Esta pesquisa
bibliográfica objetiva abordar a necessidade de uma
reflexão-ação referente à crise ambiental, principal dilema
século XXI, sendo o homem o principal protagonista das
catástrofes
ambientais. Enfatiza ainda a ciência que ao identificar à
crise ambiental ressalta a necessidade de compreensão mútua da
sociedade em construir ou ampliar uma reforma de
conscientização levando em conta a sobrevivência dos
indivíduos/sociedade/espécies. E a mobilização dos diversos
atores sociais no processo de conscientização da importância
da educação ambiental de forma emancipatória tendo base à
teoria libertaria de Paulo Freire.
This
literature review
aims to
address the need
for
an
action-reflection
on the
environmental crisis,
the main
dilemma
century,
the
man
being
the main
protagonist
of environmental disasters.
It further emphasizes
the
science
to
identify
the
environmental crisis
underscores
the
need for mutual understanding
of society
in
building or expanding
an
awareness
of
reform
taking
into
account
the survival of
individuals
/ society
/
species.
And
the
mobilization
of
social actors
in
the process
of
awareness
of the
importance of environmental education
so
liberating
being based
on the
libertarian
theory
of Paulo Freire.
Há muito, as
questões pertinentes à educação ambiental têm se constituído
em objeto de reflexão, visto que, o homem tornou-se, o
principal protagonista de
catástrofes
ambientais. De fato, ao longo dos anos acompanhamos o domínio
do mesmo sobre a natureza. Aliás, acredita-se atualmente que a
maior preocupação do século XXI é sem dúvida a destruição do
meio ambiental. Dessa forma é grande a mobilização dos
diversos atores sociais no processo de conscientização da
importância da educação ambiental por meio de uma reeducação
como eixo norteador do futuro da humanidade.
Nesse contexto
destacamos entidades governamentais e não governamentais como:
ONGs, movimentos populares, grupos religiosos, organizações
políticas entre outros. Os quais buscam orientar suas ações
para o desenvolvimento sustentável em especial a reeducação da
sociedade referente à temática ao meio ambiente.
Nesse sentido,
também merece ênfase a ciência que ao identificar à crise
ambiental ressalta a necessidade de compreensão mútua da
sociedade em construir ou ampliar uma reforma de
conscientização levando em conta a sobrevivência do indivíduo.
Mas para que isto ocorra se faz necessário políticas públicas
efetivas de prevenção e cuidado com o ecossistema. Entretanto;
historicamente acompanhamos o processo de devastação da
natureza principalmente na região nordeste do Brasil região
esta conhecida como Amazonas. Isto é possível perceber quando
observamos de forma silenciosa o grito de socorro do nosso
ecossistema. Considerando ainda que este agravante
contribuísse de forma significativamente para o atraso
cultural da região nordeste, a este fenômeno podemos chamá-lo
de negação cega do homem aos benefícios que a natureza traz a
sociedade. Logo, é possível nos perguntamos? Será que lhe
resta ainda consciência de nossas ações e será que elas
corroboram ou fortalecem o extermínio de espécies importantes
da fauna ou flora?
Dessa forma é
possível realizar uma ação reflexiva quanto à necessidade da
humanização da sociedade perante as questões ambientais. A fim
de que, seja inserida no sujeito uma cultura aberta ao
diálogo, à troca de experiências, ou seja, uma consciência
autocrítica, de autonomia, visando à auto reforma do pensar e
agir humano referente às questões ambientais. Levando em conta
que ao longo de décadas a sociedade vem sofrendo um processo
de evasão rural e conseqüentemente a urbanização desenfreada
de metrópoles e grandes centros, fatores como esse
conseqüentemente pactuam a ocupação de locais próximos a área
de mananciais, ou seja, as margens de rios, locais insalubre
(lixões), e outras fontes de poluição.
Nesta mesma
perspectiva podemos citar várias indústrias as quais não tem
compromissos com o meio ambiente e muito menos com a
sociedade. Ora, basicamente expõem o indivíduo e a sociedade à
vulnerabilidade, além disso, caracteriza-se um fator
desencadeante de vários problemas de saúde e principalmente de
devastação ambiental.
Entretanto; o
processo de construção da consciência ambiental é uma tarefa
árdua, já que, a sociedade de que somos parte é regida por um
cenário de classes sociais, que não respeita as
singularidades, e nesse sentido é seletiva e excludente no que
se refere aos menos favorecidos. Poderíamos dar exemplos dos
catadores de lixo, os quais muitas vezes são excluídos,
marginalizados por meio deste sistema capitalista.
Evidentemente é preciso inserir uma cultura de autonomia, de
protagonismo dos sujeitos, de respeito à singularidade onde
cada indivíduo assuma seu papel de co-responsável por uma
sociedade justa e fraterna. Neste sentido devemos pensar uma
reeducação a qual seja apoiada por toda camada da sociedade e
por políticas públicas para a educação das nossas crianças. Ou
seja, o que estamos pensando é um processo de repensar,
reeducar a sociedade referente à temática do meio ambiente,
para que desta forma tenhamos uma educação mais participativa,
libertadora, renovada, ou seja, uma educação sócio educativa
para o futuro de nossas crianças.
Nesse sentido é
interessante enfatizar que a sociedade não respeita a
singularidade, evidentemente não respeitara a fauna e flora.
Resumindo somos parte de uma sociedade seletiva e excludente a
qual não tem a sensibilidade de quantificar o sofrimento do
animal em sair de seu habitat.
Este artigo foi
estruturado objetivando sensibilizar e conscientizar a
sociedade na destruição do meio ambiente, pois o homem
conseqüentemente ao destruir o ecossistema culminará para sua
própria morte. Nesse caso é necessário ampliar a busca por uma
sociedade solidária, participativa que visa a inclusão do
coletivo que significa educar de forma emancipatória ao
respeito, ao diálogo, a valorização de cada ser em sua
totalidade, ou seja, o respeito à biodiversidade. Dessa forma,
trabalhando a inserção da consciência ecológica.
O presente artigo
foi elaborado a partir uma pesquisa bibliográfica,
desenvolvida a partir de material já elaborado, constituído
principalmente por livros e revistas científicas. Segundo Gil
(2006), essa metodologia permite abarcar uma gama de fenômenos
muito mais ampla do que aquela que investiga diretamente, pois
possibilita agrupar inúmeros dados dispersos que na pesquisa
de campo nem sempre é possível.
A pesquisa
bibliográfica se dá por uma investigação, uma consulta de
livros e documentos referentes ao assunto que se deseja
estudar. É uma localização de fontes de informação para a
coleta de dados que se almeja ou se necessita para o
aperfeiçoamento de determinado assunto. Este tipo de pesquisa
ocorre como sinônimo de investigação, de busca a um
determinado tema e objeto de estudo (GIL, 2006).
O desencadeamento da
pesquisa bibliográfica depende de alguns fatores para o seu
desenvolvimento, tais como: a natureza do problema; o
conhecimento que o pesquisador tem sobre o assunto; o grau de
precisão que se pretende ter em relação à pesquisa, entre
outros. Para a realização de uma pesquisa bibliográfica,
deve-se seguir um roteiro com base em um processo que envolve
etapas sucessivas, como: a escolha do tema, o levantamento
bibliográfico, a formulação do problema, a busca de fontes, e
a leitura do material (GIL, 2006).
Evidentemente as
questões problemáticas referentes à crise ambiental requerem
enfrentamento conjunto por meio de toda a sociedade, logo, as
respostas pertinentes a tais questões requisitam uma analise
profunda sobre o meio ambiente e suas múltiplas relações de
forma integradas entre sociedade e todas as políticas
públicas.
Contudo é preciso
efetuar parcerias aberta ao diálogo, ao respeito mútuo entre
os diversos atores envolvidos na causa ambiental, visando
assim o despertar em cada sujeito a consciência de sua
participação e responsabilidade. Entretanto; isto requer
transversalidade nas ações e uma educação emancipatória de
valorização, autonomia e protagonismo para que o mesmo seja
capacitado a diagnosticar, interpretar, planejar, intervir,
implementar, avaliar, além de reproduzir seus conhecimentos na
perspectiva do meio ambiente.
Percebe-se, que a
educação emancipatória torna-se um dispositivo para modificar
o pensamento ecológico ao mesmo instante estimula o exercício
da cidadania. Essa concepção libertária de educação é de Paulo
Freire. Onde Freire diz a educação de forma libertária é a
forma de emancipação de dominados e dominadores.
HUMANIZAÇÃO
ECOLÓGICA
Estamos, contudo,
desafiados a trabalhar a humanização do homem enquanto
sujeitos biológicos e culturais. Conforme Morin 1999, pag 63
é preciso que compreendam tanto a condição humana no mundo
como a condição do mundo humano, que, ao longo da historia
moderna tornou-se condição da era planetária. Isso
significa que é preciso parar e refletir que as ações ou
maneira como vivemos deixam registros no meio ambiente. Ora, é
possível quantificar as marcas conforme desenvolvemos nossas
ações, elas podem tornar-se grandes e visíveis a partir do
instante que o homem gananciosamente explora o ecossistema.
Conseqüentemente, maior impacto desta ação no Planeta.
Por outro lado se as
ações caminharem de forma humanizada, de respeito a cada
sujeito inserido na sociedade os registros ou marcas
conseqüentemente serão saudáveis, e sob esse aspecto a
exploração dos recursos naturais contribuirá para a promoção
da saúde e verdadeiramente na construção da dignidade humana.
Evidentemente é
preciso incluir a educação ambiental nas grandes curriculares
ao mesmo instante que é necessário substituir a metodologia do
ensino tradicional por método libertário, onde de fato, seja
possível trabalhar a educação no campo de inserção do sujeito.
Uma vez que a partir de uma reflexão-ação seja possível
implementar uma consciência ambiental. Em outras palavras, o
método de trabalhar o conhecimento partindo do dia a dia
contribui para ampliar ou modificar pequenas ações. Exemplo
ensinar e responsabilizar a criança plantar e cultivar uma
árvore ou talvez, ate uma simples ação como recolher um objeto
jogado no pátio da própria escola.
De fato, somos
cientes de como é difícil observar a relação de nosso
cotidiano e a degradação ambiental. É interessante, parar e
refletir nossa reação quando ouvimos ou temos o privilegio de
ler uma notícia, artigo ou livro de educação ambiental, isto
nos remete a sensação de distanciamento, algo não familiar.
Essas imagens são as mesmas que cultivamos com nossos
semelhantes, ou seja, a dor do outro não nos pertence.
Este mecanismo de
egoísmo contribui para jogamos a responsabilidade aos outros
enquanto eu cidadão não tenho a capacidade de olhar minhas
ações ou atitudes em meu ambiente familiar, no trabalho, na
comunidade ou coletivamente em sociedade. Assim continuamente
responsabilizamos a sociedade pela crise ambiental e meramente
esquecemos que somos parte da mesma.
Dessa maneira, como
críticos e reflexivos da coletividade não contribuímos direto
ou indiretamente para a modificação do atual cenário
ambiental. Ora, sabe-se reversão do atual quadro de degradação
necessariamente necessita de uma ação integrada pelo meio
ambiente.
Entretanto; é
possível a partir da realidade atual construir novos caminhos
utilizando como ferramenta a educação ambiental, nesse sentido
através de uma distribuição digna dos recursos naturais, ora,
ampliando a visão de problemas ao longo de décadas como
desigualdade social, não respeito aos direitos humanos entre
outros.
BIODIVERSIDADE E
SUA REAL RELAÇÃO COM VIDA HUMANA
Interessante
enfatizar que a vida humana para sobreviver depende
diretamente da biodiversidade. Visto que, necessitamos de
água, alimentos, enfim, de toda natureza. De fato, até mesmo
fatores como a economia e a cultura do país são dependentes do
ecossistema. Contudo, sabe-se o uso da biodiversidade gera
benefícios como produtos extraídos da terra, além de
contribuir diretamente com equilíbrio ecológico, já que,
comprovadamente é possível citar exemplos como; equilíbrio do
clima, redução das emissões de gases do efeito estufa,
contribuições na área da saúde ao disponibilizar produtos
farmacêuticos e tecnologias importantes para diagnóstico e
tratamento de patologias exemplo laser, ainda a promoção da
diversidade cultural.
No entanto, não
podemos esquecer que somos parte de uma sociedade em
construção, onde nem todo o sujeito tem consciência ambiental.
Dessa maneira, nem sempre o uso da biodiversidade gera um
impacto positivo. Todavia, o impacto negativo compactua
diretamente com extinção de espécie, e, por conseguinte, a
perda do desenvolvimento sustentável, ou seja, econômica.
IMPACTOS DA AÇÃO DA
SOCIEDADE SOBRE O MEIO AMBIENTE
Atualmente acompanhamos uma
enxurrada de informações sobre a crise ambiental. Assim,
constantemente somos sensibilizados quanto ao pedido de
socorro do meio ambiente, ouvimos um alerta é preciso agir
hoje para reduzir os impactos da degradação ambiental sobre
gerações futuras. Isto é assustador, no entanto é comprovado,
visto que a natureza vem se manifestando constantemente, logo,
pagamos um preço alto por nossas ações, assim conseqüentemente
esta em jogo vidas e espécies. No entanto; não é utopia, e sim
real realidade, ai esta as enchentes, deslizamentos, furacões,
desequilíbrio das estações, enfim, uma série de fatores, quais
demonstram, a necessidade ações coletivas e integrais deresponsabilidade
socioambiental em defesa da vida.
No entanto, é
importante enfatizar que no Brasil atualmente, é motivo de
preocupação as conseqüências ambientais provocadas por grandes
empresas industriais que acarretam efeitos danosos ao meio
ambiente. É preciso destacar que o maior catalisador deste
impacto é a modernização da sociedade contemporânea.
Continuamente, este fator é culminado por produtos até
frívolo-supérfluos ao consumidor que na maioria das vezes
adquiri por questões de status. Sem dúvida este produto será
benévolo economicamente ao consumidor trará sensação de
saciabilidade, em
contrapartida ao meio ambiente produzirá efeitos
colaterais,
danososdurante o processo de fabricação, uso e descarte
final.
Afinal, sociedade
contemporânea vislumbra os avanços tecnológicos e
continuamente os produtos evoluem de forma assídua e
evidentemente acalanta a substituição por produtos mais
modernos. Neste contexto percebe-se que tais impactos
ambientais, geralmente, são pouco expressivos ou talvez
desconsiderados pela
sociedade de consumo. No entanto, são atitudes como essa que
diariamente bilhões de indivíduos corroboram diretamente com a
destruição do meio ambiente.
CONCLUSÕES
De fato, a crise
ambiental apresenta-se como um dilema social, e vem requerendo
a democratização participativa de toda a sociedade. Nesse
exato sentido, convoca todos os atores sociais, a efetuar uma
parceria, interdisciplinar voltada para educação ecológica e
cidadã. Logo, é necessário efetuar parceria entre políticas
públicas, culturais e econômicas, educadores, lideranças
comunitárias, movimentos sociais e religiosos, comunidade
acadêmica, e o sujeito social. Todos engajados continuamente
em ações comunitárias motivadas em prol do regaste do
ecossistema.
Portanto; é a partir
da educação ambiental que se promove ou constrói uma sociedade
democrática, com sujeitos críticos, reflexivos,por meio de uma
educação holística, ou seja, autônomo e protagonista e
co-responsável, apto a lutar por uma sociedade que respeita a
singularidade e, contudo, a diversidade social. Em outras
palavras uma educação emancipatória produz a valorização do
indivíduo ao instante que promove mudança de valores e
contribui para a formação de redes. E sob este aspecto reduz o
agravamento da crise ambiental.
Logo, para atingir a
emancipação do sujeito de fato, é necessário trabalhar a
consciência ambiental. Ora, somos cientes que através de
pequenas ações diárias, o homem contribui direta e
indiretamente para a não degradação do ecossistema.
Portanto; este
processo emancipatório do homem visa assumir uma autonomia
dialógica, de experiência de cada indivíduo desencadeada a
partir de seu cotidiano. Logo, só é possível através de uma
educação libertadora, de respeito às diferenças e a
diversidade, ou seja, a inclusão como fomento de saberes,
aliada ao trabalho de forma horizontal e interdisciplinar
promovendo assim a criação de vínculo de solidariedade e
co-responsabilidade.
REFERÊNCIAS
FREIRE, Paulo.
Pedagogia da esperança: um encontro com a pedagogia do
oprimido. 6ª ed. São Paulo: Paz e Terra, 1999. , Bauru, v.
13, n. 3, 2007.
MORIN, E. Os
sete saberes necessário á educação do futuro. Ed. Cortes
UNESC V.1, n 12. 1999.
RIOJAS, J. A
complexidade ambiental na universidade.
In: LEFF, E. et al.A
complexidade ambiental. São Paulo: Cortez, 2003.
MUENCHEN, Cristiane; AULER, Décio.
Configurações Curriculares Mediante o Enfoque CTS: Desafios a
Serem Enfrentados na Educação de Jovens e Adultos. Ciência
& Educação.
BRASIL, Programa
Nacional De Educação Ambiental– ProNEA. Brasília,
Ministério do Meio Ambiente, 2005.
1Aristéia
Mariane Kayser (UFSM/FACISA/UNICID) Graduada em Enfermagem,
Especialização em Educação Ambiental/Urgência Emergência e
Trauma/Gestão Educacional
Marco Aurélio da Silva
(UFSM/UFRGS/UNICID) Graduado em Filosofia, Especialização em
Educação Ambiental/Gestão Municipal/Gestão Educacional
Evandra Cardoso (FASB) Mestre em Psicologia Clínica;
Professora de Graduação do Curso de Psicologia