.ISSN 1678-8419  

Revista Partes - Ano V - 02/09/2006 18:53:11

 
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O Idoso e as Possibilidades da Educação a Distância
Por José Carlos Belo Rodrigues Jr.

O presente texto pretende discutir as possibilidades e os caminhos para o desenvolvimento de um programa educacional para idosos na modalidade Educação a Distância. Está em questão o desenvolvimento da consolidação teórica de um programa educacional que atenda às especificidades da população idosa, a fim de contribuir para promover sua autonomia e a melhoria da qualidade de vida.

Projetos na área da educação costumam estar voltados para crianças e jovens, para promover a formação integral para cidadania e prepará-los para o ingresso no mercado de trabalho. A criação de oportunidades educacionais para pessoas idosas continua sendo preterida, não obstante o aumento da expectativa de vida nos últimos tempos.

Segundo dados do IBGE (1994), o número de habitantes com 60 anos ou mais no Brasil, em 1991, era de 10,7 milhões, correspondendo a uma população de idosos maior que a de vários países da Europa, como Inglaterra (9,8 milhões) e Portugal (9,7 milhões). O fenômeno da transição demográfica, que muda a estrutura etária da população, evidenciando o envelhecimento da mesma, é, portanto, uma realidade no Brasil há mais de uma década. As conseqüências dessas mudanças se fazem sentir, a princípio, na economia e, em seguida, nas esferas social, política e cultural.

Identificar e analisar as transformações, oriundas do envelhecimento possibilita estabelecer propostas educacionais eficazes, que contribuam para suprir as necessidades específicas dessa população e proporcionar a melhoria da sua condição de vida. Os idosos, muitas vezes, têm dificuldade em se libertar de certos padrões de comportamento, demonstrando resistência para assimilar novas orientações para resolução de problemas. No tocante ao aprendizado e à memória, a utilização de experiências anteriores para solução de novos problemas pode afetar o processo aprendizagem. Com o aumento da idade há um decréscimo das funções sensório-motoras. Uma metodologia a ser trabalhada com idosos deve sugerir formas de simplificação de tarefas para melhoria do desempenho como um todo.

Em função dessas características, fica evidente que propostas educativas para estas pessoas exigem metodologias especiais para os processos de ensino e de aprendizagem. No âmbito das tecnologias da informação, por exemplo, pessoas da terceira idade costumam ter medo do novo e do desconhecido e, não raro, precisam de incentivo para começar. Por outro lado, a informática estimula a socialização. Alguns estudos[1] mostram que o uso da Internet pode ajudar a superar a depressão, a solidão e o desamparo, sentimentos de incidência relativamente comum em idosos. Entretanto, a escassez de conteúdos específicos para idosos é uma das principais explicações para a aparente auto-exclusão dos mais velhos no mundo da tecnologia.

Trabalhos em didática direcionados ao idoso ainda são encontrados com pouca freqüência, o que torna importante a busca de alternativas que possibilitem o aperfeiçoamento de programas educacionais com esta orientação.

Outra justificativa para elaboração de projetos educacionais para idosos encontra ainda respaldo legal na Lei 10.741/03, isto é, o Estatuto do Idoso, que prevê no artigo 20 que “O idoso tem direito à educação, cultura, esporte, lazer, diversões, espetáculos, produtos e serviços que respeitem sua peculiar condição de idade”.

A questão metodológica está contida, no mesmo estatuto, no artigo 21 que reza que “O Poder Público criará oportunidades de acesso do idoso à educação, adequando currículos, metodologias e material didático aos programas educacionais a ele destinados”. O parágrafo primeiro deste mesmo artigo trata mais especificamente do tema proposto no presente plano de estudos: “Os cursos especiais para idosos incluirão conteúdo relativo às técnicas de comunicação, computação e demais avanços tecnológicos, para sua integração à vida moderna”.

Neste sentido, um programa educacional para idosos pode ter como elementos principais: o conhecimento de que trata a disciplina; o tempo pedagogicamente necessário para a apropriação do conhecimento e os procedimentos didático-metodológicos utilizados para viabilizar a aprendizagem.

Outra preocupação metodológica relevante diz respeito à linguagem didática, que é importante para identificar aspectos positivamente educativos. No caso dos idosos, pretende-se manter a norma culta e a clareza, evitando a infantilização. A linguagem articulada, enfática e com a voz clara e audível, contribui na assimilação do conhecimento, principalmente para os idosos com algum tipo de dificuldade auditiva. A demonstração didática pode ser direta, quando apresentada pelo próprio professor e indireta, quando realizada por um ou mais alunos com auxílio do professor. No que diz respeito à educação a distância, é preciso levantar quais conceitos e recursos desta modalidade se adequam melhor à terceira idade. Não há, que se tenha notícia, qualquer estudo mais profundo acerca do desenvolvimento de EAD para idosos, quando, na verdade, essa poderia ser uma população enormemente favorecida pelos benefícios da tecnologia. É provável que todo um novo aparato de aprendizagem em rede tenha que ser desenvolvido para esse público.

O ensino para idosos apresenta especificidades que precisam ser mais bem pesquisadas e sistematizadas, a fim de desenvolver uma metodologia inclusiva e eficaz. Mas num primeiro momento, algumas especificidades podem ser destacadas, como:

·        Conhecimentos e experiências acumuladas – pessoas de idade avançada já chegam em sala de aula com uma imensa bagagem de vivências e conhecimentos que não podem ser desprezados pelo educador;

·        Velocidade de aprendizagem – em pessoas idosas, o ritmo de aprendizagem costuma ser mais lento e, portanto, deve ser respeitado, sob pena de gerar insegurança e bloqueios aos conteúdos tratados no curso;

·        Dificuldades de ordem visual – não é incomum em cursos de informática, por exemplo, observar idosos que necessitam, além da correção visual dos óculos, recorrer a lupas para melhor visualizar imagens em um monitor de computador;

·        Dificuldades de ordem auditiva – idosos que apresentam algum tipo de problema auditivo requerem atenção especial e maior proximidade do professor na sala;

·        Problemas de locomoção – a dependência de instrumentos de locomoção como muletas ou cadeiras de rodas exigem cuidados na acomodação de alguns idosos ao local de estudo.

Estas são algumas características que tornam o ensino para idosos uma matéria que requer maiores considerações e uma atenciosa elaboração. Em resumo, é uma ação educativa que deve ser dirigida pela reflexão crítica de pesquisadores e educadores. O resultado é positivo para a sociedade, pois ao oportunizar o acesso aos avanços tecnológicos, prolonga a vida útil dos indivíduos, que se mantêm produtivos, mesmo em faixas etárias mais avançadas.

A preocupação em compreender cientificamente o processo de envelhecimento humano, bem como suas conseqüências biológicas e sociais, é relativamente recente. Embora algum movimento nesse sentido se faça presente no século XIX, é no século XX que a velhice ganha atenção especial como fenômeno objeto de estudo científico. Nesse século, a Geriatria, como ramo da medicina que estuda as doenças que acometem os idosos, vai surgir nos Estados Unidos. No entanto, mais tarde surge o termo Gerontologia, como ramo da Ciência que pretende estudar os aspectos biopsicossociais do envelhecimento.

Desse “novo” braço da Ciência, que por sua natureza é eminentemente interdisciplinar, irão surgir duas sub-áreas, a saber: a Gerontologia Social, que trata dos processos psicossociais evidenciados na velhice; e a Gerontologia Educacional, voltada para o desenvolvimento de programas educacionais para idosos.

Para Santos (2003, p. 78), a Gerontologia como campo de pesquisa:

não é uma disciplina unificada, mas um conjunto de disciplinas científicas que intervêm no mesmo campo, que necessitam empreender esforços interdisciplinares, os quais excedam os limites de seus próprios paradigmas e teorias, para criar concepções diferenciadas sobre o idoso e os fenômenos da velhice e do envelhecimento.

Sendo assim, embora a Gerontologia se valha, como ponto de partida, dos conhecimentos consagrados por outras áreas de produção científica, é na criação de suas próprias categorias de pensamento que ela vai encontrar os caminhos para que possa se autodenominar ciência. Para o presente trabalho, faz-se necessário elencar um conjunto de conceitos que sirvam para nortear o desenvolvimento de programas educacionais para a população idosa.

O primeiro conceito trabalhado na Gerontologia é envelhecimento, que é um processo que ocorre durante todo o curso de vida de cada indivíduo. Ainda com Santos, percebe-se que é importante perceber as “diferenças, semelhanças e inter-relações” envolvendo os conceitos de idoso, envelhecimento e velhice. Na verdade, embora o envelhecimento aconteça ao longo de toda a vida do ser humano, a velhice é a fase do desenvolvimento onde esse processo aparece de forma mais clara. As principais mudanças são de ordem fisiológica, psicológica e social. Todas afetam a relação da pessoa consigo mesma e com o meio em que vive.

O conceito de idoso difere de país para país, principalmente no que tange o grau de desenvolvimento econômico de cada um. Nos países mais desenvolvidos, são considerados idosos indivíduos com 65 anos ou mais, enquanto em países em desenvolvimento, como o Brasil, são idosos aqueles com 60 anos ou mais.

O conceito de velhice, segundo Santos (2003, p. 86), deve ser visto como a última fase do envelhecimento humano, ou seja, a velhice é “um estado que caracteriza a condição do ser humano idoso”. Nos dias atuais, com os avanços da medicina, da farmacologia e, até mesmo, da cirurgia plástica, a velhice parece encontrar novos limites, uma vez que os efeitos do envelhecimento podem ser escamoteados. Para a autora, tais limites “poderão ser cada vez mais altos se o idoso reconhecer-se, aceitar-se e integrar-se à sua família e comunidade, porque essas ações terminam por torná-lo reconhecido, aceito e integrado por todos” (2003, p. 86).

No entanto, o conceito de velhice é ampliado por Sant’Anna (1997, p. 75) que, inspirada pelos princípios adotados na Antropologia Social, considera que esta é “uma experiência vivenciada, de forma não-homogênea, e diversificada, em função de gênero, classe, etnia, religião”. Na verdade, segundo essa visão seria possível afirmar a existência de idosos e não idoso, além de velhices, no lugar de velhice. A conseqüência dessa abordagem é a constatação da dificuldade em generalizar as especificidades de um público que ora se apresenta mais heterogêneo do que se pensava. Para esta autora “conhecer um universo particular de idosos (...) significa lidar com essa diversidade de situações e experiências” (1997, p. 76). Portanto, tal concepção, no âmbito da pesquisa, irá corroborar na construção de um conhecimento mais qualitativo do idoso, bem como do seu processo de envelhecimento.

O processo de envelhecimento traz inevitáveis conseqüências para o indivíduo. No encontro com Azambuja (1995, p. 97), é possível apurar alguns fatos decorrentes desse processo, a saber:

a perda dos seus papéis familiares e no mercado de trabalho estimula o afastamento das gerações, assim como o conflito e a indiferença, quando não o desprezo ou a tolerância forçada. No final da vida vêem-se os idosos condenados ao isolamento social e cultural pela fragmentação da família, aposentadoria e por uma política insatisfatória de atendimento às suas necessidades.

A autora aponta ainda alguns caminhos que permitiriam promover a busca pela superação das dificuldades impostas por esse processo inexorável. Entre as possíveis saídas encontram-se:

o resgate da auto-estima, a alegria, a descoberta de potencialidades, o prazer de se expressar e ser ouvido são perspectivas para uma vida mais plena. Os caminhos são múltiplos, muitos ainda inexplorados, mas novas perspectivas se apresentam, e um desses caminhos é a questão da criatividade (1995, p. 98).

Para reforçar estes pontos, por volta da década de 1960, cunha-se o termo terceira idade, que servia para estabelecer uma representação social mais positiva dos idosos. Em uma sociedade contemporânea, que valoriza o trabalho e a produtividade, o envelhecimento e a aposentadoria parecem estar associados à deterioração do indivíduo. Fez-se necessário, desta forma, a construção de uma imagem que simbolizasse valores como liberdade e lazer. Para Peixoto (1997, p. 45), o conceito de terceira idade vai surgir para “atribuir aos aposentados jovens e dinâmicos uma identidade positiva”. A autora recorre a Cribier[2] para constatar que a terceira idade:

se inscreve numa organização da vida em três etapas: uma primeira idade, da dependência e imaturidade, da educação e socialização; uma segunda idade, da independência, maturidade, responsabilidade familiares e profissionais, de produção econômica e familiar; uma terceira idade, também de  independência e maturidade, mas cujas funções sociais não são mais as mesmas: é tempo de usufruir e ele é consagrado à realização de si” (1990:4).

Partindo de uma nova concepção de velhice, agora associada a dinamismo e lazer, o público idoso começa a participar mais do espaço público. Logo, é preciso criar estratégias de sociabilidade que permitam aos idosos estabelecer novas relações sociais e distanciar-se cada vez mais do isolamento. Para alguns especialistas, a Universidade pode cumprir plenamente esta função de reinserção do idoso no meio social. As microuniversidades temáticas, voltadas especialmente para esse público, seriam capazes de fornecer assistência médica entre outras, além de proporcionar ensino nos vários campos do saber e propor atividades culturais.

Uma importante classificação quanto aos espaços de atuação do idoso é feita por Peixoto (1997, p. 71), ao distinguir dois eixos: o espaço público, isto é, “de uso coletivo e aberto como a rua, praças, as escolas e o trabalho” e o espaço privado, ou seja, “fechado como a casa, principalmente”. Esta classificação tem impacto direto no presente projeto, pois um programa educacional na modalidade à distância necessita diferenciar claramente as atividades a serem desenvolvidas nestas duas dimensões. Embora um curso à distância pertença predominantemente ao espaço privado, privilegiando o autodesenvolvimento do indivíduo, existem esferas de interação inevitáveis que invadem o espaço público, como no caso dos encontros presenciais. Há ainda o espaço virtual, que não se enquadra exclusivamente em nenhum dos espaços já citados. Na verdade, o espaço virtual se relaciona àqueles espaços por justaposição, apropriando-se de elementos ora do público, ora do privado. Ocorre assim que o espaço virtual acaba por transformar o espaço privado em espaço público, através da promoção da interatividade.

Para compreender melhor a inter-relação dos espaços, é preciso aprofundar a discussão envolvendo a idéia de interatividade e interação. Estes dois conceitos, normalmente tratados de forma sinônima, recebem abordagens distintas por Villardi (2005, p. 100). Embora a autora reconheça a origem comum destes substantivos, atribui aos mesmos diferentes graus de amplitude e complexidade. Assim, a interatividade se apresenta como conjunto de ações que estabelecem uma comunicação unilateral entre os sujeitos. No âmbito da interatividade, portanto, os participantes desse tipo de comunicação não se afetam mutuamente, não há trocas. Para a autora “a interatividade pressupõe uma distinção de natureza ou de nível hierárquico entre os sujeitos envolvidos” (VILLARDI, 2005, p. 101). A interação, por seu turno, possui maior complexidade, pois evoca um ambiente comunicativo apropriado e a predisposição dos “atores envolvidos” no processo para proporcionar “afetação múltipla”. Isto implica que, numa comunicação caracterizada pela interação, o emissor envia uma mensagem que impacta seu receptor, entretanto, este mesmo sujeito, sofre o reflexo de sua própria ação, sendo afetado também no processo. Logo, a interação, na esfera educacional, torna-se facilitadora do aprendizado por se constituir num território colaborativo que promove novos encontros e novas trocas entre as partes. Villardi (2005, p. 101) conclui que a interação “culmina, portanto, em mudança de concepção e em construção de conhecimentos a partir da reflexão e da crítica, em ambientes cooperativos, de dentro dos quais emerge a aprendizagem”.

Em verdade, as novas tecnologias de informação e comunicação trouxeram mudanças significativas para a área da Educação a Distância. Ao oportunizar novas possibilidades de comunicação nunca antes imaginadas, essas tecnologias ampliaram o potencial educativo da EAD, que antes se limitava ao plano meramente instrucional. Ainda com Villardi, podemos observar que:

a chamada terceira geração da EAD traz como novidade algo além de uma mídia: a possibilidade de que a Educação a Distância se faça não mais entre sujeitos separados no tempo e no espaço, mas entre indivíduos separados pelo espaço físico, num mesmo tempo, reunidos num espaço específico, que não é, nem o de um, nem o de outro, mas um terceiro, virtual (VILLARDI, 2005, p. 54).

Dessa forma, entende-se que a aplicação da aprendizagem colaborativa em rede promovida pela EAD pode trazer inúmeros benefícios ao público da terceira idade. Num primeiro momento, algumas vantagens têm presença mais marcante, como por exemplo, a possibilidade de adequação ao ritmo de cada um. Além disso, existe a adequação de conteúdos a condições de aprendizagem especiais. Há ainda, como outro efeito bem-vindo, as oportunidades socialização advindas da interação, que podem se constituir num poderoso “remédio” contra a solidão. Sem falar na manutenção da atividade cognitiva, proporcionada pela formação continuada e o fornecimento constante de estímulos, exercícios e atividades. O ponto interessante é que todas as características citadas são intrínsecas à EAD, portanto, esse trabalho não é um movimento que exige a invenção de novos conceitos e categorias. É preciso interesse e iniciativa que, com a devida orientação, irão conduzir à concretização dos objetivos pretendidos. No decorrer do desenvolvimento da dissertação, espera-se aprofundar as questões aqui levantadas.

Por ora, alguns movimentos parecem relevantes no cumprimento de uma agenda que visa à criação de programas educacionais para idosos. Tal empreitada deve empregar recursos que favoreçam o resgate de potenciais latentes do público idoso e, conseqüentemente, contribuam para a conquista da autonomia dessa população. A adoção de novas estratégias de relacionamento, que atendam às especificidades dos idosos, se constitui num importante passo. A busca pela reinterpretação da velhice, reconhecendo sua complexidade e diversidade, configura-se como outro caminho valioso. O próprio conceito de terceira idade apresenta-se como certo avanço no sentido de oferecer novos mecanismos de representação social para essa classe, agora entendida como dinâmica e atuante, com novos papéis estabelecidos. O cuidado com o desenvolvimento de programas educacionais para o público da terceira idade é, portanto, de grande importância no desenvolvimento de uma participação mais ativa da população idosa na vida em sociedade.
 

 

REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICA

IBGE. Anuário Estatístico do Brasil1993. Fundação Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, Rio de Janeiro, 1994.

 

AZAMBUJA, Thaís de. Expressão e criatividade na terceira idade. In: Terceira idade: um envelhecimento digno para o cidadão do futuro / Renato P. Veras... [et al]; Relume-Dumará: UnATI/UERJ, 1995.

 

LITWIN, Edith (org.). Educação a distância: temas para o debate de uma nova agenda educativa. Porto Alegre : Artmed Editora, 2001.

 

MONTEIRO, Mário F. G., ALVES, Maria Isabel C. Aspectos demográficos da população idosa no Brasil. In: Terceira idade: um envelhecimento digno para o cidadão do futuro / Renato P. Veras... [et al]; Relume-Dumará: UnATI/UERJ, 1995.

 

PEIXOTO, Clarice. De volta às aulas ou de como ser estudante aos 60 anos. In: Terceira idade: desafios para o terceiro milênio / Renato P. Veras, organizador. Rio de Janeiro : Relume-Dumará: UnATI/UERJ, 1997.

 

SANT’ANNA, Maria Josefina G. UnATI, a velhice que se aprende na escola: um perfil de seus usuários. In: Terceira idade: desafios para o terceiro milênio / Renato P. Veras, organizador. Rio de Janeiro : Relume-Dumará: UnATI/UERJ, 1997.

 

SANTOS, Silvana Sidney C. Gerontologia e os pressupostos de Edgar Morin. In: Textos envelhecimento. UnATI/UERJ. – Rio de Janeiro : UERJ, UnATI, 2003.

 

VERAS, Renato. UnATI/UERJ – 10 anos um modelo de cuidado integral para a população que envelhece. /Renato Veras, Célia Caldas. – Rio de Janeiro:

 

VERAS, Renato P., CAMARGO JR., Kenneth Rochel de. Idosos e universidade: parceria para qualidade de vida. In: Terceira idade: um envelhecimento digno para o cidadão do futuro / Renato P. Veras... [et al]; Relume-Dumará: UnATI/UERJ, 1995.

 

VILLARDI, Raquel. Tecnologia na educação: uma perspectiva sócio-interacionista. / Raquel Villardi & Eloíza Gomes de Oliveira. – Rio de Janeiro : Dunya, 2005.


 

[1]Ver principalmente em KACHAR, Vitória. A terceira idade e o computador: interação e produção num ambiente educacional interdisciplinar. Pós-Graduação em Educação: Currículo. Tese de Doutorado, Pontifícia Universidade Católica de São Paulo, 2001. 

 

[2] CRIBIER, F. Les mots pour lê dire. La vieilesse, le troisiéme âge et l’âge de nos nations. Gérontologie 76:1-8, 1990. (grifo meu)

 

José Carlos Belo Rodrigues Jr é mestrando em Educação pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro-UERJ.



 

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