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O presente texto pretende discutir as possibilidades e os caminhos para o
desenvolvimento de um programa educacional para idosos na
modalidade Educação a Distância. Está em questão o
desenvolvimento da consolidação teórica de um programa
educacional que atenda às especificidades da população
idosa, a fim de contribuir para promover sua autonomia e a
melhoria da qualidade de vida.
Projetos na área da educação costumam estar voltados para crianças e
jovens, para promover a formação integral para cidadania e
prepará-los para o ingresso no mercado de trabalho. A
criação de oportunidades educacionais para pessoas idosas
continua sendo preterida, não obstante o aumento da
expectativa de vida nos últimos tempos.
Segundo dados do IBGE (1994),
o número de habitantes com 60 anos ou mais no Brasil, em
1991, era de 10,7 milhões, correspondendo a uma população de
idosos maior que a de vários países da Europa, como
Inglaterra (9,8 milhões) e Portugal (9,7 milhões). O
fenômeno da transição demográfica, que muda a estrutura
etária da população, evidenciando o envelhecimento da mesma,
é, portanto, uma realidade no Brasil há mais de uma década.
As conseqüências dessas mudanças se fazem sentir, a
princípio, na economia e, em seguida, nas esferas social,
política e cultural.
Identificar e analisar as
transformações, oriundas do envelhecimento possibilita
estabelecer propostas educacionais eficazes, que contribuam
para suprir as necessidades específicas dessa população e
proporcionar a melhoria da sua condição de vida. Os idosos,
muitas vezes, têm dificuldade em se libertar de certos
padrões de comportamento, demonstrando resistência para
assimilar novas orientações para resolução de problemas. No
tocante ao aprendizado e à memória, a utilização de
experiências anteriores para solução de novos problemas pode
afetar o processo aprendizagem. Com o aumento da idade há um
decréscimo das funções sensório-motoras. Uma metodologia a
ser trabalhada com idosos deve sugerir formas de
simplificação de tarefas para melhoria do desempenho como um
todo.
Em função dessas características, fica evidente que propostas
educativas para estas pessoas exigem metodologias especiais
para os processos de ensino e de aprendizagem. No âmbito das
tecnologias da informação, por exemplo, pessoas da terceira
idade costumam ter medo do novo e do desconhecido e, não
raro, precisam de incentivo para começar. Por outro lado, a
informática estimula a socialização. Alguns estudos
mostram que o uso da Internet pode ajudar a superar a
depressão, a solidão e o desamparo, sentimentos de
incidência relativamente comum em idosos. Entretanto, a
escassez de conteúdos específicos para idosos é uma das
principais explicações para a aparente auto-exclusão dos
mais velhos no mundo da tecnologia.
Trabalhos em didática
direcionados ao idoso ainda são encontrados com pouca
freqüência, o que torna importante a busca de alternativas
que possibilitem o aperfeiçoamento de programas educacionais
com esta orientação.
Outra justificativa para elaboração de projetos educacionais
para idosos encontra ainda respaldo legal na Lei 10.741/03,
isto é, o Estatuto do Idoso, que prevê no artigo 20 que “O
idoso tem direito à educação, cultura, esporte, lazer,
diversões, espetáculos, produtos e serviços que respeitem
sua peculiar condição de idade”.
A questão metodológica está
contida, no mesmo estatuto, no artigo 21 que reza que “O
Poder Público criará oportunidades de acesso do idoso à
educação, adequando currículos, metodologias e material
didático aos programas educacionais a ele destinados”. O
parágrafo primeiro deste mesmo artigo trata mais
especificamente do tema proposto no presente plano de
estudos: “Os cursos especiais para idosos incluirão conteúdo
relativo às técnicas de comunicação, computação e demais
avanços tecnológicos, para sua integração à vida moderna”.
Neste sentido, um programa
educacional para idosos pode ter como elementos principais:
o conhecimento de que trata a disciplina; o tempo
pedagogicamente necessário para a apropriação do
conhecimento e os procedimentos didático-metodológicos
utilizados para viabilizar a aprendizagem.
Outra preocupação metodológica
relevante diz respeito à linguagem didática, que é
importante para identificar aspectos positivamente
educativos. No caso dos idosos, pretende-se manter a norma
culta e a clareza, evitando a infantilização. A linguagem
articulada, enfática e com a voz clara e audível, contribui
na assimilação do conhecimento, principalmente para os
idosos com algum tipo de dificuldade auditiva. A
demonstração didática pode ser direta, quando apresentada
pelo próprio professor e indireta, quando realizada por um
ou mais alunos com auxílio do professor. No que diz respeito
à educação a distância, é preciso levantar quais conceitos e
recursos desta modalidade se adequam melhor à terceira
idade. Não há, que se tenha notícia, qualquer estudo mais
profundo acerca do desenvolvimento de EAD para idosos,
quando, na verdade, essa poderia ser uma população
enormemente favorecida pelos benefícios da tecnologia. É
provável que todo um novo aparato de aprendizagem em rede
tenha que ser desenvolvido para esse público.
O ensino para idosos apresenta especificidades que precisam
ser mais bem pesquisadas e sistematizadas, a fim de
desenvolver uma metodologia inclusiva e eficaz. Mas num
primeiro momento, algumas especificidades podem ser
destacadas, como:
·
Conhecimentos e experiências acumuladas –
pessoas de idade avançada já chegam em sala de aula com uma
imensa bagagem de vivências e conhecimentos que não podem
ser desprezados pelo educador;
·
Velocidade de aprendizagem – em pessoas
idosas, o ritmo de aprendizagem costuma ser mais lento e,
portanto, deve ser respeitado, sob pena de gerar insegurança
e bloqueios aos conteúdos tratados no curso;
·
Dificuldades de ordem visual – não é incomum
em cursos de informática, por exemplo, observar idosos que
necessitam, além da correção visual dos óculos, recorrer a
lupas para melhor visualizar imagens em um monitor de
computador;
·
Dificuldades de ordem auditiva – idosos que
apresentam algum tipo de problema auditivo requerem atenção
especial e maior proximidade do professor na sala;
·
Problemas de locomoção – a dependência de
instrumentos de locomoção como muletas ou cadeiras de rodas
exigem cuidados na acomodação de alguns idosos ao local de
estudo.
Estas são algumas características que tornam o ensino para idosos uma
matéria que requer maiores considerações e uma atenciosa
elaboração. Em resumo, é uma ação educativa que deve ser
dirigida pela reflexão crítica de pesquisadores e
educadores. O resultado é positivo para a sociedade, pois ao
oportunizar o acesso aos avanços tecnológicos, prolonga a
vida útil dos indivíduos, que se mantêm produtivos, mesmo em
faixas etárias mais avançadas.
A preocupação em compreender cientificamente o processo de envelhecimento
humano, bem como suas conseqüências biológicas e sociais, é
relativamente recente. Embora algum movimento nesse sentido
se faça presente no século XIX, é no século XX que a velhice
ganha atenção especial como fenômeno objeto de estudo
científico. Nesse século, a Geriatria, como ramo da medicina
que estuda as doenças que acometem os idosos, vai surgir nos
Estados Unidos. No entanto, mais tarde surge o termo
Gerontologia, como ramo da Ciência que pretende estudar os
aspectos biopsicossociais do envelhecimento.
Desse “novo” braço da Ciência, que por sua natureza é eminentemente
interdisciplinar, irão surgir duas sub-áreas, a saber: a
Gerontologia Social, que trata dos processos psicossociais
evidenciados na velhice; e a Gerontologia Educacional,
voltada para o desenvolvimento de programas educacionais
para idosos.
Para Santos (2003, p. 78), a Gerontologia como campo de pesquisa:
não é uma disciplina unificada, mas um
conjunto de disciplinas científicas que intervêm no mesmo
campo, que necessitam empreender esforços
interdisciplinares, os quais excedam os limites de seus
próprios paradigmas e teorias, para criar concepções
diferenciadas sobre o idoso e os fenômenos da velhice e do
envelhecimento.
Sendo assim, embora a Gerontologia se valha, como ponto de partida, dos
conhecimentos consagrados por outras áreas de produção
científica, é na criação de suas próprias categorias de
pensamento que ela vai encontrar os caminhos para que possa
se autodenominar ciência. Para o presente trabalho, faz-se
necessário elencar um conjunto de conceitos que sirvam para
nortear o desenvolvimento de programas educacionais para a
população idosa.
O primeiro conceito trabalhado na Gerontologia é envelhecimento,
que é um processo que ocorre durante todo o curso de vida de
cada indivíduo. Ainda com Santos, percebe-se que é
importante perceber as “diferenças, semelhanças e
inter-relações” envolvendo os conceitos de idoso,
envelhecimento e velhice. Na verdade, embora o
envelhecimento aconteça ao longo de toda a vida do ser
humano, a velhice é a fase do desenvolvimento onde
esse processo aparece de forma mais clara. As principais
mudanças são de ordem fisiológica, psicológica e social.
Todas afetam a relação da pessoa consigo mesma e com o meio
em que vive.
O conceito de idoso difere de país para país, principalmente no que
tange o grau de desenvolvimento econômico de cada um. Nos
países mais desenvolvidos, são considerados idosos
indivíduos com 65 anos ou mais, enquanto em países em
desenvolvimento, como o Brasil, são idosos aqueles com 60
anos ou mais.
O conceito de velhice, segundo Santos (2003, p. 86), deve ser visto
como a última fase do envelhecimento humano, ou seja,
a velhice é “um estado que caracteriza a condição do ser
humano idoso”. Nos dias atuais, com os avanços da medicina,
da farmacologia e, até mesmo, da cirurgia plástica, a
velhice parece encontrar novos limites, uma vez que os
efeitos do envelhecimento podem ser escamoteados.
Para a autora, tais limites “poderão ser cada vez mais altos
se o idoso reconhecer-se, aceitar-se e integrar-se à sua
família e comunidade, porque essas ações terminam por
torná-lo reconhecido, aceito e integrado por todos” (2003,
p. 86).
No entanto, o conceito de velhice é ampliado por Sant’Anna (1997,
p. 75) que, inspirada pelos princípios adotados na
Antropologia Social, considera que esta é “uma experiência
vivenciada, de forma não-homogênea, e diversificada, em
função de gênero, classe, etnia, religião”. Na verdade,
segundo essa visão seria possível afirmar a existência de
idosos e não idoso, além de velhices, no
lugar de velhice. A conseqüência dessa abordagem é a
constatação da dificuldade em generalizar as especificidades
de um público que ora se apresenta mais heterogêneo do que
se pensava. Para esta autora “conhecer um universo
particular de idosos (...) significa lidar com essa
diversidade de situações e experiências” (1997, p. 76).
Portanto, tal concepção, no âmbito da pesquisa, irá
corroborar na construção de um conhecimento mais qualitativo
do idoso, bem como do seu processo de
envelhecimento.
O processo de envelhecimento traz inevitáveis conseqüências para o
indivíduo. No encontro com Azambuja (1995, p. 97), é
possível apurar alguns fatos decorrentes desse processo, a
saber:
a perda dos seus papéis familiares e no
mercado de trabalho estimula o afastamento das gerações,
assim como o conflito e a indiferença, quando não o desprezo
ou a tolerância forçada. No final da vida vêem-se os idosos
condenados ao isolamento social e cultural pela fragmentação
da família, aposentadoria e por uma política insatisfatória
de atendimento às suas necessidades.
A autora aponta ainda alguns caminhos que permitiriam promover a busca
pela superação das dificuldades impostas por esse processo
inexorável. Entre as possíveis saídas encontram-se:
o resgate da auto-estima, a alegria, a
descoberta de potencialidades, o prazer de se expressar e
ser ouvido são perspectivas para uma vida mais plena. Os
caminhos são múltiplos, muitos ainda inexplorados, mas novas
perspectivas se apresentam, e um desses caminhos é a questão
da criatividade (1995, p. 98).
Para reforçar estes pontos, por volta da década de 1960, cunha-se o termo
terceira idade, que servia para estabelecer uma
representação social mais positiva dos idosos. Em uma
sociedade contemporânea, que valoriza o trabalho e a
produtividade, o envelhecimento e a aposentadoria parecem
estar associados à deterioração do indivíduo. Fez-se
necessário, desta forma, a construção de uma imagem que
simbolizasse valores como liberdade e lazer. Para Peixoto
(1997, p. 45), o conceito de terceira idade vai
surgir para “atribuir aos aposentados jovens e dinâmicos uma
identidade positiva”. A autora recorre a Cribier
para constatar que a terceira idade:
se inscreve numa organização da vida em
três etapas: uma primeira idade, da dependência e
imaturidade, da educação e socialização; uma segunda idade,
da independência, maturidade, responsabilidade familiares e
profissionais, de produção econômica e familiar; uma
terceira idade, também de independência e maturidade, mas
cujas funções sociais não são mais as mesmas: é tempo de
usufruir e ele é consagrado à realização de si”
(1990:4).
Partindo de uma nova concepção de velhice, agora associada a
dinamismo e lazer, o público idoso começa a participar mais
do espaço público. Logo, é preciso criar estratégias de
sociabilidade que permitam aos idosos estabelecer novas
relações sociais e distanciar-se cada vez mais do
isolamento. Para alguns especialistas, a Universidade pode
cumprir plenamente esta função de reinserção do idoso no
meio social. As microuniversidades temáticas, voltadas
especialmente para esse público, seriam capazes de fornecer
assistência médica entre outras, além de proporcionar ensino
nos vários campos do saber e propor atividades culturais.
Uma importante classificação quanto aos espaços de atuação do idoso é
feita por Peixoto (1997, p. 71), ao distinguir dois eixos: o
espaço público, isto é, “de uso coletivo e aberto
como a rua, praças, as escolas e o trabalho” e o espaço
privado, ou seja, “fechado como a casa, principalmente”.
Esta classificação tem impacto direto no presente projeto,
pois um programa educacional na modalidade à distância
necessita diferenciar claramente as atividades a serem
desenvolvidas nestas duas dimensões. Embora um curso à
distância pertença predominantemente ao espaço privado,
privilegiando o autodesenvolvimento do indivíduo, existem
esferas de interação inevitáveis que invadem o espaço
público, como no caso dos encontros presenciais. Há
ainda o espaço virtual, que não se enquadra
exclusivamente em nenhum dos espaços já citados. Na verdade,
o espaço virtual se relaciona àqueles espaços por
justaposição, apropriando-se de elementos ora do público,
ora do privado. Ocorre assim que o espaço virtual acaba por
transformar o espaço privado em espaço público, através da
promoção da interatividade.
Para compreender melhor a inter-relação dos espaços, é preciso aprofundar
a discussão envolvendo a idéia de interatividade e
interação. Estes dois conceitos, normalmente tratados de
forma sinônima, recebem abordagens distintas por Villardi
(2005, p. 100). Embora a autora reconheça a origem comum
destes substantivos, atribui aos mesmos diferentes graus de
amplitude e complexidade. Assim, a interatividade se
apresenta como conjunto de ações que estabelecem uma
comunicação unilateral entre os sujeitos. No âmbito da
interatividade, portanto, os participantes desse tipo de
comunicação não se afetam mutuamente, não há trocas. Para a
autora “a interatividade pressupõe uma distinção de
natureza ou de nível hierárquico entre os sujeitos
envolvidos” (VILLARDI, 2005, p. 101). A interação,
por seu turno, possui maior complexidade, pois evoca um
ambiente comunicativo apropriado e a predisposição dos
“atores envolvidos” no processo para proporcionar “afetação
múltipla”. Isto implica que, numa comunicação caracterizada
pela interação, o emissor envia uma mensagem que
impacta seu receptor, entretanto, este mesmo sujeito, sofre
o reflexo de sua própria ação, sendo afetado também no
processo. Logo, a interação, na esfera educacional,
torna-se facilitadora do aprendizado por se constituir num
território colaborativo que promove novos encontros e novas
trocas entre as partes. Villardi (2005, p. 101) conclui que
a interação “culmina, portanto, em mudança de
concepção e em construção de conhecimentos a partir da
reflexão e da crítica, em ambientes cooperativos, de dentro
dos quais emerge a aprendizagem”.
Em verdade, as novas tecnologias de informação e comunicação trouxeram
mudanças significativas para a área da Educação a Distância.
Ao oportunizar novas possibilidades de comunicação nunca
antes imaginadas, essas tecnologias ampliaram o potencial
educativo da EAD, que antes se limitava ao plano meramente
instrucional. Ainda com Villardi, podemos observar que:
a chamada terceira geração da EAD traz como
novidade algo além de uma mídia: a possibilidade de que a
Educação a Distância se faça não mais entre sujeitos
separados no tempo e no espaço, mas entre indivíduos
separados pelo espaço físico, num mesmo tempo, reunidos num
espaço específico, que não é, nem o de um, nem o de outro,
mas um terceiro, virtual (VILLARDI, 2005, p. 54).
Dessa forma, entende-se que a aplicação da aprendizagem colaborativa em
rede promovida pela EAD pode trazer inúmeros benefícios ao
público da terceira idade. Num primeiro momento, algumas
vantagens têm presença mais marcante, como por exemplo, a
possibilidade de adequação ao ritmo de cada um. Além disso,
existe a adequação de conteúdos a condições de aprendizagem
especiais. Há ainda, como outro efeito bem-vindo, as
oportunidades socialização advindas da interação, que podem
se constituir num poderoso “remédio” contra a solidão. Sem
falar na manutenção da atividade cognitiva, proporcionada
pela formação continuada e o fornecimento constante de
estímulos, exercícios e atividades. O ponto interessante é
que todas as características citadas são intrínsecas à EAD,
portanto, esse trabalho não é um movimento que exige a
invenção de novos conceitos e categorias. É preciso
interesse e iniciativa que, com a devida orientação, irão
conduzir à concretização dos objetivos pretendidos. No
decorrer do desenvolvimento da dissertação, espera-se
aprofundar as questões aqui levantadas.
Por ora, alguns movimentos parecem relevantes no cumprimento de uma agenda
que visa à criação de programas educacionais para idosos.
Tal empreitada deve empregar recursos que favoreçam o
resgate de potenciais latentes do público idoso e,
conseqüentemente, contribuam para a conquista da autonomia
dessa população. A adoção de novas estratégias de
relacionamento, que atendam às especificidades dos idosos,
se constitui num importante passo. A busca pela
reinterpretação da velhice, reconhecendo sua complexidade e
diversidade, configura-se como outro caminho valioso. O
próprio conceito de terceira idade apresenta-se como certo
avanço no sentido de oferecer novos mecanismos de
representação social para essa classe, agora entendida como
dinâmica e atuante, com novos papéis estabelecidos. O
cuidado com o desenvolvimento de programas educacionais para
o público da terceira idade é, portanto, de grande
importância no desenvolvimento de uma participação mais
ativa da população idosa na vida em sociedade.
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Ver
principalmente em KACHAR, Vitória. A terceira
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Pós-Graduação em Educação: Currículo. Tese de
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