.ISSN 1678-8419  

Revista Partes - Editado pela última vez em 04-11-2005 

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CPI, garantia de audiência
Por Tânia Pinto

 

O interesse da população brasileira em conhecer o desenrolar das apurações feitas pelas CPIs (Comissões Parlamentares de Inquérito) é tanto que fez a audiência da TV Senado quintuplicar em apenas alguns meses. Do 36º lugar ocupado em março no ranking Ibope dos canais mais vistos da TV paga, com 1.331 telespectadores por minuto no horário nobre (das 19hs às 24hs), a TV, pulou para o 23º lugar, em julho, com 14.644 telespectadores por minuto.

A programação da emissora - disponível em sinal aberto (UHF) apenas no Distrito Federal - pode ser vista através da internet ou pelas emissoras pagas (a cabo, assinatura ou satélite), que, por lei, devem destinar um de seus canais às emissoras com conteúdo de interesse público como a própria TV Senado, à TV Câmara e às Legislativas. Com um acesso tão restrito à grande população, o aumento na audiência da emissora já é motivo de estudos.

É certo que as denúncias apuradas pelas CPIs atraem a curiosidade da população devido à relevância do assunto, que indubitavelmente, sairá da mídia e entrará na história. Mas, alguns profissionais de comunicação, acreditam que a audiência da TV Senado deve-se à maneira como os depoimentos estão sendo abordados, sem a interferência de um jornalista ou técnico da área. O telespectador tem a impressão de que está dentro do próprio plenário e que as informações chegam até ele sem a interferência (edição) de alguém.

Mas a realidade não é esta. As 12 câmeras da TV Senado, responsáveis em captar as imagens das CPIs, são operadas por profissionais que, através de fones de ouvido, recebem orientações de diretores responsáveis exatamente em filtrar a informação, escolhendo o que irá ou não ao ar, igual a qualquer outro veículo de comunicação.

 

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Tânia Pinto é mestre em epistemologia da comunicação pela USP. Professora de Jornalismo e Radio/TV da UNISA. E assessora de imprensa do Banco do Brasil.


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