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A humanidade tem se posicionado como ator e espectador de uma crise
ambiental que já assumiu um caráter planetário. Diante disso, qualquer
mobilização ou esforço no sentido de combater o “Analfabetismo
Ambiental” (DIAS, 2004, p.17), um dos principais causadores desta crise,
torna-se urgente e necessário.
Comumente ouvimos em noticiários referentes à fenômenos naturais de
jornais televisivos do Brasil, expressões do tipo “A chuva castiga
a cidade do Rio de Janeiro e faz dezenas de vítimas”, “A
chuva quebra a seca de seis meses do nordeste brasileiro”, “A
chuva chega e com ela chega doenças, desabrigados e morte!”. Bom,
o sensacionalismo exacerbado contido nessas expressões atribuiu todas as
responsabilidades das conseqüências desses fenômenos à chuva, ou seja,
ao recurso água. Com isso, não só estamos disseminando na população
atitudes negativas a tais fenômenos e em particular ao recurso água,
como também estamos gerando uma consciência ingênua e alienada aos
transtornos decorrentes de tais fenômenos, por exemplo, se é culpa da
chuva a enchente nas principais avenidas de uma cidade brasileira, então
automaticamente, deixa isento da responsabilidade outros aspectos
relacionados como a falta de saneamento, falhas da engenharia, má
administração governamental, desemprego e muitos outros. Desta forma
fica difícil para a comunidade civil saber a quem recorrer. Penso até,
com o perdão da palavra, que a esta altura São Pedro deve está muito
ocupado com tantas reivindicações.
Deve-se ressaltar que existe uma diferença entre fenômenos naturais a
citar, chuva, tempestade, furacão, efeito estufa e, as intensificações
desses fenômenos provenientes das ações antrópicas. Tomando como exemplo
o Efeito Estufa, este é essencial para a manutenção da vida no planeta (AMABIS
& MARTHO, 2004, 396), contudo seu efeito tem sido intensificado pela
emissão de gases oriundos da poluição da atmosférica.
O que se pretende aqui é fazer uma reflexão sobre o adequado uso da
linguagem pelos meios de comunicação em massa afim de que possamos ter
mais um instrumento a favor da Educação Ambiental, em outras palavras,
mais um instrumento contra o “Analfabetismo Ambiental” que
historicamente acompanha o homem desde os seus primórdios de
civilização. Assim, os meios de comunicação em massa estarão
corroborando com a Lei 9.795/99 que trata da Política Nacional de
Educação Ambiental (DIAS, 2004, p.206), quando chama a atenção para a
colaboração dos meios de comunicação em massa para a questão ambiental.
Creio que seja muito mais interessante e relevante “Informar e Educar”,
em especial, educar ambientalmente. Se ouvirmos um noticiário sobre um
evento natural e juntamente com ele a articulação com uma ação do homem
sobre meio ambiente, caso ela exista, passaremos a identificar e a
reconhecer que determinadas relações entre “Homem e Natureza” não são
benéficas.
Enfim, não quero dizer com minha exposição que os meios de comunicação,
de qualquer natureza, se mantenham alheios à questão ambiental, pelo
contrário, apenas chamo a atenção para o uso de algumas expressões como
já discutido.
Referências Bibliográficas
Amabis, José Mariano and Martho, Gilberto Rodrigues. Biologia.
São Paulo: Moderna, 2004, vol.3, 2ed., 438p.
Dias, Genebaldo Freires, Educação Ambiental: princípios e práticas.
São Paulo: Gaia, 2004, 9ed. 551p.,
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