveis não existem e que
uma teoria pode ser refutada e substituída por outra mais adequada.
Gewandsznajder (1989).
Santos (2008)
analisa o conhecimentos científico argumentando que ele não segue um
roteiro previsível com procedimentos definidos e infalíveis. A pesquisa
científica se caracteriza como um processo permanente de busca e
investigação.
Bem como
analisa Silva e Menezes (2001, p. 28), “não há apenas uma maneira
de raciocínio capaz de dar conta do complexo mundo das investigações
científicas”. Elas propõem empregar mais de um método na pesquisa,
ampliando, assim, as possibilidades para se realizar uma análise e se
obter respostas para os problemas a serem estudados. Teixeira (2005)
também frisa a importância de se utilizar os métodos em todas as
ciências de forma complementar.
Uma característica de ambos
métodos é que podem ir do geral para o particular ou vice-versa, num
sentido ou no inverso. Ambos utilizam a lógica e chegam a uma conclusão.
Em última instância, sempre têm elementos filosóficos subjacentes.
Por fim, concorda-se com
Goldmann (1979, p. 21) quando aponta que “um método se justifica na
medida em que nos permita melhor conhecer as obras que nos propusemos
estudar”.
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ANA CAROLINA
RODRIGUES, Bacharel em Geografia, Pós-graduação: mestrado em “Gestão do
Território” UEPG emai:
krowmanson@hotmail.com;
MELÂNIA Z. FERRONATO,Bacharel
em Turismo, Pós-graduação: mestrado em “Gestão do Território”, Bolsista
Fundação Araucária, UEPG, email:
Melania.mzf@hotmail.com
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