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No Brasil, os
idosos
que
representavam
apenas
3,2% da
população
geral
de 1900 e 4,7%
em
1960, poderão
atingir 13,8%
no ano
de 2025. No
período de
1960 a 2025, espera-se
que
o
crescimento
da
população
idosa
seja de 917%,
enquanto
que
o ritmo
de aumento
da
população
total
deverá cair
para
250%.
Hoje,
temos aproximadamente 11
milhões
de
pessoas
com
mais
de 60
anos e,
algumas
projeções
indicam
que
seremos o 6º
país
do mundo
em
número
de
idosos
no ano
de 2020,
com
aproximadamente 32
milhões
de
idosos.
Uma das
principais
conseqüências
do
crescimento
desta
parcela
da
população
é o aumento
da
prevalência
das
demências.
Mas,
o que
é
demência?
Na verdade,
existem
diversos
tipos
de
demência
(demência
de
Corpus
de Lewy,
demência
Vascular,
demência
de Parkinson,
demência
fronto-temporal, etc),
com
diferentes
prognósticos.
Porém,
uma
característica
geral
é
marcante
em
todas
elas: a
deterioração
global
e, na
maioria
das
vezes,
progressiva
das
funções
cognitivas. A
demência
de Alzheimer é a
mais
freqüente,
e talvez
a mais
estudada
hoje,
bem
como
é a
patologia
que
tem despertado
maior
interesse
da
população
em
geral,
em
função
da
exploração
do tema
por
parte
da mídia.
O interessante é que, até
pouco tempo atrás, o quadro demencial, considerado de forma geral, era
considerado como um fator relativamente natural que surgia em decorrência do
envelhecimento. Ou seja, seria uma decorrência “natural” do processo de
desenvolvimento humano. Porém, hoje, alguns estudiosos consideram que a demência
deve ser considerada como uma patologia multifatorial e que não está somente
dependente da idade. Poderíamos acrescentar ainda que, os quadros demenciais na
verdade são sintomas decorrentes de outras patologias associadas. Nesse sentido,
a prevenção de quadros demenciais depende diretamente da prevenção dessas
patologias ou, pelo menos dos fatores de risco associados a elas. Ainda nesse
sentido, é importante acrescentar que existem fatores de risco comuns a todas as
demências e que podem e devem ser levados em conta, tanto pelas autoridades da
área de saúde como pela população em geral, no sentido de retardar ou mesmo
impedir o aparecimento de uma demência. Entre esses fatores, podemos citar,
entre outros, o stress, a hipertensão arterial, a má nutrição, a baixa
escolaridade e uma vida sedentária, tanto em termos mentais como físicos.
Políticas públicas de prevenção são essenciais nesse sentido, bem como a
participação mais efetiva da mídia no sentido de esclarecer a população em
relação, principalmente a esses fatores. Orientação especial também se faz
necessária tanto aos cuidadores como aos familiares de indivíduos que apresentam
patologias dessa natureza.
Apesar de não fácil fazer um
diagnóstico preciso em relação às demências, é consenso ser fundamental
determinar qual o tipo de demência, a fim de que o tratamento seja
personalizado. Além disso, a identificação de indivíduos com potencial risco é
fundamental, tanto em termos de prevenção como de posterior terapia. Também é
importante levar em consideração que alguns fatores de risco são evitáveis, o
que nos faz pensar que somos, em grande parte, responsáveis pela nossa futura
saúde mental. |