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ISSN 1678-8419         última atualização em: terça-feira, 03 de abril de 2012 20:54:27                                               
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TERCEIRO SETOR

 Quinta-Feira, 24 de Maio de 2012

 

Terceiro setor: primordial para o País
Fabio Rocha doAmaral


Instituto Gabi lança projeto de geração de renda para as famílias dos atendidos
 
Entidade reforça intenção de colaborar, por meio de capacitação, com o sustento das famílias das crianças e adolescentes atendidos
 
São Paulo, 28 de fevereiro de 2012 – O Instituto Gabi – entidade assistencial localizada na zona sul de São Paulo, que atende 70 crianças e adolescentes com deficiência – entrou em seu décimo primeiro ano de atuação. Durante mais de uma década, atendeu centenas de pessoas com terapias e atendimentos diversos nas áreas da saúde, educação, cultura e família. Agora, dedica-se também a um projeto bastante especial, que tem por objetivo ajudar as famílias dos atendidos a gerar renda.

Segundo o jornalista e professor universitário Francisco Sogari - presidente e fundador do Instituto Gabi - o Projeto de Geração de Renda é de extrema importância para o processo de inclusão, objetivo maior do Instituto. “Queremos em primeiro lugar, oferecer uma alternativa de complemento de renda – que pode até tornar-se a principal fonte, quem sabe. Vamos produzir mercadorias de qualidade para serem comercializadas em feiras na cidade, em eventos no Instituto e fora dele ”.

Outro aspecto importante do Projeto é a convivência entre as famílias, que acabam compartilhando experiências numa espécie de terapia em grupo. “O foco é a busca de renda, o estímulo à autonomia e ao empreendedorismo, mas nossa experiência mostra que os encontros acabam fortalecendo as relações sociais”, reforça o presidente.

Há alguns anos, o Instituto desenvolveu um projeto semelhante. Oferecia aulas de artesanato ministradas por voluntários. Desta vez, uma profissional foi contratada pelo Instituto. A professora, Cinthia Moreira de Souza, tem licenciatura em Artes Plásticas e experiência na área de vendas, além do ensino.

As aulas ocorrerão sempre às terças-feiras à tarde e às quartas-feiras durante todo o dia. Nas quintas-feiras, é a vez dos atendidos pelo Instituto. A técnica utilizada na criação dos produtos é a upcycle – processo de transformar resíduos ou produtos considerados inúteis e descartáveis em novos materiais ou produtos de maior valor, uso ou qualidade. “Este processo é diferente da reciclagem, que usa energia para destruir a forma e então transformar em algo novo”, explica o Sogari.

Mariana Roquette, gestora do Instituto, lembra que as famílias aprenderão também a precificar os produtos e desenvolverão técnicas para vendê-los. “Já os atendidos, por meio das aulas, poderão exercitar sua criatividade, desenvolver a motricidade fina e planejar a criação de peças tendo como os objetos que terão em mãos. Estamos bastante animados”, finaliza.

Sobre o Instituto Gabi

Transformar a dor em caridade não é fácil. Após perder, em fevereiro de 2001, sua pequena filha Gabriele, de apenas seis anos, em um atropelamento, o jornalista Francisco Sogari, que estava com Gabi no momento do acidente, viu-se na situação de dor de tantos pais que perdem seus amados filhos, vítimas da violência. Porém, juntamente com a esposa, a pedagoga Iracema Sogari, ele decidiu transformar sua dor em um gesto de amor: o casal fundou o Instituto Gabriele Barreto Sogari, conhecido como Instituto Gabi.

Instalado no bairro de Vila Santa Catarina, na zona Sul de São Paulo, o Instituto Gabi em poucos anos tornou-se referência no atendimento dos portadores de deficiência. Com o trabalho social, o casal Sogari encontrou um novo sentido para sua vida. "Hoje minha vida mudou completamente. A dor continua, mas vejo que a Gabriele está presente no semblante dos deficientes que são atendidos na casa a ela dedicada", revela Sogari.

O jornalista divide seu tempo como professor universitário em duas universidades e na gestão deste projeto social. "Ainda encontro tempo para me dedicar à família, sobretudo ao João Filipe, filho de 13 anos, com quem jogo futebol e torço fanaticamente para o Internacional" declara. A esposa Iracema, que é pedagoga pós-graduada, com experiência de 20 anos em educação especial, conhece bem a realidade destas pessoas. "O atendimento do serviço público é deficitário. Uma escola especial é muito cara, passa de R$ 1 mil. As instituições que deveriam acolhê-las acabam encaminhando para nós", declara Iracema Sogari.

O casal busca a auto-sustentabilidade do projeto. "Conseguimos atender gratuitamente 70 crianças e adolescentes com deficiência. A receita restante provém de trabalho e generosidade, muito empenho na captação de recursos e a resposta de pessoas e empresas que são sensíveis e apostam em nosso trabalho. Queremos que o projeto seja viável, auto-sustentável e gere mais divisas para atender as famílias que batem às portas do Instituto em busca de uma vaga", conclui Iracema.


Francisco Sogari aponta os dez principais motivos que o levaram a ser um voluntário por mundo melhor. Acompanhe:

1- Porque acredito que o amor é a única força capaz de transformar o homem e o mundo;
2- Se eu uso energia para tantas coisas,  por que não posso usar uma parte para o bem?
3- Porque Deus me dá 168 horas semanais. Por que não doar algumas horas da semana ou do mês como forma de gratidão a Deus?
4- Porque estou fazendo a minha parte e não espero que a mudança caia do céu;
5- Porque tenho a convicção de que no trabalho voluntário mais do que dar eu estou recebendo;
6- Porque acredito na vida futura e na outra dimensão, onde o mais importante não são os diplomas, a fama, o dinheiro, os bens materiais, mas sim o bem que tiver feito ao meu próximo;
7- Porque ser voluntário não requer especialização nem ter muitas posses, basta abrir o coração e doar-se para o próximo;
8- Porque ingresso num triplo movimento: dar o peixe na hora da fome, ensinar a pescar para que a fome não volte e criar condições para que haja pesca, dignidade, justiça social, etc.
9- Porque acredito numa frase que minha filha pronunciou com apenas seis anos: “Quem ajuda os outros é feliz”.
10- Porque hoje temos bons recursos técnicos que permitem ‘voluntariar’ sem sair de casa, ajudando projetos sociais em várias áreas: eventos, divulgação, campanhas e outras iniciativas.


Para doar objetos, brinquedos e roupas, ou oferecer trabalho voluntário, deve-se estabelecer contato com o Instituto Gabi, pelo telefone             (11) 5564-7709      , pelo email institutogabi@terra.com.br ou consultando o sitewww.institutogabi.org.br.
 

Maioria dos asilos do país é sustentada com recursos privados

24/05/2011 - 18h43

Flávia Villela
Repórter da Agência Brasil

Rio de Janeiro - Os asilos brasileiros, ou instituições de longa permanência para idosos (Ilpi), vivem principalmente de contribuições dos residentes ou dos parentes, mesmo as filantrópicas que recebem financiamento público.

De acordo com pesquisa divulgada hoje (24) pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), 65% dos asilos do país são filantrópicos e aproximadamente 57% de suas receitas são oriundas de contribuição particular. O financiamento público - federal, estadual ou municipal – é em torno de 20%. O custo médio de um idoso mensal num asilo, segundo o estudo é de cerca de R$ 750.

O governo federal administra apenas um asilo em todo país, localizado no Rio de Janeiro. A instituição Cristo Redentor atende 298 idosos.

Para a coordenadora da pesquisa, Ana Amélia Camarano, a presença do Estado é fundamental para atender aos mais de 3 milhões de idosos no país, segundo dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad).

“O governo precisa investir nessa área, não só em asilos, mas também em cuidado domiciliar formal, beneficio monetário para o cuidador familiar, inclusão do cuidador familiar no sistema de seguridade social, centros dias, hospitais dias, ou seja, uma rede de cuidados para a população idosa”, disse a pesquisadora.

 

Edição: Aécio Amado

 

Campanha Carinho de Verdade

A Campanha Carinho de Verdade - Um gesto contra a exploração sexual de crianças e adolescentes - Abrace essa causa, envia a você uma entrevista realizada com Joacy Pinheiro, Coordenador Nacional do Disque100

Na entrevista, o coordenador fala sobre este canal de comunicação que tem contribuído para o aumento de denúncias no Brasil.

Entrevista com Joacy Pinheiro – Coordenador Nacional do Disque100

 

Entrevista com Fátima Leal - Secretária geral do Violes, Grupo de Pesquisa sobre Tráfico de Pessoas, Violência e Exploração Sexual de Mulheres, Crianças e Adolescente da Universidade de Brasília

 

Entrevista com Leila Paiva - Coordenadora do Programa Nacional de Enfrentamento da Violência Sexual contra Crianças e Adolescentes da Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República.

 

Entrevista com Karina Figueiredo, Secretária Executiva do Comitê Nacional de Enfrentamento contra a Violência Sexual de Crianças Adolescentes

Entrevista com Thaís Dumet Faria – Coordenadora Nacional do Projeto de Combate ao Tráfico de Pessoas da Organização Internacional do Trabalho.

 
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