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Resumo
A relação
sociedade – natureza é abordada neste artigo, procurando
explorar as contribuições do estudo da geomorfologia e da
cartografia aplicados ao planejamento físico territorial de
áreas urbanas. A pesquisa é fundamentada na teoria dos
geossistemas, uma linha de trabalho muito frutífera nos
estudos geográficos e sócio-ambientais na atualidade,
levando-nos a necessidade de
proteção
dos
recursos
naturais
em
áreas
densamente
alteradas
pelo
meio
técnico - científico.
Palavras-chave:
cartografia ambiental, geomorfologia, áreas urbanas,
planejamento ambiental.
Abstract
The relation society - nature is boarded in
this article, looking for to explore the contributions of
the study of the applied geomorphology and the cartography
to territorial the physical planning of urban areas. The
research is based on the theory of geossistemas, a
very fruitful line of work in the geographic and
partner-ambient studies in the present time, taking us it
necessity of protection of the natural resources in areas
densely modified by the way technician - scientific.
Key-Words:
ambient cartography, geomorphology, urban areas, ambient
planning.
Introdução
A
análise
integrada da sociedade-natureza deve
ser
um
ponto
de
extrema
relevância
para
subsidiar
o
debate
sobre
o
planejamento
ambiental
urbano,
num
caminho
sustentável
e participativo
principalmente
quando
a
sociedade
retoma as
discussões
sobre
o
plano
diretor
da
cidade
e
sua
implantação.
Para
tal
análise
devemos
ressaltar
num
primeiro
momento
os
seguintes
aspectos
de
conceituação:
o
entendimento
dos
problemas
deve ser integrado
entre
sociedade-natureza; deve
ser
visto
na
perspectiva
do
tempo
e do
espaço;
encarando
tanto
a
sociedade
como
a
natureza
como
dinâmicas;
o
desenvolvimento
ambiental
urbano
envolve a
conservação
e
preservação
do
ambiente
urbano
e a valorização
dentro
do
sistema
ambiental da
potencialidade
dos
recursos
naturais
e
não
da
fragilidade.
No
segundo
momento,
a
importância
das
diretrizes
gerais
no
planejamento
ambiental
sustentável,
frisando:
para
se
fazer
um
diagnóstico
ambiental é necessário conhecimento da
natureza-sociedade-legislação; a
questão
do
zoneamento
é uma das
formas
de
preservação
e
não
apenas
para
o
desenvolvimento,
o
zoneamento
não
é uma
lei,
mas
um documento, e o prognóstico envolvem as
linhas
norteadoras de
ação.
As mudanças
técnico-científicas e o
planejamento
ambiental
urbano
Os
complexos
problemas
relacionados à
ação
recíproca
da sociedade
e da
natureza
no
curso
da
atual
revolução
técnico-científica
ainda
não
foram
suficientemente
estudados no
plano
teórico.
As mudanças adversas na
natureza
são
devidas à
ação
negativa
dos
fatores
tecnológicos
sobre
os
ecossistemas
naturais,
cujos
efeitos
não
se conhecem o
suficiente.
Para
a aplicação
de
certas
medidas,
busca-se
seu
efeito
técnico
e
econômico
imediato,
sem
efetuar
cálculos
a
longo
alcance,
sem
prognosticar
com
amplitude
e confiabilidade
suficientes
as
conseqüências
da
intervenção
técnica
no
meio
ambiente.
As
investigações
dos
problemas
concernentes
ao
meio
ambiente
devem
considerar:
a
otimização
das
condições
da
atividade
vital
do
homem
mediante
a
conservação
e o melhoramento das
propriedades
do
seu
entorno; a
implantação
mais
rápida
e
completa
possível
das
tecnologias
sem
resíduos
e dos
ciclos
fechados de
consumo
de
água
na
produção
industrial
e
agropecuária
a
fim
de
eliminar
o
lançamento
no
meio
ambiente
de
substâncias
nocivas e
desperdícios;
uma
exploração
racional
dos
recursos
naturais
que
assegure
sua
proteção,
restabelecimento
e
reprodução
ampliada; e a
proteção
e a
conservação
do
fundo
genético
da
natureza
viva.
Os
estudos
de
geomorfologia
aplicados as
áreas
urbanizadas somam a
necessidade
de
proteção
aos
recursos
naturais
em
áreas
densamente
alteradas
pelo
meio
técnico-científico.
A
geografia
contemporânea
está
preparada
para
os
estudos
ecológicos
pois
dispõe dos
métodos
necessários
e possui uma
imensa
quantidade
de
informação
científica
sobre
o
meio
natural
e
seus
recursos,
assim
como
o
grau
e as
formas
de
seu
potencial
e
aproveitamento
econômico.
GUERASIMOV (1983) cita
quatro
orientações
principais
dos
estudos
ecológicos
na
geografia:
controle
sobre
as mudanças do
meio
originadas
pela
atividade
do
homem;
prognósticos
geográficos
e
científicos
das
conseqüências
da
influência
da
atividade
econômica
sobre
o
meio;
prevenção,
diminuição
e
eliminação
das
calamidades
naturais;
e
otimização
do
meio
nos
sistemas
técnicos
naturais
criados
pelo
homem.
A
abordagem
geossistêmica na
Geografia:
breve
comentário
de aporte
teórico
Dentro
da
formulação
da
teoria
dos geossistemas na
Geografia,
temos
dois
nomes
de
destaque,
sendo
estes
os
grandes
responsáveis
pela
teoria
dos geossistemas, SOTCHAVA (1978) e BERTRAND (1971).
Para
SOTCHAVA (1978), a classificação de geossistemas, deve
considerar
os
seguintes
itens:
·
O
meio
natural
se organiza
em
hierarquias
funcionais
– os geossistemas –
nos
quais
se estabelecem
relações
simultâneas.
·
Cada
categoria
de geossistema possui o
seu
espaço
paramétrico, havendo
três
ordens
dimensionais
de geossistema:
planetária,
regional
e
topológica.
·
Os geossistemas apresentam-se
sob
diferentes
aspectos
quanto
às raízes estruturais e às transformações de
estado,
subordinadas a uma
invariante.
Modificações da
invariante
determinam a
evolução
do geossistema, transformações no
estado
significam
sua
dinâmica.
·
Verifica-se a
convergência
de
dois
princípios:
homogeneidade
e
diferenciação.
Classes
de geossistemas
com
estrutura
homogênea
denominam-se “geômeros” e
com
estrutura
diferenciada, “geócoros”.
A área
homogênea
(obtida por
observações
visuais
ou
estudos
experimentais) é o ponto
de partida
para
a classificação do geossistema. A
área
homogênea
elementar
(geômero elementar
ou
biogeocenose) exprime-se
em
pequenos
espaços.
Na prática,
como
sistema
de trocas
do material
energético, somente
pode funcionar
em
interação
com
as áreas
contíguas, pertencentes a outras fácies. O
menor
número
de parcelas
de combinações
territoriais
de áreas
elementares,
assegurando o mínimo
de condições
para
seu
funcionamento
constitui o geócoro
elementar
ou
área
de “diferenciação
elementar”.
Um
geossistema,
em
cada
parcela
de
tempo,
encontra-se
em
determinado
estado
de
dinâmica.
Somente
é
possível
comparar
geossistemas e classificá-los
com
um
inventário
próprio
das
suas
transformações
dinâmicas.
A classificação dos geossistemas deve
revelar
a
tendência
dinâmica
do
meio
natural.
É
necessário
considerar
a
perspectiva
futura
da
sua
evolução.
Considerando
que
o
confronto
das
idéias
de “classificação” e “zoneamento”
possui
certa
história,
SOTCHAVA (1978), afirma
que
o
princípio
de duas fileiras de classificação do geossistema (geômeros
e geócoros) introduz uma
novidade
na
questão
sobre
a
correlação
entre
ambos
(classificação das
paisagens
e
zoneamento
físico-geográfico).
Renovam-se os procedimentos metodológicos do
zoneamento.
Segundo
BERTRAND (1971:3), a
paisagem
define-se
como:
“... uma
determinada
porção
de
espaço,
o
resultado
da
combinação
dinâmica,
portanto
instável,
de
elementos
físicos,
biológicos e antrópicos
que,
reagindo dialeticamente uns
sobre
os
outros,
fazem da
paisagem
um
conjunto
único
e
indissociável,
em
perpétua
evolução”.
Não se
trata
somente
da
paisagem
“natural”, mas da
paisagem
total,
integrando todas as
implicações
da
ação
antrópica.
O
geossistema,
como
unidade
de
paisagem,
resulta da
combinação
local
e
única
de
fatores
(geomorfológicos, climáticos e hidrológicos) e de uma
dinâmica
comum.
O geossistema,
assim
definido,
seria
compatível
com
a
escala
humana.
Todo
o geossistema, tem uma funcionalidade e uma
dinâmica.
O
que
os diferenciam
concretamente
são
as
diferentes
trocas
de
energia
e
matérias
(os
fluxos).
Tanto
nas
idéias
de SOTCHAVA (1978),
como
BERTRAND (1971), temos na
teoria
do geossistema
um
caminho
a
ser
trabalhado
quando
nos
referimos ao
planejamento
físico-territorial
urbano
e a
geografia
oferece
produtos
sólidos
de
intervenção
e
prevenção
nas
áreas
urbanas.
A
vida
social,
o
espaço
urbano
e sua
cartografia
A
vida
social
está inscrita no
tempo
e no
espaço.
É
resultante
da
ação
e
interação
dos
homens
entre
si
e
com
o
meio
ambiente.
Dele retiram os
recursos
(alimentos,
energia
e
matérias
primas)
com
os
quais
subsistem e nele estabelecem
suas
moradias.
A
originalidade
dos
grupos
sociais
dependem de
sua
vitalidade
cultural
que
por
sua
vez
estabelece e desenvolve a
capacidade
de
poder:
sobre
os
próprios
homens
e
sobre
a
natureza.
O
poder
é
indispensável
à
solução
de
um
grande
número
de
problemas.
Tem raízes psicológicas
individuais
e coletivas. O
poder
como
fenômeno
dentro
da
organização
social
esta intimamente ligado à
dimensão
das
sociedades:
aquelas
não
institucionalizadas limitam-se a
relações
estreitas num
sistema
pouco
amplo
de
poder;
nas
sociedades
numerosas a institucionalização das
relações
amplia os
limites
do
universo
social
mais
acessível,
mas
leva
às
formas
sociais
do
poder.
Mas
seria ingenuidade
acreditar
que
elas
não
permitem
vantagens
a
algum
segmento
social
ou
a
alguns
indivíduos.
É
esse
poder
social
que
invocamos
para
a
solução
de
fatos
urbanos,
tornados
problemas,
às
vezes.
Fatos
urbanos
são
localizáveis
espacialmente,
portanto,
dimensionáveis. Partindo desse pressuposto,
todo
planejador
urbano,
de
posse
dos
fatos
urbanos
e dos
seus
eventuais
desarranjos
espaciais,
deve
procurar
classificá-los, hierarquizá-los e os
localizar
no
plano
de
modo
conveniente.
Logo,
o planejador
em
seu
trabalho
de urbanização de
novas
áreas,
como
extensão
da
malha
e
população
urbanas
ou
processo
de reurbanização, deve
dispor
de
vários
instrumentos
de
ação
e,
dentre
estes,
o
mapa
ou
as
cartas
geográficas
(dentre
estas
cartas
geográficas estão os
mapas
e
cartas
geomorfológicas).
O
planejamento
urbano
deve
ser
encarado
sob
dois
aspectos:
a)
uma
situação
já
existente –
cidade
já
em
evolução,
entretanto
desorganizada,
como
fruto
de uma
ação
humana
negligenciada
ou
do
processo
histórico,
carregando
um
passado
embora
respeitável
mas,
muitas
vezes,
defasado da
realidade
e
que
a
partir
de
um
determinado
momento
se
torna
premente
solucionar
seus
problemas
a
fim
de
que
a
sociedade
urbana
possa
atingir
o
bem-estar
compatível
com
a
época,
e
objetivo
máximo
do
planejamento.
b)
uma
situação
a
ser
criada
–
cidade
nova,
livre
de
problemas
urbanos,
planejada
racionalmente
em
que
as
feições
urbanas deverão
conter
as
dimensões
humanas,
isto
porque
o
Homem
deve
ser
a
medida
de
tudo.
c)
No
primeiro
caso,
pré-existem
fatos
decorrentes da
ação
humana
e localizados na
superfície
terrestre.
Resultaram no
jogo
dialético
entre
o
meio
natural
e o
nível
cultural da
sociedade
ocupante
desse
meio
e
suas
estruturas
de
poder.
No
segundo
caso,
existem,
principalmente,
fatos
geográficos
naturais,
cujo
conjunto
organizado
segundo
valores
específicos
da
natureza,
vão
funcionar
como
suporte
e
vitalidade
da
ação
urbanizadora.
Não
pode
anular
completamente
a
força
evolutiva
e
criativa
da
natureza.
Em
ambos
os
casos,
tais
fatos
são
passíveis
de cartografação e,
portanto,
o planejador
urbano
não
pode e
não
deve
prescindir
de
um
precioso
instrumental colocado à
sua
disposição
– os
mapas
–
quadro
sinótico dos
processos
e
inter-relações
regionais.
Como
a
função
básica
do
Estado,
tornado
poder,
é
organizar
o
espaço
ou
território,
a
fim
de
que
os
cidadãos
se situam
felizes,
morando, trabalhando, recreando-se e circulando,
todo
o
planejamento
deve
dar
condições
para
que
as
autoridades
competentes,
em
especial,
as municipais, possam
realizar
a
contento
tal
tarefa.
Dependendo do
volume
dos
problemas
nos
dois
casos,
do
tipo
de
trabalho
e das
soluções
a serem adotadas e da
disponibilidade
financeira,
devem
ser
convenientemente
escolhidos o
tipo
de
mapa,
a
escala
e as
convenções
cartográficas.
Por
exemplo:
dois
mapas
em
escalas
diferentes,
respectivamente,
1:1.000.000 e 1:50.000. Nesta
última
escala
a
quantidade
e a
qualidade
dos
fatos
observáveis
são
mais bem identificadas.
Sistemas
de
relações
internas
mais
complexas podem
ser
deduzidos a
partir
de
escalas
menores
e a
tal
ponto
que
os
próprios
moradores da
região
não
seriam
capazes
de se aperceberam.
A
escala
ideal
de representatividade cartográfica dos
fenômenos
urbanos
deve
ser
tal
que
permita uma
visão
ampla,
global,
a
fim
de
que
se possa
equacionar
toda
a
problemática
urbana,
(por
exemplo,
1:10.000, 1:5.000, 1:2.000). Os
aspectos
particulares,
correspondem a
cada
problema
urbano,
exigirão pormenorização cartográfica
em
escala
correspondente.
O
mapa
é uma
ferramenta
de
trabalho
para
o
bom
desempenho
do planejador
urbano,
pois
nele poderá
ser
situada
toda
a prospectiva e
perspectiva
urbana.
Daí,
ser
cada
vez
maior
a
responsabilidade
dos
cartógrafos
e dos
geógrafos
na
elaboração
de
cartas
bem
como
de
sua
simbologia.
O
objetivo
expresso
no
texto
ROSS (1992), vai de
encontro
ao
exposto
acima,
ele
procura
a
geração
de uma
cartografia
geomorfológica integrada, de
leitura
direta
e
que
subsidie o
planejamento
ambiental
em
espaços
físico-territoriais de
diferentes
dimensões,
entendo
que
esta
proposta
também
pode
ser
aplicada no
planejamento
urbano
é
que
retomamos as
idéias
do
autor,
agora
direcionada ao
ambiente
urbano.
A
fundamentação
teórico-metodológica de ROSS tem
suas
raízes na
concepção
de Walter Penck (1953),
para
o qual
as
atuais
formas
de
relevo
são
produtos
das
forças
dos
processos
endógenos
(forças
do
interior
da
crosta
terrestre)
e
exógenos
(forças
da ação
climática). As
forças
endógenas revelam-se
através
dos
processos
ativo
(comandado
pela
dinâmica
da
crosta
terrestre)
e
passivo
(determinado
pela
resistência
de sua
estrutura).
Todo
o
relevo
pertence
a uma
determinada
estrutura
(morfoestrutura)
que
o
sustenta
e
mostra
um
aspecto
escultural
(morfoescultura)
que
é decorrente da
ação
do
tipo
climático
atual
e
pretérito.
Jurandyr L
S. Ross, apresenta uma
taxonomia
constituída
por
seis
unidades.
Segundo
essa
taxonomia,
os
diferentes
tamanhos
e
formas
estão
associados
à
cronologia
e à
gênese.
Os taxons representam uma
ordem
decrescente de
tamanho
e
idade.
Ela
é
baseada
fundamentalmente
no
aspecto
fisionômico
que
cada
tamanho
de
forma
de
relevo
apresenta,
não
sendo
rígida
quanto
à
extensão
em
quilômetros
quadrados,
mas
considerando o
significado
morfogenético e as
influências
estruturais e
esculturais
no modelado. Essa
taxonomia
se
torna
um
instruemtal a
mais
de
entendimento
quando
redirecionada as
áreas
urbanas e
principalmente
as
regiões
metropolitanas.
O
planejamento
físico-territorial e o
urbano
ROSS (1993)
argumenta
em
favor
da
necessidade
de
desenvolvimento
do
planejamento
físico-territorial na
perspectiva
econômico-social e ambiental,
que
considere a
potencialidade
dos
recursos
naturais
e
humanos
e a
fragilidade
dos
ambientes
face
as
diferentes
inserções
dos
homens
na
natureza.
Estudos
integrados de
um
determinado
território
pressupõem o
entendimento
da
dinâmica
de
funcionamento
do
ambiente
natural
com
ou
sem
a
intervenção
humana.
Assim,
a
elaboração
do
zoneamento
ambiental deve
partir
da
adoção
de uma
metodologia
de
trabalho
baseada
na
compreensão
das
características
e da
dinâmica
do
ambiente
natural
e do
meio
sócio-econômico, visando
integrar
as diversas
disciplinas
científicas específicas,
por
meio
da
síntese
do
conhecimento
acerca
da
realidade
pesquisada.
As
proposições
de
zoneamento
ambiental devem
considerar
as potencialidades do
meio
natural.
O
conhecimento
das potencialidades dos
recursos
naturais
passa
pelos
levantamentos
dos
solos,
relevo,
rochas
e
minerais,
águas,
clima,
flora
e
fauna,
enfim
de todas as
componentes
do
estrato
geográfico
que
dão
suporte
à
vida
animal
e do
homem.
Para
a
análise
da
fragilidade,
entretanto,
exige-se
que
esses
conhecimentos
setorizados sejam avaliados de
forma
integrada, calcada
sempre
no
princípio
de
que
a
natureza
apresenta funcionalidade
intrínseca
entre
as
seus
componentes
físicos
e bióticos.
Razão
pelo
qual,
o
espaço
urbano
é
plausível
de
ser
analisado e planejado no
que
tange ao
seu
território
físico
e ambiental.
As
fragilidades
dos
ambientes
naturais,
quando
aplicadas ao
planejamento
territorial
ambiental, devem
ser
avaliadas
segundo
o
conceito
de
Unidades
Ecodinâmicas preconizado
por
TRICART (1977).
Dentro
dessa
concepção,
o
ambiente
é analisado
sob
o
prisma
da
Teoria
dos
Sistemas,
que
parte
do pressuposto de
que
na
natureza
as
trocas
de
energia
e
matéria
se processam
através
de
relações
em
equilíbrio
dinâmico.
O
que
para
a
geografia
passamos a
trabalhar
com
o
conceito
de geossistema.
Algumas
considerações
sobre
as
questões
ambientais e o
urbano
Uma
premissa
básica é
que
a natureza
tem capacidade
de auto-recuperação pois
o homem,
por
mais
que
a altere, não
consegue interferir
na sua
essência.
A segunda
reza que
é possível
utilizar
os recursos
da natureza
sem
dizimá-los, a medida
em
que
se planifique seu
uso
e aplique
tecnologias
que
respeitem seus
limites.
A
pesquisa ambiental na
geografia
tem como
objeto
de análise
as sociedades
humanas com
seus
modos
de produção,
consumo,
padrões
sócio-culturais e o modo
como
se apropriam dos
recursos
naturais
e como
tratam a natureza.
Ela
busca
entender
as relações
das sociedades
humanas com
a natureza
dentro
de uma perspectiva
absolutamente
dinâmica
nos
aspectos
culturais, sociais,
econômicos
e naturais.
A
abordagem
geográfica
na pesquisa
ambiental urbana
é representada através
de mapas,
cartogramas, gráficos
e tabelas produzidas a partir da utilização e interpretação
de dados numéricos (estatísticos) bem como dados obtidos por
sensores e levantamentos de campo. Essas
informações
podem ser
trabalhadas por
sistemas
informatizados ou
por
processos
convencionais
da cartografia
temática
e da estatística
de dados
geográficos.
Os
produtos de
síntese
dentro
da abordagem
geográfica
são
obrigatoriamente espacializados no
território
objeto
da pesquisa,
e seus
conteúdos
devem contemplar,
de forma
sintética,
as informações
multi-temáticas pesquisadas
nos
temas
das disciplinas
especializadas. Esses
produtos
de síntese,
devem se basear
na concepção
teórica
da Teoria
dos Sistemas,
mesmo
nos
ambientes
urbanos.
Desta forma
a geografia,
passa
a ser
um
instrumental importante
para
o planejamento
físico-territorial
urbano, gerando uma
infinidade
de produtos
cartográficos de síntese.
Referências
AB’SABER,
A. N.
Um
conceito
de
geomorfologia
a
serviço
das
pesquisas
sobre
o
quaternário.
Geomorfologia,
18:1-23, 1969.
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metodológico.
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Problemas
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nos
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do IGEOG/USP). |