e a poética
de uma vida longa
O psicólogo James Hillman
desdobra a tese lançada por ele em O Código do Ser e afirma que
só na velhice o caráter de uma pessoa se define
“Para um livro sobre a longevidade, A força
do caráter é simplesmente perfeito,
não somente pela sabedoria de seu conteúdo, mas também pelo tom e
ritmo”
San Francisco Chronicle
“Como sempre, Hillman dá um novo sopro de vida a um venerável conceito
e, ao fazê-lo,
nos ajuda a redescobrir as possibilidades anímicas de quando
envelhecemos”
Publishers Weekly
Nas culturas antigas, caráter e velhice caminhavam lado a lado. O idoso
era o detentor da sabedoria e o responsável por transmitir às novas gerações
um exemplo de vida. Com o passar do tempo, a relação entre idade e caráter
foi se modificando. Em A FORÇA DO CARÁTER — E A POÉTICA DE UMA VIDA
LONGA, o psicólogo James Hillman ressuscita a importância da experiência
de vida na formação da psique humana e afirma que o caráter só é
definido na terceira idade.
Convites para que os idosos passem a agir como jovens
estão por toda parte. Nesse contexto, lembra Hillman, os velhos que não
experimentam mergulhar em alguma espécie de fonte da juventude estão
fadados ao ostracismo. A obra de Hillman surge como um convite à reflexão
sobre o universo do idoso nesses dias em que o valor do ser humano está
associado mais à sua capacidade física que à psicológica.
A tese defendida em A FORÇA DO CARÁTER é um
desdobramento de uma outra teoria do autor — lançada no livro O Código
do Ser — segundo a qual o caráter é predeterminado geneticamente.
Hillman demonstra, agora, como somente o tempo é capaz de confirmar o que
a genética definira como sendo o caráter de cada indivíduo.
O autor busca na medicina e na filosofia as
bases que pontuam a sua narrativa doce e poética na defesa da terceira
idade e das marcas do tempo impressas no corpo adulto. Para Hillman, as
rugas acumuladas na face ao longo de décadas trazem consigo uma carga de
experiência de vida de valor inestimável. Apagá-la é como negar o
amadurecimento.
A leitura de A FORÇA DO CARÁTER suscita alguns
questionamentos. Se a velhice define o caráter, então o que dizer
daqueles que morrem antes dos 50 anos? “Talvez sejam corretas as observações
do tipo ‘ele morreu cedo demais’” — explica Hillman. “Com isso,
queremos dizer que o caráter deles ainda não estava completamente
amadurecido”.
E os indivíduos dos séculos passados, que
viviam somente até os 30 ou 40 anos? O caráter de cada uma delas era
incompleto? Hillman responde: “Talvez a velhice fosse menos necessária
naquela época porque as culturas antigas ritualizavam a formação do caráter
com iniciações, festivais e funerais; e os mais velhos forneciam instruções
coletivas. Embora os mais velhos deles devessem ser mais jovens em anos do
que os nossos idosos, eles mesmo assim eram bastante presentes,
enfatizando a cada membro do grupo o valor do caráter”.
JAMES HILLMAN é psicólogo, conferencista
internacional, autor de mais de 20 livros, dentre eles o best-seller O Código
do Ser, publicado pela Objetiva. Analista junguiano e criador da
"psicologia arquetípica" pós-junguiana, lecionou na
Universidade de Yale, na Universidade de Siracusa, na Universidade de
Chicago, e na Universidade de Dallas - onde foi co-fundador do Dallas
Institute por Humanities and Culture. Mora em Connecticut, EUA.
A FORÇA DO CÁRATER, de
James Hillman.
Tradução: Eliana Sabino
256 páginas

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