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Resumo:
Este artigo propõe-se a expor a contribuição dos demógrafos diante as
mudanças ocorridas na natureza, socializando o trabalho destes nas suas
metodologias, ideologias e contradições, presentes nesse longo processo
visando melhorar a condição ambiental. Analisando as conseqüências desse
grande impacto do meio ambiente e entrando na linha de frente de como essa
questão tem gerado um problema global que prejudica a própria existência da
humanidade se for levado em consideração à pré-existência das gerações
futuras.
Palavras-Chave: Meio Ambiente. Demografia.
Impactos ambientais. Saúde Pública
A dizimação da natureza atualmente é preocupante, ela
desencadeia vários olhares sobre a questão ambiental, na sociedade essa
temática é de fundamental importância, não só para os ambientalistas, mas
também para toda a população mundial, é necessária maior mobilização e
atenção para os problemas ambientais, porque eles extinguem a própria
humanidade considerando que o ser humano precisa da natureza para
reproduzir-se e é nela que ele encontra a matéria bruta para a finalização
ou não de seu produto acabado, porque na natureza podemos fazer uso também
de matérias brutas como os vegetais, as frutas e a cobertura vegetal em si,
sendo esta importante para o equilíbrio ecológico.
Partindo do princípio que a ciência demográfica se originou
do dilema entre dinâmica demográfica e mudança ambiental, aponto que essa
relação é acompanhada na sociedade desde a antiguidade, com os gregos e
romanos na história, porém anteriormente, a demografia ora confirmava e ora
negava a teoria de Malthus. Com o boom da crise ambiental em décadas
recentes, os demógrafos não tinham bagagem teórica para se adequar às novas
realidades ambientais, só uma década depois é que estes começaram a
legitimarem-se com o debate ambiental.
Abstraindo a teoria neomalthusiana, a dificuldade que os
demógrafos tiveram foi de responder a indagação de alguns cientistas de
outras áreas do pensamento, em relação à posição dos demógrafos com o
crescimento populacional, já que os cientistas estavam preocupados com as
proporções que este crescimento ocasionou para a crise ambiental, pois os
demógrafos ao analisarem as estatísticas do aumento populacional não
perceberam essas questões ambientais e outros setores de suma importância
para a formação do espaço geográfico.
A chegada dos anos noventa trouxe consigo uma nova
abordagem da questão populacional e o meio ambiente. Antes essa questão era
criminalizada, podemos ver isso claramente diante da posição de um delegado
brasileiro em Estocolmo em 1972 quando ele falou que a preocupação com o
meio ambiente só dizia respeito aos países desenvolvidos segundo ele o
ambientalismo é considerado uma ostentação para esses países, pois é um
indício de que com o aumento da poluição houve um desenvolvimento econômico,
financeiro para os países pertencentes a esse bloco econômico.
Atualmente, a preocupação com o meio ambiente está sendo
debatida abundantemente em todos os setores da sociedade, uma vez que há o
predomínio do desenvolvimento sustentável, onde está sendo levado em
consideração não só a qualidade dos produtos, mas também as formas que estes
são extraídos da natureza se foram retirados de maneira responsável, que não
extingue a cobertura vegetal e possibilite uma melhor preservação e
reposição desses recursos naturais. No Brasil os demógrafos participaram
ativamente como consultores do Ministério das Relações Exteriores e também
na Associação Brasileira de Estudos Populacionais, elaboração de seminários
sobre a temática, participação de Conferências, debatendo as novas questões
sobre o ambientalismo em contraposto com as velhas ideologias, métodos
contraceptivos para diminuir a taxa de natalidade e a inserção do
planejamento familiar.
O planejamento foi visto nos países da América Latina sob a
ótica dos países desenvolvidos não de uma forma fundamentada e bem elaborada
visando o desenvolvimento econômico, foi atribuída à queda das taxas de
natalidade pelas taxas de óbito, onde não negaram as reais desigualdades
sociais que contribuíram de fato para esse acontecimento, o planejamento
serviu como válvula de escape para conter a população, pois as taxas de
crescimento populacional estavam elevadas e não tinham condições de
distribuir igualmente as riquezas socialmente produzidas, por isso o
planejamento familiar serviu para amenizar essas desigualdades sendo este
imediatista sem curar a raiz dos problemas sociais.
As velhas capas do discurso sobre crescimento populacional
foram substituídas por questões atuais como: o prolongamento da longevidade
do ser humano, o futuro das gerações posteriores, a preocupação com as
reservas naturais, as freqüentes alterações climáticas, enchentes,
terremotos, escorregamentos, erosão, desertificação, poluição, degelo das
camadas polares, mudanças nos ciclos reprodutivos de várias espécies em
diferentes regiões do mundo. À proporção que a natureza respondeu às
imposições errôneas dos homens no tratamento com esta, o crescimento
populacional e o meio ambiente tiveram importância na explicação dos
impactos sofridos pela natureza, é importante ressaltar que segundo Daniel
Joseph Hogan o vilão da história não é o crescimento da população, mas sim
que este é considerado um fator agravante para tal questão ambiental.
Uma
das problemáticas da relação entre população e meio ambiente são as doenças
que castigam principalmente as crianças e os idosos, já que essa categoria
apresenta uma menor defesa no organismo para as doenças ocasionadas com as
práticas de mau uso da natureza, são exemplos de patologias: o estresse
principalmente é afetado nas pessoas que têm um ritmo de vida acelerado e
que trabalham rotineiramente, disenterias nas crianças, obesidade, as altas
taxas de homicídio sendo os homens os maiores praticantes para o aumento
desse índice, osteoporose nos idosos atualmente essas taxas tendem a crescer
devido à degradação da natureza e adição de substâncias químicas em
alimentos como é o exemplo dos refrigerantes, ou seja, com os desgastes
ambientais as pessoas ficam sujeitas a doenças mais freqüentemente.
O
Brasil é um país com uma rica biodiversidade, possui uma variedade de biomas
muito importante para o equilíbrio ecológico, a Amazônia constitui o maior
banco genético da diversidade terrestre, os impactos ambientais brasileiros
são brandos em comparação com o de países como Estados Unidos, China e Japão
que também atuam como os maiores poluidores do meio ambiente, porém somos
constantemente vitimados pelos impactos ambientais como a seca que assola
principalmente a região nordeste do país, as crescentes desertificações
posso citar o que está acontecendo no Piauí na região de Gilbués, o exemplo
do furacão Catarina em 2002 no sul do Brasil, as enchentes como a que
aconteceu em Santa Catarina que teve uma grande mobilização e campanha
visando à melhoria das pessoas desabrigadas e além dos desastres ambientais
ainda vem imbricadas as suas respectivas conseqüências que são: fome,
miséria, falta de água potável, proliferação de doenças, prejuízos
financeiros e não matérias como a morte de pessoas que se encontram nas
regiões propícias a riscos ecológicos.
Segundo Blaikie o problema enfrentado pelos ambientalistas para prever e
prover à população da ocorrência de desastres ambientais seria a dificuldade
de controlar longas extensões de terra sobre os impactos, problemas de
escala, incerteza e complexidade, falta de tempo já que os desastres ocorrem
repentinamente, todos esses empecilhos problematizam a questão ambiental,
pois são barreiras que não seriam apenas responsáveis para essa questão não
só os ambientalistas, mas sim uma conscientização da população e respeito
para com a natureza, o uso de novas tecnologias mais rápidas eficientes e
precisas executariam funções, mas desejadas para combater o desgaste
ecológico.
Portanto, é importante que a população se conscientize dos problemas
ambientais atuando com medidas simples como: economizar água, não derrubar
árvores, os arquitetos na elaboração de projetos como edifícios, casas,
desenvolver dentro de uma com uma visão de arquitetura bioclimática para que
haja um equilíbrio entre a área edificada e a área vegetal, não deixar
dejetos e lixos em locais impróprios, pois esses resíduos podem causar
doenças e tapar bueiros impedindo o escoamento da água ocasionada pelas
chuvas, redução de carros poluentes do ar, quando for ao supermercado
preferir as sacolas de papel ou as sacolas ecológicas, pois o plástico para
se decompor na natureza demora vários anos e manter o crescimento
populacional visando o crescimento das riquezas socialmente produzidas.
Referências
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