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O termo economia ecológica começou a ser abordado quando a crise ambiental começou a se tornar mais visível e latente mais precisamente, após a segunda guerra mundial. O padrão econômico neoclássico baseado na infinidade dos recursos, e a externalidades negativas produzidas tornaram-se ao longo do tempo, passível de criticas, uma vez que as externalidades negativas produzidas pelo processo econômico passaram a pressionar o ambiente.
Os gases lançados à atmosfera, o aquecimento global, a degradação dos corpos hídricos, a problemática do lixo, são exemplos das externalidades produzidas pelo processo econômico e corroboraram para a necessidade de um novo paradigma de produção, alternativo ao padrão neoclássico convencional. Com a economia ecológica, conceitos econômicos e biológicos passaram a ser inter-relacionados dentro da ótica do desenvolvimento econômico.
É também com a economia ecológica que o conceito de capital recebe uma nova roupagem, sendo apresentado o capital natural (que são os recursos renováveis, não renováveis e os serviços ambientais), capital social (que ó capital produzido pelo homem via atividade econômica) e o capital cultural (que é o modo de vida que as sociedades levam).
Com a economia ecológica conceitos biológicos passaram a se inter-relacionar dentro do processo econômico. Conceitos como de resiliência, que é a magnitude de um distúrbio que um ecossistema pode suportar sem sofrer alterações, e de capacidade de suporte, que é a quantia de populações que um ecossistema pode sustentar sem reduzir a capacidade desse ecossistema de sustentar essa mesma população no futuro, passaram a ser inseridas dentro do corpo conceitual da economia.
Pode-se afirmar que o pai da economia ecológica, é o economista Nicholas Georgescu Roegen, uma vez que esse criticou a economia convencional, concordando com as ciências naturais e sociais e dirigindo-se rumo a sustentabilidade.
Georgescu criticou a economia convencional pelo fato de que esta está calcada no principio da infinitude dos recursos e da energia. Para ele a economia deveria ser baseada nos ciclos naturais da natureza, respeitando seus ciclos biogeoquimicos e suas limitações e traz para o cerne da discussão a escassez econômica a lei da entropia. Portanto, Georgescu batia de frente com a economia convencional, não defendendo o principio de infinitude dos recursos e de energia, afirmando que estes não suportariam uma reprodução ampliada do capital.
A lei da entropia versa sobre a quantidade de matéria e energia que são dissipadas a partir do processo de produção, as quais são as principais responsáveis pelas varias formas de degradação ambiental. Para Georgescu, todo trabalho de transformação gera matéria e energia dissipadas, e essas deveriam ser apenas numa quantidade em que o ambiente pudesse reincorporá-las.
O conceito de capital dentro do contexto da economia ecológica, também recebe uma nova roupagem, apresentando-se o capital natural, que corresponde aos recursos renováveis e não renováveis e aos serviços ambientais, o capital construído (social), que é o construído pelo homem via atividade econômica e o capital cultural, que corresponde aos modos de vida das sociedades.
Também merece ser inserida na discussão da economia ecológica a questão da complementariedade/substituição entre o capital natural e o capital social, estabelecendo a classificação entre sociedades de sustentabilidade forte e sociedade de sustentabilidade fraca. Dentro desse contexto, as sociedades consideradas de sustentabilidade fraca são aquelas onde há a substituição do capital natural pelo capital construído, e sociedades de sustentabilidade forte são as que mantêm uma complementariedade entre ambos os capitais. Portanto, diante do exposto, a economia ecológica e a entropia colocam freios nas aspirações econômicas humanas, definindo limites para a engenhosidade e interesses do homem.
Portanto, diante do exposto, a economia ecológica bate de frente com a economia convencional, não defendendo o principio de infinitude dos recursos e impondo freios nas aspirações econômicas e engenhosidades humanas.
