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Segundo os pesquisadores, em artigo
ainda não publicado, “as
tarefas cognitivas adicionadas aos
exercícios não evidenciaram qualquer eficácia”.
Melhoras com relação à postura, entretanto,
contribuíram para a prevenção de
quedas.
Em artigo ainda inédito e
que será publicado na revista “Joint Bone
Spine”, pesquisadores do laboratório de esportes
e performance motora da Joseph Fourier
University e do departamento de reumatologia da
Grenoble University, na França, mostram os
resultados de pesquisa feita com 68 mulheres. O
trabalho teve como objetivo avaliar o efeito de
exercícios cognitivos combinados com
fisioterapia na “redução de risco em quedas de
mulheres idosas com osteoporose”, dizem os
autores.
Jacques Vaillant e seus
colegas franceses selecionaram mulheres com
idade acima de 70 anos (idade média de 73,5) que
foram submetidas a um programa de 12 sessões com
exercícios de equilíbrio, coordenação e
deambulação (andar independente) projetados para
diminuírem o risco de quedas. “Os pacientes
foram divididos em dois grupos que ficaram
situados próximos ao centro de estudos. Os
grupos foram divididos aleatoriamente ou no
programa apenas de exercícios (31 pessoas) ou
naquele em que aos exercícios foram adicionadas
tarefas cognitivas para serem feitas em conjunto
(37 membros)”, informam os pesquisadores. Os
testes intitulados timed up-and-go (siga
cronometrado) e one-leg balance (OLB) foram
feitos no início da pesquisa e três meses após o
final da programação de
exercícios.
Os resultados apresentados
pelos pesquisadores no artigo mostram que nos
dois grupos investigados houve ganhos com
relação à performance postural das idosas, o que
contribuiu para a prevenção de quedas.
Entretanto, “as tarefas cognitivas adicionadas
aos exercícios não evidenciaram qualquer
eficácia”, dizem. Segundo eles, “a deambulação
melhorou após as sessões de exercícios e as
melhoras foram clinicamente significativas,
aumentando ao longo do
tempo”.
Agência Notisa
(jornalismo científico - science
journalism)
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