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Ligue seu computador e automaticamente verá uma explosão de imagens.
Vídeos, fotos, animações surgem na tela, sendo atualizadas a todo o
momento. Isso tudo é informação que você consciente ou inconscientemente
está absorvendo.
Dificilmente paramos para analisar a carga informativa de cada imagem e
por qual motivo ela esta sendo divulgada. Então surge a dúvida sobre que
impacto elas causam na comunicação.
A comunicação visual tem um papel importante na transmissão de
conhecimento. Desde os primórdios é por meio de representações
simbólicas que informações importantes são registradas. Mesmo na era
pré-histórica as imagens já tinham a função de repassar o conhecimento a
outras gerações sobre o ambiente e atividades sociais, desenvolvendo
nossa percepção de realidade.
Hoje a sociedade está vivendo um momento de emancipação cultural
gerada na internet. Nesse meio de comunicação as informações visuais têm
um valor maior que o texto escrito. É através de símbolos que a
ideologia de cada grupo irá ser transportada aos demais. Por isso se faz
necessário analisar os efeitos positivos e negativos que a comunicação
visual (criada a partir das tecnologias digitais) traz ao internauta.
Lembrando que toda imagem é portadora de uma carga informativa, toda
evolução artística na construção desse ambiente interfere na
comunicação. A elaboração desse meio leva em conta os padrões estéticos
e a eficiência de suas ferramentas. O formato do texto, seleção de
imagens, editoração, interatividade, diagramação, tudo é construído
tentando atrair o maior número de visitantes possível, aproximando o
ambiente virtual à realidade em que vivemos ou que desejamos viver.
Da mesma forma que programas gráficos podem melhorar as fotos, os
avanços científicos transformam os nossos corpos físicos criando um
simulacro de mundo perfeito.
A rapidez nas trocas de informação quebra a relação “tempo x espaço”. O
“corpo físico” é substituído pela subjetividade virtual, criando uma
realidade paralela, ou seja, ao mesmo tempo em que estamos ocupados e
distantes fisicamente, nos mantemos conectados e disponíveis no
ciberespaço.
Vemos a arte se desenvolver com auxílio da tecnologia, quase convergindo
para o ramo científico. Ecossistemas artificiais formam-se por meio das
redes de comunicação. Cada vez mais a ciência, cultura, arte e
tecnologia se fundem em uma nova proposta de ambiente social, alterando
e conduzindo a nossa percepção e transformando a comunicação humana.
As criações gráficas vão nos permitir mergulhar nessa vida surreal, onde
nosso ID torna-se um “avatar” entre o real e o virtual. Os problemas
sociais passam a ser discutidos e resolvidos na Internet, nova “ágora da
modernidade”. As organizações sociais, expressões artísticas e
transmissões de informações também serão transformas por essas novas
tecnologias.
As imagens estão mudando a forma com que as pessoas percebem o mundo,
trazendo uma nova proposta estética, que une usabilidade, modernidade,
tratamento e estudo de cores e até mesmo a forma de compreensão dos
textos. Muitas vezes precisamos analisar com que intenção essas imagens
são criadas, selecionadas e alteradas. A interface gráfica ganha um
papel estratégico construindo um habitat em constante transformação.
O ciberespaço passa a copiar a arquitetura autofágica das metrópoles
onde imagens de alertas, propagandas, notícias disputam espaço,
guerreando pela atenção do internauta. Do mesmo jeito a comunicação no
ambiente real é influenciada por essas novas tecnologias. Essas novas
ferramentas mudam a sensibilidade humana causando o fim da
individualidade do sujeito com a falsa idéia de aldeia global.
A biotecnologia trará a sensação de impotência diante da máquina, ao
mesmo tempo irá evidenciar o egoísmo e o egocentrismo. Trazendo a
exclusão social de grupos que não tenham acesso as ferramentas
tecnológicas.
O desenvolvimento acelerado no ciberespaço traz novos dilemas: a
manipulação, publicações e comércio ilegal, plágio, conteúdos ilícitos e
todo tipo de deslizes éticos reais. Isso aumenta a discussão a cerca da
vigilância e controle da internet. Somos constantemente vigiados e ainda
assim não temos controle sobre o que é privado e o que é coletivo.
Atualmente qualquer um pode ter sua vida devastada pela exposição,
manipulação e divulgação de imagem. E como no ciberespaço tudo é veloz e
absorto, os estragos assumem proporções inimagináveis.
Por todos esses motivos é necessário compararmos o mundo real à
realidade virtual, para refletir sobre as interferências dos valores
estéticos de um meio sobre o outro.
É preciso perceber os efeitos da criação, veiculação e manipulação das
imagens visando traçar um novo panorama sobre a comunicação pós-moderna
e procurar meios de unir o desenvolvimento tecnológico com a evolução da
comunicação humana de forma saudável e responsável.
Referências Bibliográficas
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Lúcia de Arruda Aranha, Maria Helena Pires Martins. São Paulo: Moderna,
1986.
LEVY, Pierre. Cibercultura; tradução de Carlos Irineu da Costa. São
Paulo: Editora 34, 2001.
FAUSTO NETO, Antonio. Interações e sentidos no ciberespaço. Porto
Alegre: EDIPUCRS, 2001.
FERRARI, Pollyana. Jornalismo Digital. São Paulo: Contexto, 2003.
JOHNSON, Steven. Cultura de Interface. Rio de Janeiro: Jorge Zahar,
2001.
Vania Paula Cunha, Jornalista. E-mail:
vaniapaula9@yahoo.com.br
CUNHA, Vania Paula. O valor da imagem
na sociedade digital. Revista Partes. [online]. Disponível
na Word Wide Web: |