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Curiosidade é o desejo do ser
humano em obter informações, de saber, de investigar
determinados assuntos. Graças à curiosidade humana, vivemos em
uma mundo muito mais confortável e moderno, como a descoberta da
luz, do telefone, geladeira, televisão, rádio e tantas outras
invenções.
Sem dúvida, a curiosidade foi um dos fatores para o surgimento
dos meios de comunicação. Para saciar o saber humano, as
informações passaram a circular em maior escala e mais
intensidade, ao ponto de atingirmos atualmente a era da
comunicação.
Assim, para satisfazer as necessidades de nós, clientes, os
veículos de comunicação trazem instantaneamente inúmeras
notícias sobre variados assuntos. Muitas vezes, nossas mentes
são bombardeadas pelo mesmo tema, ao ponto de começamos a perder
a curiosidade. Essa alavanche de informações gera, muitas vezes,
a falta de interesse ou, pior, a desinformação.
Nossos avós diziam que quem possuía informação, era o detentor
absoluto do poder. Hoje, estudiosos alegam que para se deter o
poder, primeiramente, devemos saber selecionar a informação para
que sociedade evite cair na “Teoria do Caos”. Quanto mais um
assunto é abordado, mais cansados e insensíveis ficam os
“ouvidos humanos”. O homem sente-se saturado e deixa de procurar
determinada informação.
Alguns anos atrás, ficávamos horrorizados quando líamos sobre
jovens que tinham seus tênis roubados em plena luz do dia e eram
obrigados a voltar para casa descalços. Hoje, depois de tanta
notícias sobre as mazelas da vida moderna, como assaltos,
seqüestros, assassinatos, o roubo de um simples tênis virou algo
banal, sem importância. Deixou de ser notícia.
Atualmente, ouço pessoas reclamando do excesso de informações
sobre a corrupção na política nacional. No meio desse caos, a
população pode simplesmente se conformar com a situação e
começar a aceitar a corrupção como algo normal ou um mal menor,
mais uma notícia chata de nosso cotidiano. E é assim que surge o
lado negativo da curiosidade na comunicação. |