Por Gilberto da Silva Poderia sintetizar A Pedagogia do Suprimido como uma obra que tem “o futuro todo ainda para desacontecer”, mas com certeza, não seria um elogio às avessas, uma maldição e sim um desacontecimento meritório, um des-acontecer no sentido da oposição ao que já acontece na literatura, em específico, a poética. Tento de início, não entender esta obra como puro reflexo da minha musculatura anciã, mas com o cordão da jovialidade de coisas não desenvolvidas na arte/vida suprimida. Em sua leitura, de fato apaixonante, procuro aprender, sem ser bancário, a mergulhar no universo do autor e apreender “coisas de endoidar, reminiscências, crescências” de um Zeh que é a pura expressão do “expressionismo surreal”, um sujeito carioca “retrô...
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